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Suicídio: Por que é tão difícil falar sobre esse tema?


10/09/2021 Mari Belo

Ainda hoje, me vejo acordando pela noite, com aquele barulho desesperador… 

Era um dia qualquer, já pós pandemia, e eu estava na casa dos meus pais, ainda me adaptando ao home office, trabalhando, enquanto minha mãe guardava a comida do almoço e meu pai, descansava no sofá da sala. 

Ouvi um barulho, inexplicável, mas ao mesmo tempo, desesperador. Saí de imediato do quarto para ver o que havia acontecido e vi minha mãe olhando pela janela, em choque. A chamei, perguntei o que havia acontecido e ela desesperadamente disse, “A menina, pelo amor de Deus, a menina, deve ter a sua idade, está no chão…” 

A coloquei no sofá na tentativa de acalmá-la e, de imediato, pedi que meu pai ligasse ao SAMU, polícia e corpo de bombeiros. Mas, este, que também olhou pela janela após o discurso da minha mãe, também ficou meio sem reação. Tive que reagir e fazer as ligações. 

Enquanto ligava, ouvi uma pessoa, que parecia ser seu marido, encontrar o corpo e desesperadamente gritar: “Eu avisei que ela não podia ficar sozinha, quero meu filho de volta, e chorava compulsivamente.” Foi aí que o desespero ainda maior bateu, além da garota – que aparentava no máximo 30 anos – pular do prédio, levou o bebê de poucos meses junto. 

Não tinha como não questionar. Nem vendo o desespero dos meus pais, que nem sequer a conheciam, conseguia imaginar o desespero dessa família. Apesar de muito ouvir falar, de estudar, nunca imaginei presenciar essa situação. Meus questionamentos ali eram: o que leva uma pessoa a tirar a própria vida? E levar a vida do próprio filho? Que dor é essa? Uma dor na alma? 

Segundo a OMS, no relatório “Suicide Worldwide in 2019”, o suicídio é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Em 2019, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio, o que equivale a 1% das mortes, ou seja, uma em cada 100 mortes são causadas por suicídio.

E, ainda segundo a OMS, cerca de 98% dos casos de suicídio estão ligados a transtornos mentais, principalmente a depressão. Com a pandemia, esse número vem aumentando, principalmente entre os jovens de 15 a 29 anos, que hoje já representa a quarta causa de morte, depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, cada suicídio é uma tragédia para evitar. Nossa atenção deve se ater à prevenção do suicídio.

Ainda mais importante agora, depois de muitos meses convivendo com a pandemia de COVID-19, com muitos dos fatores de risco para suicídio tais como perda de emprego, estresse financeiro e isolamento social.  

Como apoio aos países, a OMS lançou uma orientação para a prevenção do suicídio, o “Live Life”, que se baseia em 4 estratégias principais: 

  • Limitar o acesso aos métodos de suicídio, (medicamentos, armas de fogo, venenos)
  • Educação da mídia para a cobertura responsável do suicídio (percebem que no Brasil a mídia praticamente não expõe casos de suicídio? Isso tem um propósito por trás);
  • Estimular habilidades socioemocionais aos adolescentes; 
  • Identificação precoce, avaliação, gestão e acompanhamento de qualquer pessoa afetada por pensamentos e comportamentos suicidas. Fique sempre atento às pessoas ao seu redor e busque a ajuda de um profissional.

Não dá mais para ignorar o suicídio, não dá mais para enxergá-lo como “mimimi”. Cada tentativa, cada desabafo é um sinal desesperado de alguém pedindo ajuda para aliviar uma dor da alma que remédio nenhum é capaz de tirar. E a responsabilidade disso é nossa! 

Cada um tem um papel importante de enxergar as pessoas e apoiá-las na busca por ajuda de um profissional, sempre que necessário, sem vergonha, sem achar que é frescura. Saúde mental é coisa séria, cuide bem dela! 

Ainda hoje, resisto em me aproximar daquela janela. Por que ainda hoje, me vejo acordando com aquele barulho desesperador…

Leia também: O que Você Quer Ser Quando Crescer?

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As 3 Habilidades Para o Líder Assumir o Protagonismo


01/09/2021 Jonnas Lima

As 3 habilidades para o líder assumir o protagonismo

Estamos na era da ressignificação, na qual precisamos estar dispostos a aprender a
desaprender para reaprender. Devemos optar entre sermos plateia ou sermos
protagonistas, precisamos (re)ver a forma como trabalhamos gestão e liderança,
entender a diferença entre gestor e líder e o potencial de impacto que surge através
dessas mudanças.

Quando falamos em assumir o protagonismo na liderança a sua função vai além do
tradicional ajudar a sua equipe a cumprir os prazos, serem eficazes no trabalho e
motivá-los. O protagonismo na liderança hoje passa pela criação de um ambiente
propício para que as pessoas possam assumir o protagonismo.

Além disso, um líder deve ter, por natureza, uma força de inspirar as demais pessoas no
ambiente de trabalho. Quando normalmente olhamos uma pessoa com liderança,
rapidamente criamos uma identificação, fazendo com que suas atitudes e conselhos
funcionem com mais força, motivando a trabalhar e atingir o sucesso.

O fato é que hoje as lideranças serão desafiadas constantemente por fatores internos e
externos ao seu ambiente. Para se destacar nesse ambiente é fundamental desenvolver 3
habilidades:

1- Fazer boas perguntas
O ser humano é singular e combinar isso com as necessidades de resultado que
toda liderança tem que ter como alvo pode tornar-se algo complexo. Por isso, a
capacidade de fazer boas perguntas será decisivo para que a liderança acesse a
singularidade de cada membro da sua equipe e consiga produzir resultados.

2- Aprender a ser liderado
Os ambientes hierarquizados continuam no ambiente corporativo, porém é muito
importante a liderança assumir que hoje os ecossistemas em rede são cada vez
mais usuais nas interações. Em alguns momentos, é fundamental o líder ser
liderado pela sua equipe. Seja num projeto, numa reunião, numa criação, dar
protagonismo é dar acesso as pessoas para liderarem a serem lideradas.

3- Transforme erros em possibilidades para avançar
Uma diferença fundamental causada pela transformação digital é a forma como
tratamos os erros. O erro hoje é uma excelente ferramenta para avançar e isso
não quer dizer falta de compromisso com o resultado e sim a capacidade de
coletar os aprendizados desse erro e avançar.

Nos meus trabalhos nas empresas eu costumo dizer que “não existe fórmulas prontas,
quando o assunto é liderança!”. O que faz a diferença é observar as pessoas e o
ambiente e ver o que funciona no seu ecossistema.
Se quiser continuar esse bate-papo interage comigo por aqui.
Eu vou adorar ajudar você!

Jonnas Lima é Educador Executivo na Escola E3 e conecta pessoas e empresas
a cultura protagonista.

Se quiser levar este conteúdo para sua empresa, contate já!

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Liderança não é heroísmo


21/05/2021 Veridiano Andrade

Liderança não é heroísmo

Nos meus mais de 25 anos como gestor dentro de organizações, sempre que fazíamos treinamentos de liderança, eles eram realizados entre líderes, ou seja, aprendemos uns com os outros as práticas de liderança compartilhadas, mas sempre com o mesmo ponto de vista: do líder para os liderados.

Esta proposta faz sentido na cabeça de muitos gestores, mas ela é muito limitante, pois muitas vezes alimenta ainda mais a arrogância da liderança, que na minha opinião, é um dos piores comportamentos de um líder.

E, ao término dos treinamentos, os líderes saem com a missão de colocar isto em prática com suas equipes, que esperam que ele assuma uma postura heroica diante dos desafios.

Nestes treinamentos, nos limitamos a colocar a visão das nossas equipes pelo ponto de vista top down, de forma hierárquica e não em forma de rede, que é a maneira mais fluída de gerir equipes, principalmente neste momento em que todos estamos conectados virtualmente.

Afinal, uma empresa nada mais é do que gente trabalhando com gente para atender gente, como diz o meu amigo, Alê Prates.

Tenho visto muitas ofertas de treinamentos de liderança nas redes sociais – utilizando os termos da moda – mas que, na grande maioria dos casos, têm como pano de fundo a preparação do líder da mesma forma de sempre, ou seja: de líder para líder.

Nesse formato de treinamento, o líder deve ser o promotor de estímulo ao desenvolvimento das pessoas, produzir resultados por meio das pessoas, motivar a equipe e, além de tudo isso, ainda precisa garantir a sua qualidade de vida e a das demais pessoas.

Além de ser uma pessoa com um nível elevado de autoconhecimento e com todas as competências e habilidades afiadas, o líder deve estar muito atento ao seu autodesenvolvimento, até porque ele deve liderar pelo exemplo, ou seja, deve ser um super-herói para a equipe!

No meu ponto de vista, o papel do líder deve ser 10% gestão dos resultados, através dos indicadores de desempenho construídos e estabelecidos em conjunto com a sua equipe, e 90% focado em atuar como facilitador junto aos membros do time, para que eles consigam percorrer a jornada evolutiva em busca dos objetivos essenciais.

Eu acredito que o papel do líder é construir, junto com o seu time, um ambiente:

 Sustentável: promover um ambiente onde se valoriza o resultado que se sustenta a longo prazo. Resultados com valores que não permitem comportamentos destruidores em prol de resultados imediatos.

 Agregador: o líder não deve permitir que a competição destrua os times. O conceito de “coopetição” (competição com cooperação) deverá ser cada dia mais fomentado dentro das organizações.

As pessoas devem ser estimuladas a ter mais consciência do outro, a colaborarem mais e a compartilharem informações em prol de um propósito maior.

 Universal: permitir que as pessoas pensem “fora da caixa” e que estejam antenadas ao que acontece no universo. As pessoas não podem pensar apenas em processo. É preciso que evoluam e pensem em mercado, clientes, estratégias.

É preciso provocar as pessoas a ampliarem a sua visão e enxergarem o mercado, tornando-as mais estratégicas e visionárias para resultados. Dessa forma, o time compreende o impacto do seu trabalho no resultado do negócio.

Desafiador: tirar constantemente as pessoas da zona de conforto, através de desafios que as estimulem, permitindo que elas utilizem todo o seu potencial, proporcionando um sentimento de importância e realização.

Para encarar um desafio, é preciso se preparar. Portanto, o líder que desafia deve ter a certeza de que as pessoas estão prontas para seguir em frente. Isso se traduzirá em um ciclo virtuoso de desafios, preparação e crescimento constante.

Autêntico: proporcionar um ambiente onde as pessoas consigam produzir mais e melhor, valorizando a honestidade e transparência ao invés da artificialidade em prol de um corporativismo interno.

Um ambiente autêntico permite que as pessoas questionem, julguem e discutam, sem medo de represálias. Um ambiente autêntico é aquele que verdadeiramente respira os valores da organização.

Vivo: proporcionar às pessoas a possibilidade de colocar o coração e a alma no jogo. Ambiente vivo é um ambiente que compreende que o ser humano é um ser integral e que não há separação entre a vida pessoal e profissional. Um ambiente vivo permite que as pessoas vivam e não apenas trabalhem.

O líder precisa investir em ambientes que promovam união, cooperação, sinergia e que permitam que as pessoas construam laços de amizade e respeito.

É no trabalho que as pessoas investem a maior parte da vida, portanto, se a empresa não proporcionar um ambiente saudável, a permanência das pessoas será muito curta.

Estratégico: um ambiente que permita a construção da estratégia em conjunto, onde as pessoas saibam quem são e onde querem chegar.

Além disso, é preciso compreender que empresa estratégica não é uma empresa que tem uma estratégia desenhada, mas uma empresa que discute a estratégica com a sua equipe. Estratégia e participação: uma fórmula simples para se criar um ambiente estratégico, que engaje o seu time.

Líder: um ambiente saudável se constrói a partir de uma liderança saudável. Uma liderança que atue com o objetivo de engajar pessoas para resultados, e isto somente é possível se o líder conhecer profundamente a sua equipe, que eu chamo de “rede essencial”.

 

 

No meu entendimento, para a construção do ambiente saudável mencionado acima, é preciso que o desenvolvimento das lideranças seja encarado como um programa de desenvolvimento da sua rede essencial, enxergando o todo e não apenas a liderança isolada.

A evolução do trabalho em uma equipe de alta performance traz à tona o fato de que, a qualquer momento, qualquer pessoa pode liderar alguma situação, projeto ou frente de atuação na equipe.

Sendo assim, o mesmo treinamento que deve ser dedicado ao desenvolvimento do líder, deve ser aplicado em conjunto com a sua equipe.

Dessa maneira, os membros da equipe criarão empatia por quem estiver no papel de liderança – independentemente da situação – e isso fará com que as pessoas entendam todas as “obrigações” de se desenvolver, de se autoconhecer, de se autodesenvolver, de cuidar da sua qualidade de vida, de construir uma jornada que gere resultados, de estabelecer um ambiente saudável, de definir objetivos essenciais e de construir as metas, métricas e gerenciamento.

Isso é responsabilidade de todos, e não de um herói denominado líder.

Atualmente, já é possível encontrar no mercado empresas que aboliram as avaliações de desempenho, pois entendem que a liderança é de responsabilidade de cada indivíduo, seja pela sua própria vida ou pelas responsabilidades que lhe foram atribuídas.

Para que possamos usar este conceito de desenvolvimento de rede essencial, será necessário que a liderança abandone a arrogância do cargo e seja mais vulnerável para compartilhar seus aprendizados e humilde para aprender com a diversidade de sua equipe.

Neste sentido, faz-se muito importante construir equipes com base na pirâmide desenhada por Patrick Lencion, onde ele destaca que equipes que entregam resultados consistentes estão sempre se desafiando e buscando a evolução.

Na base desta pirâmide, encontramos um fator essencial para a construção de todo relacionamento, que é o estabelecimento da confiança. Aqui, a vulnerabilidade é requisito básico.

Relações pautadas na confiança promovem conflitos construtivos, onde é possível acabarmos com o ambiente de harmonização artificial.

Outro ponto importante é o comprometimento que foi definido em conjunto com a equipe, onde não existe espaço para a ambiguidade, onde devemos colocar as coisas de forma clara para que todos saibam o que foi acordado, o que buscam e o porquê desta busca.

O aumento do padrão, que é alcançado com base na confiança e no comprometimento em relação ao objetivo, será alcançado se houver responsabilização.

Quando alguém na equipe não cumprir com a sua parte, o ideal é que essa pessoa seja responsabilizada e entenda quais padrões devem ser buscados. Eu chamo isto de “tratarmos adultos, como adultos”.

Por último, mas não menos importante, é preciso demonstrar preocupação com o resultado do negócio, pois se o objetivo não for entregue, todos perdem de uma certa maneira. Neste sentido, o resultado pessoal, o ego e o status individual não tem vez.

No momento em que esta maturidade é entendida e praticada pelas pessoas que fazem parte da organização, ficará bem mais claro o papel do líder evolutivo, que passará a orquestrar a melhor forma dos membros de sua “rede essencial” se manterem alinhados aos valores e propósitos que os guiam, engajando-se aos objetivos essenciais que devem ser alcançados.

Desta forma, a própria rede essencial moldará o seu modus operanti e estará cada vez mais antifrágil para atender um cenário de volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade.

Eu acredito que a forma de desenvolver um líder evolutivo não é através do isolamento com outros líderes em treinamentos de lideranças, mas sim desenvolvendo-o junto com as pessoas que irão compor a sua rede essencial, que irão construir o caminho e alcançar os objetivos almejados.

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As contribuições do autoconhecimento para o seu desenvolvimento


28/04/2021 Édila Tais de Souza

As contribuições do autoconhecimento para o seu desenvolvimento

Autoconhecimento, ou a prática de conhecer a si mesmo, é uma investigação aprofundada ao seu respeito, buscando conhecer quais são suas características marcantes, quais são seus gostos e inclinações e quais sentimentos você vivencia.

O autoconhecimento torna possível compreender seus medos, angústias e potencialidades. Ele faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independentemente de serem positivas ou negativas. A pessoa que se conhece não se apavora facilmente em situações incomuns e sabe lidar com a diversidade.

Traz, ainda, a possibilidade de não viver no piloto automático. A partir do momento em que você começa a refletir sobre suas ações e sentimentos, você poderá descobrir o que te levou a agir desta maneira, sendo possível modificar padrões de comportamento. Também possibilitará entender quais pensamentos movem seus sentimentos e suas ações, saindo do “piloto automático”.

Algumas perguntas que podem ajudá-lo a se conhecer são:

  • Quando penso em minha família e infância, o que eu sinto?
  • Quais são os gatilhos e situações que me deixam ansiosoe agitado?
  • Quais são os valores e fatores que estão por trás de minhas decisões?
  • Sou uma pessoa fácil ou difícil de me relacionar? E por quê?
  • Como respondo a situações críticas ou de grande estresse?
  • Como reajo a críticas?
  • Qual é a profissãoque me faz sentir realizado?
  • Quais são as qualidades que me atraem em outra pessoa?
  • O que me faz feliz e me deixa empolgado?

Ter consciência de quem você é e o que realmente importa para você traz lucidez na hora de tomar decisões. E se você se conhece bem, saberá naturalmente decidir o que é melhor para a sua vida.

Isso traz autonomia e segurança para você, e resulta na escolha de caminhos que realmente você quer e precisa seguir para alcançar seus sonhos e objetivos. É uma vantagem poder escolher tendo a consciência de quem você é. Isso reduz sua margem de erro.

Através do exercício de autoconhecimento, é possível:

  • Olhar para si mesmo como realmente é, ao invés de como os outros o veem.
  • Conhecer seu real valor, suas habilidades e potencializá-las.
  • Diminuir o medo de ser incapaz.
  • Conhecer e entender seus limites e ser capaz de aplicá-los.
  • Ouvir seus desejos e vontades, sendo capaz de expressá-los, não fazendo algo só por obrigação.

Parte superior do formulário

  • Reconhecer seus objetivos de vida, sendo capaz de lutar para que eles se concretizem.
  • Ter relacionamentos melhores.
  • Tornar-se proativo em vez de reativo.
  • Pensar nos erros como ferramenta para o crescimento.
  • Deixar de lado as mágoas do passado.
  • Diminuir a expectativa em relação às outras pessoas, reduzindo também a possibilidade de frustrações.

O desenvolvimento, seja ele pessoal ou profissional, é o aperfeiçoamento de habilidades, competências, conhecimentos, comportamentos ou até mesmo pensamentos que possibilitam uma melhora na qualidade de vida dos indivíduos. Por isso, o autoconhecimento é tão importante para o desenvolvimento.

Diferente do que muitos pensam, o desenvolvimento é algo que faz parte da vida de todas as pessoas, não apenas daquelas que estão passando por baixa produtividade, feedbacks negativos ou problemas na vida pessoal.

Todos nós temos pontos que devem ser trabalhados e incrementados, basta investir um tempo em autoconhecimento que você logo irá identificar características ou comportamentos positivos, que deverão ser potencializados, ou negativos que, em razão das suas funções, precisam ser modificados.

O autoconhecimento é talvez a maior das ferramentas pessoais e profissionais, pois permite que você possa atingir resultados extraordinários, além de se tornar um verdadeiro líder de si mesmo, que sabe a hora certa de assumir responsabilidades e avançar para um novo nível. Invista em autoconhecimento, invista em coaching e faça a sua vida decolar!

 

Édila Tais de Souza
Educadora Executiva

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Quem é você?


21/04/2021 Fernanda Santoro

Quem é você?

Esta pergunta, aparentemente tão simples, gera paralisação e, muitas vezes, desconforto na maioria das pessoas.

Estamos habituados a descrever nossa profissão e nossas responsabilidades, mas não temos a prática natural de refletir sobre quem realmente somos, qual é o nosso diferencial e o que nos torna únicos. Infelizmente, o autoconhecimento não é uma disciplina ensinada nas escolas ou universidades.

Aprendemos, ao longo de nossas vidas, como uma mulher deve agir, como um homem deve se posicionar, o que é esperado da postura de um advogado, de um médico ou de um gerente, mas não somos ensinados a nos conectar e viver em harmonia com nossa essência.

Pelo contrário: essa imposição de comportamentos modelo nos afasta cada vez mais daquilo que realmente somos.

Crianças são a representação genuína da palavra essência.  Expressam-se livremente, sem medo de errar, sem receio de julgamentos, sem tentar adivinhar o que o outro espera.

Em algum momento da vida, elas são espremidas e moldadas em um padrão social que se baseia no conceito de certo e errado: meninos não choram, meninas não se sentam assim, meninos não brincam de bonecas, meninas não soltam pipa e, assim, pouco a pouco, nos distanciamos de nossa essência.

O resultado dessas “podas” sociais é um mundo repleto de pessoas frustradas, desmotivadas, ansiosas e até mesmo deprimidas, muitas vezes sem entender a origem desses sentimentos. Geralmente, a origem está na vivência de papéis extremamente diferentes do natural, buscando atender aos tais padrões ideais.

Pessoas vivem tanto tempo com suas máscaras, interpretando papéis de acordo com o que o ambiente exige, que passam a ter dúvidas de quem realmente são. Seria a máscara apenas um papel ou a sua verdadeira identidade?

Certa vez ouvi de um colega de curso, uma pessoa leve e divertida, que ele não podia ser assim em seu trabalho, onde exercia o papel de gerente Sênior.  Segundo ele, no trabalho, era necessário atuar como um carrasco ou não seria respeitado. Aquela fala me chocou bastante, mas fiquei feliz em saber que ele estava ali buscando autoconhecimento.

Autoconhecimento é fundamental para o estabelecimento de boas relações interpessoais e para uma comunicação efetiva, pois a partir da percepção de nossos pontos fortes e de nossos pontos de desenvolvimento, conseguimos nos conectar ao outro de forma genuína, gerindo nossas emoções e gerando confiança.

Resultados atingidos através de “máscaras” podem ser grandiosos, mas não costumam ser sustentáveis. É muito difícil passar toda a vida encenando um papel. A essência, alguma hora, cobrará o seu espaço.

Autoconhecimento não é algo simples de se conquistar. Isso exige um olhar profundo, atento e empático para dentro, mas é algo totalmente possível – principalmente se você tiver o apoio de profissionais sérios e competentes, como coaches, mentores ou treinadores.

Descobrir a sua essência é algo realmente transformador e pode te levar a um nível de realização inimaginável.

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Líder com H


14/04/2021 Fábio Donato

Líder com H

 H de respeito, H de generosidade, H de altruísmo, H de gentileza, H de paciência, H de humildade, H de autenticidade, H de integridade, H de vulnerabilidade, H de honestidade, H de justiça, H de comprometimento e, por tudo isso, que se faz o H do líder ser H de humano!

Um ser humano com valor central no amor, não expressado pelo sentimento, mas sim pelos comportamentos e escolhas.

O ato de amar em liderança é estar disponível aos outros. É servir, identificando as reais necessidades, objetivos e desafios, com o propósito genuíno de fazer o bem.

Fazer o bem é cuidar de gente como ser humano, e não gerenciar as pessoas como meros recursos. É fazer bem feito tudo aquilo que realmente precisa ser feito e gerar resultado para o negócio.

É criar valor às pessoas que fazem parte desta relação, saindo do modelo egocêntrico e impactando positivamente o ecossistema, exercendo assim o papel do H do líder.

Servir para ser um líder de resultado, como agente de valorização do negócio. É ter como função primordial a provocação – no sentido de despertar para caminhar com excelência – e que tem na sua natureza o valor de importar-se com o outro, assim como com o lucro.

E, principalmente, é fazer com que as pessoas sob a sua liderança saiam dessa experiência ainda melhores e mais felizes.

Por isso, o líder com H adota um modelo de gestão diferente do que se tem como “padrão” no mercado. Uma gestão além do resultado prioriza o processo com felicidade.

Ela pode ser representada pelo seguinte esquema:

Pontos a serem destacados nesta “equação”:

1- Entender que existe uma relação de causa e efeito neste processo e que as empresas são resultado de trabalho de pessoas, que é determinado pela performance e a capacidade de alcançar o resultado desejado com eficiência. Quando o seu olhar muda dos números para as pessoas, você ajusta todos os problemas e consegue se tornar um líder melhor. E um dos papéis mais importantes do líder com H é contribuir no engajamento das pessoas para a conquista destes resultados com sustentabilidade!

2- Conceito básico da evolução nos negócios: não se pode esperar performance e resultado sem gerar desenvolvimento! Portanto desenvolver não é uma escolha. Cabe ao líder criar possibilidades para que seus colaboradores construam o seu próprio conhecimento e aprendizado, trazendo à tona o melhor de cada integrante do time tendo como foco os seus pontos fortes.

3- O “quem” da equação nunca é individual. Os resultados só aparecem quando priorizamos o trabalho com o time, cultivando a colaboração e contribuição de todos, permitindo uma execução com progresso que leva ao sucesso.

4- O fator que multiplica o resultado é a felicidade, construída a partir do trabalho em ambientes saudáveis. Manifestada quando se tem uma gestão humanizada, que se faz presente quando temos o encontro da efetividade com a afetividade. É encorajar para que cada membro do time jogue com seus pontos fortes, de modo que todos tenham a oportunidade de se tornar excelentes no que são bons. É a excelência humana atuando para que colaboradores excelentes realizem com maestria o extraordinário!

Estes fatores, somados à ética, valores essenciais, postura, transparência, ações e padrões estabelecidos pelo líder com H, são os que definem o nível da liderança e, consequentemente, os seus resultados.

Cabe ao líder com H estimular a excelência, definindo altos padrões para elevar o desempenho a novos patamares e afastando a mentalidade de mediocridade dominante nas organizações de que o “bom é suficiente”.

E ao mesmo tempo, criar um ambiente seguro, onde as pessoas são encorajadas a expor suas ideias, pedir ajuda, admitir erros e assumir os riscos da aprendizagem, permitindo que os colaboradores sejam eles mesmos. É uma expressão de liberdade com responsabilidade.

Por isso, é importantíssimo salientar: é antinatural que a organização não melhore por limitações pessoais da liderança.

Não é o que você fala ou quem você diz ser como líder, é o que você faz. E as pessoas veem quem você é pela forma como você faz!

Comportamento é uma escolha

Integridade é uma escolha

Humildade é uma escolha

Ética é uma escolha

Amor é uma escolha

Felicidade é uma escolha

Generosidade é uma escolha

 

Sejam quais forem as escolhas que você fizer como líder, elas farão você. Escolha com humanidade para ser um líder com H.

 

E para aqueles que chegaram até aqui, cabe uma advertência:

Não estou definindo o líder com H como um modelo, um padrão a ser seguido pela experiência e vivência de um líder bem-sucedido ou um profissional de destaque que foi modelado, assim, como muitos apresentam em livros, manuais, cursos e modismos sobre o assunto no formato enlatado, como um produto pronto para ser consumido.

Quase todos eles apresentam uma parte do todo, são fragmentos do que é a liderança com uma visão míope da realidade, porque um dos aspectos fundamentais é ignorado frequentemente: para ser um líder de sucesso, devemos entender o estilo de ser, a maneira de cada um pensar, sentir e agir, respeitando a sua essência, singularidade, aptidões, desafios e as suas reais necessidades de acordo com o contexto organizacional, entendendo o nível de maturidade do seu time e o cenário externo em que o líder está inserido.

Ou seja, liderança é uma questão situacional e que exige construção própria. Ela não vem pronta, nem acabada – é um processo dinâmico e de melhoria contínua.

Se existe uma fórmula, cabe a cada líder desenvolver a sua, podendo sim, ser moldada pelas características universais e gerais da liderança humanizada apresentadas aqui.

O diferencial de ser um líder com H é tocar o coração dos seus liderados, inspirar comportamentos de alta performance e impulsionar o potencial das pessoas na conquista de melhores resultados.

Portanto, desenvolva o seu líder com H que o momento exige sendo você mesmo.

Conte comigo nessa jornada!

Fábio Donato – Educador Executivo

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Gestão humanizada, sem romantismo e direto ao assunto!


07/04/2021 Fábio Donato

Gestão humanizada, sem romantismo e direto ao assunto! 

Identificar a humanidade nas organizações passou a ser um desafio e, ao mesmo tempo, um diferencial no atual cenário corporativo.

Uma cultura com valores congruentes ao aspecto humanizado gera melhores resultados e proporciona ambientes de trabalho saudáveis, com qualidade de vida e bem-estar para todos.

Mas, para trilhar uma longa jornada que leva à prosperidade e sustentabilidade nos negócios, exige-se uma estratégia a ser implementada com coragem, paciência, generosidade e competência.

Em certos ambientes corporativos, quase sempre as decisões são regidas pela última linha das demonstrações financeiras, escalando metas progressivas mês a mês em um jogo infinito e, muitas vezes, dominado pela pressão do imediatismo, caracterizado por uma cultura da “ditadura dos resultados”.

Quando se aplica uma estratégia de gestão além dos resultados, a diferenciação pelo fator humano torna o negócio mais lucrativo e competitivo, permitindo que os colaboradores sejam humanos e não apenas recursos para alcançar os números desejados.

A regra do jogo muda substancialmente, proporcionando uma evolução no ecossistema, tornando-se melhor, e não necessariamente maior!

Para muitas organizações, o modus operandi de foco exclusivo na maximização do lucro funciona como modelo de sobrevivência e competitividade, ou seja, pagar as contas e dividendos às partes interessadas do negócio (investidores) é o que importa.

Desse modo, manter-se vivo no mercado já é uma condição plausível para continuar a jornada em um ambiente extremamente competitivo. Mas que, na maioria das vezes, vive à sombra da verdadeira prosperidade que uma organização poderia gerar de valor e riqueza à sociedade.

Neste contexto, jamais devemos ignorar o quanto o lucro é um componente essencial e vital para uma empresa saudável. Mas submeter todo o processo contributivo do negócio apenas ao lucro é apequenar a sua existência e a sua razão de ser.

Podemos fazer um paralelo com a nossa própria vida. Devemos ter oxigênio para sobreviver, mas dizer que existimos por causa do oxigênio é restringir muito a nossa existência, transformando-a em algo sem significado e sem um propósito maior, e não compreendendo a empresa como um organismo vivo pleno!

Mas, então, o que faz uma organização ser humanizada?

É através da obtenção de um conhecimento maior e melhor do funcionamento do ser humano, sabendo que este aprende e se desenvolve mais quando percebe que a sua dignidade está sendo respeitada. E experienciar a prosperidade no valor gerado quando se pratica:

– Generosidade com sustentabilidade para fazer o bem a todos que se relacionam com o negócio de acordo com uma visão de longo prazo para que a organização tenha perenidade.

– Valorização dos colaboradores com base em relações humanizadas que engrandecem a importância de todos, empoderando cada membro do time para estimular a expansão do seu potencial e autonomia.

– Compreensão da essência e singularidade das pessoas, identificando as suas reais necessidades, objetivos, aptidões, desafios, propósitos, valores e sabendo abraçar estas diferenças para que se tenha a excelência pela diversidade.

– Aceitação da vulnerabilidade humana, permitindo que as pessoas sejam elas mesmas, passíveis de cometer erros, fracassos e reconhecendo que não sabem tudo. Abrindo espaço para manifestar suas insatisfações, dores, frustações e encorajá-las a assumir os riscos da aprendizagem.

– Foco nos pontos fortes dos colaboradores, dando a oportunidade de expressarem seus talentos, gerando aprendizado e desenvolvimento para multiplicar os resultados.

– Priorização do time, construindo confiança, cultivando colaboração, cooperação e parcerias, entendendo que juntos são melhores e mais felizes.

– Construção de relacionamentos e interações humanas saudáveis no ambiente de trabalho. Apreciação de emoções positivas com o fortalecimento de vínculos recíprocos e de pertencimento ao negócio.

– Conexão por empatia com o time, exercitando uma escuta ativa a partir da percepção de que eles são respeitados e reconhecidos. Lembre-se sempre: a humanidade gera conexão.

– Excelência que estabelece altos padrões, liderando o potencial humano para alta performance e lucratividade em um ambiente seguro (segurança psicológica).

– Promoção da qualidade de vida e bem-estar através da construção de um ambiente vivo, que propicia autonomia, comprometimento, engajamento e felicidade no trabalho.

É preciso entendermos que, nesta jornada, o progresso é um sintoma da felicidade que faz parte do processo, e que cada ação executada é motivo de grande celebração.

Por fim, ser um idealista na humanização da empresa não significa fazer dela um clube de campo para o seu time, e sim criar um clima organizacional de apoio, aprendizado e de desenvolvimento.

Quando o foco passa a ser a gestão humanizada, percebe-se a importância que este processo tem na criação de verdadeiros Líderes Humanizados, um papel fundamental para garantir o sucesso desta jornada.

Isto é uma gestão humanizada sem perder o foco e a sustentabilidade do negócio. Aprecie esta jornada sem moderação.

Conte comigo!

Fábio Donato – Educador Executivo

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Evolução pela Conexão Humana


25/03/2021 Fernanda Santoro

Evoluir é um caminho natural para todo ser humano

Desde os primórdios da nossa evolução, precisamos da conexão com o outro para satisfazer nossas demandas e dar o próximo passo.

Quando bebês, se não houver outro ser humano que se conecte conosco, não conseguimos nutrição, sensação de segurança ou acolhimento, o que pode comprometer a evolução física, cognitiva e emocional do indivíduo.

À medida que crescemos, a dependência física, caso não haja nenhuma deficiência, diminui. Já conseguimos andar e nos alimentar sozinhos. No entanto, continuamos dependendo da conexão com o outro para aprender sobre o mundo e evoluirmos.

“Por que o céu é azul, mãe?”, “Por que os cachorros latem, pai?”, “Por que as pessoas choram, vó?”

Assim vamos aprendendo o porquê das coisas, a partir da ótica daqueles que geram uma forte conexão conosco.

Após satisfeitas as nossas necessidades primárias, começamos uma jornada de transformação, cujo objetivo é o autodesenvolvimento, fazer a diferença, gerar impacto, criar um legado.

De forma mais tímida ou mais expressiva, todos desejamos evoluir – constatar que hoje somos melhores que ontem – seja como pais ou mães, como filhos, como companheiros, como amigos, como profissionais ou como cidadãos.

Essa evolução parte de dentro para fora, da percepção daquilo que é verdadeiramente importante para nós em cada momento da vida, mas cabe lembrar que ela não é conquistada de forma independente.

É impossível evoluir em autoconhecimento sem conhecer a visão do outro sobre nós, sem nos conectarmos com alguém que nos auxilie neste processo de autodescoberta.

Evoluir como mães/pais depende de uma conexão profunda com nossos filhos para entendermos qual o referencial de pais ideais para eles.

Para evoluirmos como profissionais, precisamos estar abertos às diferentes ideias, visões de mundo e bagagens dos outros. Somente a conexão com o diverso nos permite crescer e criar algo diferenciado.

Não é possível evoluir como cidadãos sem empatia, sem nos conectarmos a outras pessoas que também percebam as dores da sociedade e se dediquem a fazer a diferença.

Sozinhos podemos até sobreviver e enfrentar desafios, mas somente a conexão humana genuína e profunda nos permite viver a vida em sua essência.

Conexão humana é muito mais do que um simples relacionamento, uma troca de ideias ou até mesmo uma relação sanguínea/familiar.

É sinergia, escuta sem julgamentos, ajuda despretensiosa, interesse genuíno, admiração, aprendizagem mútua e alegria pelo sucesso do outro.

A conexão humana é a chave para a verdadeira evolução, aquela que nos transforma, nos complementa e nos realiza.

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Engajamento corporativo: O que é e Como se Beneficiar dessa Prática?


25/03/2020

Antes de mergulhar no tema deste artigo, vamos ampliar a nossa percepção sobre o protagonista do tema: o engajamento corporativo.

O que é engajamento?

O engajamento corporativo engloba praticamente tudo:

  • A disciplina
  • A perseverança
  • A resiliência
  • O foco
  • A superação
  • A maestria
  • A ética

Não há pleno desempenho sem pleno engajamento. Então, a pergunta que fica é: por que é tão difícil conquistar o engajamento nas corporações? 

A própria definição da palavra no dicionário da língua portuguesa mostra a sua complexidade:

Engajar é um verbo da língua portuguesa referente ao ato de participar de modo voluntário de algum trabalho ou atividade

Eu também gosto de dizer que “engajamento é fazer por livre e espontânea vontade o que precisa ser feito”. Perceba que a palavra de ordem do engajamento corporativo é liberdade.

Fazer porque deseja fazer. Isso independe de gostar ou não gostar do que precisa ser feito. O fator crucial é o querer fazer, mesmo que isso implique em um grande esforço.

Para tanto, precisamos avaliar esse esforço:

Esforço Natural da Atividade

Aquele esforço que vem da dedicação física e mental, da entrega, dos prazos, etc.

Esforço Emocional

Aquele decorrente da luta interna contra o “não querer fazer”. O desejo de rejeitar a atividade, de recusar o compromisso, a tarefa.

Quando o esforço é emocional, é um grande sinal de que não há engajamento genuíno, e sim um fator externo que nos obriga a realizar determinada ação.

A maioria das pessoas não consegue lidar bem com essa questão e passa uma vida lutando contra os seus desejos de não fazer em vez de aprender a transformar a sua participação. São essas pessoas que aceitam uma vida medíocre, com poucas realizações. 

E não estou falando ainda sobre realizações financeiras, metas; refiro-me apenas ao sentimento de realização — algo valioso, que enobrece a alma.

Mas afinal, O Que é o Engajamento Corporativo?

Para que você entenda de fato o que é o engajamento corporativo, preciso insistir em uma frase que venho defendendo em diversos debates nos mais diferentes contextos organizacionais:

VOCÊ NÃO VAI DAR RESULTADO O TEMPO TODO!

Uma frase óbvia, mas que precisa ser enfatizada nos tempos atuais. A pressão por resultados está despertando nas pessoas a síndrome do super-herói. E os gurus da motivação e do empreendedorismo ajudam a disseminar esse conceito devastador.

A fórmula é simples: “O homem que saiu do fundo do poço e conquistou a lua”. E tudo isso envelopado por fotos incríveis e vídeos muito bem produzidos que vendem a ideia: “SEJA O NÚMERO 1”.

Isso precisa parar! As pessoas estão acreditando que não podem ter fraquezas e que os seus resultados atuais não valem nada. 

A fórmula para essa turma faturar é simples: faça as pessoas acreditarem que elas nunca estão fazendo o suficiente. Isso vende muito!

A questão é que nós estamos criando um exército de pessoas frustradas em busca da fórmula mágica, do atalho que lhes permita enriquecer trabalhando quatro horas por dia de qualquer lugar do mundo.

O que estou dizendo é muito simples: você vai sentir medo, angústia, vai ter vontade de desistir, vai tomar decisões equivocadas, perder dinheiro, noites de sono…mas isso não vai tirar o seu valor.

Em resumo, quero que você se concentre em um conceito simples:

VOCÊ NÃO PRECISA DAR RESULTADO O TEMPO TODO!

Aliás, ninguém dá resultado o tempo todo. Isso é uma falácia. O que acontece é que as pessoas não contam os seus tropeços, os seus erros — afinal, isso não vende.

Nós possuímos uma energia que nos rege. Lembre-se disso: apenas UMA energia. Essa energia é alimentada pela nossa atuação em todas as áreas da vida: carreira, família, saúde, finanças, espiritualidade, enfim, tudo aquilo que tem valor para nós. Naturalmente, se alguma área não está bem, isso afeta o nosso equilíbrio e impacta em nossa energia.

Então, é inevitável que o nosso desempenho seja afetado em diversos momentos. Isso é bom? Claro que não, mas é inevitável, e precisamos conceber essa realidade, ou viveremos frustrados, negligenciando nossas emoções e não entregando resultados mesmo assim.

Vou deixar a coisa ainda mais clara:

Você não precisa entregar resultado o tempo todo para ser engajado. Engajamento é estar conectado a algo maior, que dê sentido as suas ações e suporte a sua energia, mesmo quando as coisas não estão indo tão bem.

Estar engajado com algo maior significa que você sabe o porquê de estar fazendo o que precisa ser feito, mesmo sem querer fazer. 

É normal que em qualquer profissão existam funções que adoramos fazer, outras que gostamos menos e até mesmo aquelas que odiamos. 

Aquele que não conquistou o engajamento corporativo, tem uma forte tendência a postergar as coisas e deixar a sua produtividade despencar. Já, aquele que está conectado com algo maior, ou seja, com a sua carreira e realização pessoal e profissional, vai se comprometer com as atividades necessárias, pois sabe que esse é o único caminho para alcançar os seus objetivos.

Engajamento Corporativo é trabalhar 12 horas por dia?

Longe disso! Engajamento é estar presente e focado nas horas que você dedica ao trabalho. 

Engajamento é fazer o que precisa ser feito. E fazer isso pela sua carreira, pela valorização da sua história e construção da sua reputação.

Muitos irão lhe trazer fórmulas mágicas para ser bem-sucedido e conquistar uma vida plena. Fuja disso! O engajamento é uma questão pessoal.

Você se conecta com aquilo que importa de verdade para você, e a partir de então faz o que precisa ser feito. Isso sim lhe pertence.

Fuja das fórmulas mágicas e construa o seu próprio caminho!

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Liderança: Princípios na Comunicação dos Grandes Líderes


13/01/2020 Raimundo Ribeiro

É simplesmente impossível se tornar um grande líder sem ser um grande comunicador, concorda? 

A chave para se tornar um comunicador hábil é raramente encontrada no que foi ensinado no mundo acadêmico. Desde os nossos primeiros dias na sala de aula somos treinados para nos concentrarmos em enunciação, vocabulário, presença, entrega, gramática, sintaxe e afins. Em outras palavras, somos ensinados a nos concentrar em nós mesmos. 

Os maiores líderes do mundo são comunicadores excepcionais. Eles podem falar sobre suas ideias, mas o fazem de uma maneira que também fala com suas emoções e suas aspirações. Eles percebem que, se a mensagem não se enraizar profundamente no público, provavelmente não será compreendida, muito menos defendida.

Eu não acredito que seja uma grande surpresa que a maioria dos líderes passe a maior parte do tempo todos os dias em algum tipo de situação interpessoal. Eu também não acredito que seja um grande choque que um grande número de problemas organizacionais ocorra como resultado de má comunicação. A comunicação eficaz é um componente essencial do sucesso profissional, seja no nível interpessoal, organizacional ou externo. 

A primeira coisa que os grandes comunicadores têm em comum é que possuem um elevado senso de consciência situacional e contextual. 

Os melhores comunicadores são ótimos ouvintes e astutos em suas observações. Os grandes comunicadores têm habilidade para ler uma pessoa/grupo sentindo os humores, a dinâmica, as atitudes, os valores e as preocupações dos que estão sendo comunicados. 

Então, como você sabe quando suas habilidades amadureceram ao ponto de se tornar um excelente comunicador? A resposta está nos princípios a seguir:

1. Fale com Confiança: Quando as pessoas têm a sensação de que um líder é digno de sua confiança, elas investem tempo e assumem riscos de maneiras que nunca fariam se o líder tivesse uma reputação baseada em caráter insatisfatório ou falta de integridade. Embora você possa tentar exigir confiança, isso raramente funciona. A confiança é criada ganhando-a com ação, pensamento e decisão corretas. 

  1. Seja Pessoal: Pare de emitir comunicações corporativas e comece a ter conversas organizacionais – pense no diálogo, não no monólogo. Aqui está a coisa – quanto mais pessoal e envolvente a conversa, mais eficaz ela será. 
  2. Seja Específico: Aprenda a se comunicar com clareza. Simples e conciso é sempre melhor que complicado e confuso. O tempo nunca foi um bem mais precioso do que é hoje. 
  3. Concentre-se em Contribuir: Os melhores comunicadores não apenas são hábeis em aprender e reunir informações enquanto se comunicam, mas também são adeptos de transferir ideias, alinhar expectativas, inspirar ações e disseminar sua visão. Quando você realmente se concentra em contribuir mais do que receber, você terá atingido o objetivo. 
  4. Tenha a mente aberta: Um líder leva seu jogo a um novo nível no momento em que procura de bom grado aqueles que defendem opiniões dissidentes e posições opostas com o objetivo de não convencê-los a mudar de ideia, mas com o objetivo de entender o que está em sua mente. Lembre-se que não é a opinião que importa, mas sim a vontade de discutir isso com uma mente aberta e aprender.
  5. Cale-se e ouça: Os grandes líderes sabem quando falar, e principalmente quando ouvir. A uma simples mensagem não terá o mesmo resultado quando não envolve uma conversa significativa, mas isso pressupõe que você entenda que a maior forma de troca de ideias ocorre através de uma conversa, e não uma palestra ou um monólogo. 
  6. Substitua o ego pela empatia: Quando a franqueza é comunicada com empatia e carinho e não com a orgulhosa arrogância de um ego inflado demais, coisas boas começam a acontecer. Entender o princípio da comunicação é o que ajuda a transformar a raiva em respeito e a dúvida em confiança.
  7. Quando você fala, saiba do que está falando: Se você não possui experiência no assunto, poucas pessoas lhe darão atenção. A maioria das pessoas bem-sucedidas tem pouco interesse em ouvir as pessoas que não podem agregar valor a uma situação ou tópico, mas se forçam a conversar apenas para se ouvir falar. 
  8. Fale com grupos como indivíduos: Os grandes comunicadores podem adaptar uma mensagem para que eles possam falar com 10 pessoas em uma sala de conferência ou 10 mil pessoas em um auditório e fazê-los sentir como se estivessem falando diretamente com cada um deles como um indivíduo. Saber como trabalhar em uma sala e estabelecer credibilidade, confiança e rapport são chaves para interações bem-sucedidas.
  9. Esteja preparado para mudar a mensagem, se necessário: Outro componente da estratégia de comunicação que raramente é discutido é como evitar que uma mensagem fique ruim e o que fazer quando isso acontece. Chama-se estar preparado e desenvolver um plano de contingência. Se a sua experiência, empatia, clareza, etc, não têm o efeito desejado, o que, a propósito, é muito raro, você precisa ser capaz de fazer um impacto, mudando as coisas na hora. Use ótimas perguntas, humor, histórias, analogias, dados relevantes e, quando necessário, declarações ousadas para ajudar a conectar e gerar confiança e confiança necessárias para as pessoas se envolverem. 

Resumindo: A lição de liderança aqui é sempre que você tiver uma mensagem para comunicar (direta ou indiretamente por meio de terceiros) é de garantir que a mensagem seja verdadeira, correta, bem fundamentada, consistente, clara e precisa. Mais importante de tudo, tenha em mente que a comunicação não é sobre você, suas opiniões, suas posições ou suas circunstâncias. Trata-se de ajudar os outros, atendendo às suas necessidades, entendendo suas preocupações e agregando valor ao seu mundo. 

Fonte: https://www.forbes.com/sites/mikemyatt/2012/04/04/10-communication-secrets-of-great-leaders/#48473f3722fe

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