Diferenciação

Como ser autêntico sem saber quem eu sou?


19/01/2022 Fernanda Assis

Como ser autêntico sem saber quem eu sou? Foi com essa provocação que terminei o último artigo “Pare de fazer Marketing e seja autêntico!” Essa é uma frase que deixa a gente com a “pulga atrás da orelha”, se perguntando: “Como assim?”

Saber quem você realmente é não diz respeito apenas ao nome, profissão, filiação, etc. É muito mais! O autoconhecimento é um resgate da nossa história, valores, crenças e, também, do entendimento da nossa missão no mundo. Quem inicia essa jornada, sabe que ela tem começo, mas não tem fim, e a recompensa vem a cada superação de desafios que encontramos no caminho. 

Naquele artigo, defendi que as pessoas se relacionam com outras e não com marcas e que, por isso, as empresas também precisam desenvolver características humanas. Portanto, os negócios devem passar por um processo de autoconhecimento para descobrir quem são, onde estão e como desejam fazer a diferença no mundo.

TESTE DE AUTENTICIDADE

Para isso, proponho um rápido TESTE DE AUTENTICIDADE*, que deve ser respondido com SIM ou NÃO. Seja 100% verdadeiro em suas respostas, combinado? Então, vamos lá!

  1. VOCÊ SENTE QUE ESTÁ LEVANDO A MENSAGEM CERTA PARA A SUA AUDIÊNCIA NAS REDES SOCIAIS?
  2. VOCÊ SENTE QUE ESTÁ SENDO VOCÊ MESMO, AO INVÉS DE SER UM PERSONAGEM PROFISSIONAL?
  3. VOCÊ SE SENTE ORGULHOSO DO SEU POSICIONAMENTO NA INTERNET?
  4. VOCÊ SENTE QUE A SUA MARCA TEM A SUA ESSÊNCIA?
  5. VOCÊ TEM UM PROPÓSITO CLARO PARA O SEU NEGÓCIO?
  6. VOCÊ REALMENTE É APAIXONADO PELOS PRODUTOS/SERVIÇOS QUE VENDE?
  7. VOCÊ EXERCE UMA LIDERANÇA BASEADA EM VALORES QUE ACREDITA?
  8. VOCÊ SENTE QUE SEU NEGÓCIO TE TRAZ FELICIDADE E FAZ SEU OLHO BRILHAR?
  9. VOCÊ FALA A VERDADE PARA OS SEUS CLIENTES, MESMO QUE, COM ISSO, PERCA A SUA VENDA?
  10. VOCÊ SE SENTE UM LÍDER DE VERDADE, DENTRO DO SEU NEGÓCIO?

Resultado

Agora, some quantas perguntas você respondeu “sim” e quantas respondeu “não”.

Você deve ter notado que a resposta ideal para todas as perguntas é “sim”, mas fique calmo se, em algumas perguntas, você tiver respondido “não”. Chegar neste nível de autenticidade leva tempo, e o caminho é o autoconhecimento como expliquei acima.

É preciso dizer: todos nós, pessoas ou empresas, somos fortemente influenciados pelo ambiente em que estamos inseridos. Isso quer dizer que, se o seu negócio faz parte de um mercado extremamente competitivo, você também precisa ser, ou então vai ficar para trás. Ser competitivo não significa abrir mão dos valores e crenças que norteiam a sua existência. Vou dar um exemplo:

Uma empresa varejista compete com seus concorrentes para ter o melhor preço. Então, para reduzir os seus custos, ela reduz a qualidade da matéria-prima, paga mal seus colaboradores e estipula altas metas para os seus vendedores. No entanto, se essa empresa tem como valor o respeito ao cliente e às pessoas, esse comportamento não faz o menor sentido. É possível reduzir custos e aumentar as margens de lucro, tornando os processos mais eficientes, diminuindo perdas, treinando melhor a equipe, etc. Ou seja, empresas autênticas possuem um discurso congruente com suas ações. Então, a dica de hoje é: faça uma reflexão a partir das respostas que você deu no teste acima, esee é o primeiro passo rumo ao Marketing com mais AUTENTICIDADE.

Espero que você tenha ficado bastante pensativo (a) após esta leitura. Isso é o que chamamos de INCÔMODO PRODUTIVO, algo que aprendi durante minha formação como Educadora Executiva. Por fim, é importante mencionar que só avançamos para o próximo nível quando superamos nossa ZONA DE INCOMPETÊNCIA.

No próximo artigo, continuaremos com os próximos passos do Marketing com Autenticidade. Até breve!

*Este teste de autenticidade é de autoria de Pedro Supperti, fundador movimento MKT de Diferenciação e autor de “Ouse Ser Diferente”.

Fernanda Assis é coordenadora geral da Agência Propagare Marketing Digital e Educadora Executiva, com 10 anos de experiência em comunicação e marketing.

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Gestão dentro da porteira: a riqueza do Brasil corre sérios riscos


12/01/2022 Cristiano Grade

Vamos falar do agro? Do agro dentro da porteira, que são as inúmeras empresas formadas de CPF’s espalhadas pelo Brasil?

Normalmente, quem está distante desse universo, imagina essa atividade como sendo muito tranquila, às vezes até bucólica, simples, em que basta plantar, colher, vender e pronto, mas, para quem está mais perto da atividade ou, literalmente, inserido nela, a vivenciando na pele, no dia a dia, sabe que o setor precisa se reinventar todos os dias, tornando a atividade emocionante, para não dizer outra coisa.

Ao tratar o assunto gestão de riscos no agro, trazemos à tona todos os desafios que o setor enfrenta. Estar em um setor da economia que só cresce e é importante para o país, e mais ainda para o mundo, pois estamos tratando também de alimentos, torna tudo mais complexo e, ao mesmo tempo, apaixonante.

Só que o que é gerenciamento de risco? Alguns conceitos precisam ser bem explicados e, quando falamos em risco, estamos falando de algo que pode gerar alguma consequência. Sabemos que ele existe e suas probabilidades, o que é totalmente diferente de incerteza, que é algo que não conseguimos identificar e não sabemos quais serão os seus resultados, portanto, risco é gerenciável. O que não se conhece e não se mede, não se gerencia.

A gestão de risco consiste em identificar, analisar, planejar, monitorar e controlar o risco, e quais são os principais riscos envolvidos no agro? A seguir, temos alguns deles:

Risco Estratégico: está ligado às questões de planejamento estratégico, ao clima organizacional, sustentabilidade, sucessão e a toda tomada de decisão.

Risco Operacional: diz respeito principalmente à operação em si, no que tange toda a parte agrícola, clima, segurança do trabalho, pragas e todas as pessoas envolvidas na operação.

Risco de Mercado: do que adianta produzir, se não se sabe como vender. A comercialização entra nesta categoria, assim como o mercado futuro e a necessidade de fazer proteção (hedge).

Risco Legal: aspectos jurídicos, legislação trabalhista e ambiental e toda a parte tributária.

Risco Financeiro: traz aqui o enfoque em crédito e liquidez, orçamentos, juros e câmbio.

Dentro de cada categoria, temos facilmente várias subcategorias, divididas pela complexidade do negócio. Isso quer dizer que problemas complexos requerem soluções complexas e, principalmente, criativas, assim é o agro. Todos os riscos têm sua relevância, como, por exemplo, acompanhar a movimentação do mercado é importante, pois essa movimentação está ligada aos preços, o que afeta diretamente a receita. Este risco pode ser mitigado, olhando os cenários e realizando as travas de preço, sendo essa uma medida de controle. O clima pode ser monitorado com o uso de ferramentas de meteorologia, essa também é uma medida de controle, pois afeta no planejamento agrícola e na produtividade.

Só que, quando vamos mais a fundo e colocamos o dedo no risco financeiro, percebe-se que ali tem muito mais com o que se preocupar, pois tudo que envolve esse processo vai além da produtividade e da receita. Estamos falando do resultado operacional (receita menos custos e despesas), que é o indicador que mostra se o negócio tem liquidez e, principalmente, se sustenta (aqui, a gestão ganha um pouco mais de complexidade). Fica claro que buscar um olhar estratégico, baseado em informações, nunca foi tão necessário. O agro é pop, é tech, é tudo, sim, mas requer evolução na gestão. Lembre-se, então, que bons resultados podem mascarar ineficiência e o que não se mede não se gerencia.

Empresários quebram em momentos bons e não nos ruins, pois a consequência nunca vem de imediato, ela aparece no futuro. É necessário entender que o mercado é cíclico e as decisões precisam ser tomadas com um pensamento estratégico e de longo prazo. Os negócios precisam se sustentar e os líderes terão papel fundamental na manutenção da sustentabilidade. Eles precisam criar ambientes onde as pessoas se sintam bem e consigam empregar o seu melhor, além disso, precisam de inteligência para entender todos os contextos e capacidade de liderar em ambientes dinâmicos e, às vezes, turbulentos.

A produção agrícola cresceu, mas a gestão ainda é tratada por muitos como há 20 anos. Já somos digitais, com máquinas que conversam entre si, e a tecnologia auxilia para prever o clima, para gerar economia de água e outros insumos. O mercado é global e as informações são muito acessíveis, no momento em que vivemos um agro de muita inovação, produtividade e competitividade.

Como se resolve isso? Com gestão, alicerçada em três pilares:

Pilar 1 – Pessoas: empresas, inclusive as rurais, são feitas de gente trabalhado com gente para atender gente, logo, são as pessoas o grande diferencial desse negócio. Os líderes terão o grande desafio de criar ambientes favoráveis ao engajamento, que estimule a inovação e a cooperação, e é preciso também desenvolver pessoas para que elas sejam protagonistas com propósitos e que realmente façam a diferença para a empresa e para as suas vidas. Os líderes precisarão ter cada vez mais inteligência emocional e contextual para se adaptar e ter uma visão ampla das coisas, principalmente, para a tomada de decisão.

Pilar 2 – Processos: ter processos definidos é o que determina o futuro da empresa, demonstra maturidade de gestão e a preocupação com a sustentabilidade do negócio. Todo negócio precisa ter processos bem definidos, isso dá agilidade, previsibilidade, acuracidade, facilitando a gestão e a tomada de decisão, tudo baseado em um Planejamento Estratégico, que funciona como uma bússola para dar o norte aos gestores. Uma curiosidade: a palavra processo vem do latim procedere, que é o mesmo que seguir a diante.

Pilar 3 – Tecnologia: a tecnologia já é empregada no agro há muito tempo e isso tem trazido um impacto que vai da qualidade até a competitividade. Estamos muito mais eficientes no campo, produzindo mais com menos, devido ao uso da tecnologia. O grande desafio é, ainda, utilizar a tecnologia para o planejamento e gestão, mas a boa notícia é que ferramentas não faltam. Ter a ferramenta como aliada é bastante necessário à sobrevivência do negócio. Ainda, os controles precisam sair do “caderninho” e os dados transformados em informação, para o auxílio na tomada de decisão.Por fim, não resta dúvida que o agro se destaca, principalmente, pela resiliência, pois consegue driblar todas as dificuldades climáticas, de crédito, de gestão e se reinventa a cada ano, recomeçando cada vez que dá errado, mas é preciso atenção, pois o cenário muda e tudo é cíclico.

O agro é a riqueza do nosso país, porém, sem gestão e sem planejamento de longo prazo, ela fica à mercê da sorte. Vamos juntos mudar isso?

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COMUNICAÇÃO ORAL EFICAZ


08/12/2021 Wanderlei de Brito

 

FALAR E COMUNICAR É A MESMA COISA?

Desde os tempos de acadêmico da comunicação, venho observando como as palavras FALAR e COMUNICAR são usadas como se tivessem o mesmo significado. O que não está errado, pois o dicionário informa que comunicar é sinônimo de falar. Na prática, porém, eu posso falar e não me comunicar, no caso da oralidade. É preciso, então, nesse caso, considerar o que seria a comunicação como processo.

Penso que FALAR está associado à ação de articular sons, emitindo palavras com um significado pré-definido. Esse ato ocorre a partir do nascimento do ser humano, sendo que, por imitação, ouvimos e repetimos sons, dando-lhes sentido. No popular, vamos ter uma pessoa que fala muito ou pouco, dependendo do número de palavras emitidas.

Escola E3: Comunicação Oral

 

Já COMUNICAR vai muito além. Temos, nesse caso, um procedimento complexo. Para sua configuração, precisamos de três elementos: emissor, receptor e mensagem. Ainda, o mais importante – o receptor precisa entender a mensagem. Ou seja, o processo de comunicação precisa de, no mínimo, duas pessoas. O emissor codifica a mensagem de maneira clara e objetiva, e o receptor pratica uma escuta ativa para receber e decodificar essa mensagem. Então, na prática, não dependemos apenas de uma oratória eficaz, mas também de uma escutatória consciente. 

Partindo do pressuposto de que comunicação é a troca de mensagens, pode-se dizer que o processo comunicacional é, antes de tudo, uma práxis objetiva. Trata-se de uma habilidade aprendida, uma habilidade exclusivamente humana, que ocorre a partir da linguagem, que é também uma capacidade que pertence apenas ao ser humano. Assim, como o ser humano é eminentemente social, isso é, incapaz de viver isolado e solitário, decorre daí o fato de esse ser um fenômeno social. Este aspecto social não está restrito, contudo, como muitas vezes reiterada, apenas se apresenta limitado à perspectiva da comunicação de massas. No âmbito pessoal, vai além do falar (comunicação verbal), pois temos mais forte a linguagem corporal e o som da voz (comunicação não-verbal).

Uma pesquisa realizada na Universidade da Pensilvânia indicou que: as palavras representam 7% na comunicação de uma mensagem, sendo que a voz representa 38% e o corpo representa 55% da comunicação. Devemos lembrar que, na comunicação escrita, o leitor imagina aquilo que lê e, na comunicação verbal, é o comunicador o responsável por colocar a emoção e as imagens na mente do ouvinte.

O que precisamos ter claro, contudo, é a existência de uma íntima relação entre os processos comunicacionais e os desenvolvimentos sociais. Isso porque a comunicação, ao permitir o intercâmbio de mensagens, concretiza uma série de funções, e dentre elas, temos: informar, constituir um consenso – ou, ao menos, uma sólida maioria – persuadir ou convencer, prevenir acontecimentos, aconselhar com relação a atitudes e ações, constituir identidades e até mesmo divertir.

Comunicação, portanto, é um processo que exige conhecimentos e práticas de técnicas. Ocorre quando o emissor emite uma mensagem ao receptor, que interpreta e dá um feedback, completando-a. Para Duda Mendonça, “comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende”, e completo dizendo que, na comunicação ORAL, não é só o que você diz, mas como você diz, pois ficará muito mais forte a comunicação não-verbal nesse momento. A diferença entre falar e comunicar é enorme. 

Escola E3: Inclusão Digital

QUAL É A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE COMUNICAÇÃO ORAL E COMUNICAÇÃO ESCRITA?

A comunicação oral é a mais completa, mais cheia de emoção e tem um maior impacto. Por isso, exige mais do emissor. Na comunicação escrita, o receptor está ausente e terá que interpretar o aspecto subjetivo da mensagem. Já na comunicação oral, o emissor será responsável por dar vida à mensagem, pois utilizará, além da comunicação verbal, toda força emocional da comunicação não-verbal. Nosso sistema educacional tradicional não privilegia o desenvolvimento da habilidade de comunicação oral, sendo quase todo desenvolvido com comunicação escrita. Por isso, torna-se necessário buscar esta prática em cursos especiais.

Passadori argumenta que “apesar de todo avanço tecnológico dos meios de comunicação, sobretudo da internet e da disponibilidade de recursos audiovisuais, teleconferências e estrutura de telecomunicações, as pessoas se mantêm em contato direto, se reúnem, discutem, conversam, debatem, falam, ouvem e nunca deixarão de fazer isso”. Ainda, de 16 competências que tornam um profissional relevante em seu ambiente de trabalho, Cláudio Queiroz, mestre em administração de empresas, aponta que a maioria tem relação direta ou indireta com a comunicação. 

Você encontrará, nessa relação, formas mais tradicionais – apesar de nem sempre bem trabalhadas – como a comunicação escrita e falada, mas o tema também aparece em gestão da informação, liderança, negociação, orientação ao cliente, orientação ao resultado, relacionamentos interpessoais (isto é, com os outros) e intrapessoal (consigo mesmo), além de tomada de decisão. Portanto, para todas serem bem exercidas, o domínio da comunicação é necessário, é matéria interdisciplinar, pois facilita a exposição das demais competências (KYRILLOS; JUNG).
Comunicação – do latim – communicare, que tem o significado de: trocar opiniões, partilhar, tornar comum, conferenciar. Pode ser realizada por meio do contato físico (abraços), da expressão corporal (gestos) e sistemas simbólicos. O homem pode se comunicar tanto verbalmente, como não- verbalmente. A comunicação é uma necessidade essencial, pois é percebida a partir do contato entre dois ou mais seres humanos e pode ser descrita pelo termo conversação. A comunicação representa um processo primário, ela é uma forma de interação, com produção de sentido entre os seres humanos. É um processo constituinte da sociedade, ou seja, não é que exista sociedade e depois haja comunicação entre as pessoas, a sociedade passa a existir no processo de comunicação. A própria existência do ser humano, dotado de inteligência, linguagem, consciência, é um produto da comunicação.

Escola E3: Desenvolvendo Comunicação

 

 

COMO DESENVOLVER UMA COMUNICAÇÃO ORAL EFICAZ?

Você já parou para analisar quais são as pessoas que se destacam nos grupos de amigos? Nas empresas? Na família? Quando paramos para fazer essa análise, percebemos que, muitas vezes, destaca-se aquele que se comunica melhor, e não necessariamente quem sabe mais. Uma matéria da BBC Capital, em 2017, revela, a partir de uma pesquisa da Universidade de Chapman, que o medo de falar em público é a maior fobia entre os participantes, sendo que 25% deles tinha medo de falar diante de uma plateia. Na mesma publicação, o famoso bilionário Warren Buffet diz que um curso para aprender a falar em público foi, em parte, responsável pelo seu sucesso (SMEDLEY, 2017).

“Numa época em que as ideias certas, apresentadas de forma certa, podem correr o mundo na velocidade da luz, gerando cópias de si mesmas em milhões de mentes, é extremamente útil criar os melhores meios” (ANDERSON). Para verbalizar seus conhecimentos e opiniões, torna-se necessário desenvolver uma comunicação eficaz, potencializando recursos pessoais e complementares para se expressar com espontaneidade, naturalidade e objetividade.

Dois elementos importantes para um bom comunicador são: naturalidade e entusiasmo. Ser artificial ou imitador baixa o nível de comunicação. Além disso, o envolvimento com o tema torna a comunicação mais eficaz e, as falhas cometidas em outros aspectos da comunicação, tornam-se menos relevantes. O segredo do bom comunicador exige disciplina, trabalho e preparação, e é importante ter algo de concreto a dizer e muito envolvimento com o tema. Trabalhar a objetividade e o ordenamento das suas ideias irá potencializar sua mensagem oral.

No caso da comunicação oral, sempre temos, como figura central, quem está fazendo a exposição com recursos pessoais (linguagem corporal e voz), mas podemos completar e ilustrar essa comunicação com recursos complementares, que podem colaborar com esse processo. Entre os principais, pode-se destacar a eficiência ilustrativa do slide e o bom uso do microfone. Considere também o formato da comunicação: informativa, entretenimento ou persuasiva.

 

A competência comunicativa é uma das características de quem exerce a liderança em qualquer setor: na família, entre amigos, na atividade política, religiosa ou empresarial. Podemos afirmar que os empresários, nas reuniões com os pares, e os estudantes, nas apresentações de trabalhos, têm como ferramenta básica a palavra, cuja utilização adequada auxiliará o sucesso na exposição.

“Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência na comunicação”.

Escola E3: Comunicação Oral

O desafio é conhecer e praticar recursos pessoais e complementares da comunicação oral para que a mensagem chegue sem ruídos. A exemplo do que faz um músico quando prepara uma música nova, o treinamento intenso faz toda diferença na qualidade final, bem como aumenta a desinibição na hora da apresentação, demonstrando, dessa forma, mais naturalidade. Ainda, o significado dessa mensagem vai além dos códigos verbais da comunicação, pois seu maior significado vai estar na comunicação não-verbal.

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As cinco linguagens da valorização pessoal


01/12/2021 Flavia Elita

Qual é a importância da valorização pessoal?

A primeira valorização que de fato precisamos não é das pessoas à nossa volta, mas sim, A NOSSA, pois, quando nos valorizamos verdadeiramente, acabamos nos enxergando de maneira mais positiva. Nem eu, nem você ou qualquer outra pessoa gostaria de dedicar o seu melhor, o seu tempo, conhecimentos, experiências e habilidades e passar em branco a vida, não é mesmo?

Pensando nisso, precisamos reconhecer e listar quais são os nossos talentos, talentos, competências, resultados, esforços e, com isso, conquistarmos a autoconfiança para mostrar o nosso melhor ao mundo. Esse tipo de sentimento pode ser classificado como autorreconhecimento e é fundamental na nossa carreira, se estendendo a todas as áreas da nossa vida.

Só depois dessa autoanálise, precisaremos do reconhecimento das pessoas à nossa volta para nos sentirmos bem, importantes, amados e respeitados. Esse olhar de cuidado pode vir por meio de um elogio de um colega, de um feedback público do seu chefe, liderado ou colaborador, de uma promoção de cargo e/ou salário, ou mesmo de um amigo, parente ou desconhecido.

Em vista disso, essa filosofia pode ganhar grande relevância na empresa em que trabalha. No âmbito pessoal, esse tipo de lógica de pensamento também tem grande destaque, pois, contribui diretamente para melhorar nossa autoestima.

Eu, quando finalizo um atendimento ou uma aula, sempre recebo o reconhecimento de alguém, podendo ser por meio de abraços ou mesmo pelas palavras positivas que as pessoas dirigem a mim verbalmente ou por escrito. Isso não tem preço e não tem nada a ver com ego, mas com propósito e missão, e me faz muito feliz, pois esse é um verdadeiro sinal de que estou indo no caminho certo!

A famosa apresentadora de TV, Oprah Winfrey, fez um lindo discurso durante uma colocação de grau em uma das turmas da Harvard University. Ela disse o seguinte:

“Tenho que dizer que a lição mais importante que aprendi em 25 anos, conversando todos os dias com as pessoas, foi a de que existe um denominador comum em nossa experiência como seres humanos. O denominador comum que encontrei em cada entrevista é que queremos obter aprovação. Precisamos ser compreendidos. Fiz mais de 35 mil entrevistas em minha carreira e, assim que a câmera é desligada, todo mundo se volta para mim e inevitavelmente, cada um do seu jeito, faz a seguinte pergunta: “foi bom? ” Escutei isso do Presidente Bush, escutei isso do Presidente Obama, escutei isso de heróis e de donas de casa, escutei isso de vítimas e de criminosos. Escutei isso até da Beyoncé, de cima de seu salto alto…[Nós] todos queremos saber uma coisa: ‘Foi bom? ’ ‘Você me escutou? ’ ‘Você me viu? ’ ‘O que eu falei fez sentido para você? ’

Neste trecho do discurso da Oprah, o que fica claro é um ponto em comum: a valorização. Quando nós demonstramos que valorizamos alguém (seja um colega de trabalho, um cliente, um gestor, um amigo, um parceiro) estamos mais abertos a confiar e a nos conectarmos uns aos outros.

A seguir, veja algumas dicas práticas sobre como valorizar as pessoas, tanto no âmbito profissional, como no pessoal. Essas são algumas dicas simples, e você pode começar a aplicá-las hoje mesmo:

 

1- Ouvir:

Essencialmente, ponha o celular de lado e esteja presente e converse olhando nos olhos da pessoa. Ouvir é diferente de escutar. É prestar atenção e conduzir uma conversa com empatia, doando o seu tempo para o outro.

2 – Diga às pessoas o que você valoriza nelas:

Quando você deixa claro o que valoriza em um colega de trabalho, isso significa que você tirou tempo para observar e pensar nas qualidades que ele tem. Esse é um presente valioso e pode impactar positivamente em sua relação com a equipe, fortalecendo e criando laços de confiança.

3 –  Veja se as pessoas estão bem:

Pergunte às pessoas se elas estão bem, mas não com aquele diálogo para iniciar a conversa. Pergunte demonstrando interesse de entender qual é o momento que as pessoas da sua equipe estão vivendo e mostre que você realmente se importa em saber como elas estão.

As cinco linguagens da valorização pessoal

Segundo o autor Gary Chapman, o amor se associa com a valorização. Na primeira versão de seu estudo, o famoso livro As 5 Linguagens do Amor, fortemente voltado para casais e diversos tipos de relacionamento, coloca que amar é sinônimo de valorizar.

Ou seja, se eu amo alguém, isso significa que eu quero valorizar essa pessoa e, com isso, fazê-la se sentir especial ou importante em algum aspecto. Seus estudos continuaram com alguns outros focos, mas sempre falando do Amor enquanto Valorização até que Gary escreveu As 5 Linguagens de Valorização Pessoal.

Nessa obra, Chapman propõe uma visão mais equilibrada e, consequentemente, menos romântica a respeito do valor que cada pessoa possui para a outra nos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais. Neste momento, ficou bem mais “tranquilo” trazer este estudo para a contextualização de fenômenos no ambiente de trabalho e, principalmente, na liderança.

As pessoas possuem distintas linguagens de valorização, sendo extremamente importante conhecer qual é o método mais eficaz para valorizar cada pessoa, a fim de que haja um maior efeito do reconhecimento dado em relação ao desejado.

Quando entendemos que cada pessoa vive seus dilemas particulares e tem seu jeito de ver a vida e interpretar as experiências de acordo com o seu repertório, fica mais fácil nos relacionarmos de maneira mais leve. Assim, a forma como nos conectamos uns aos outros é uma das mais poderosas chaves para que isso aconteça.

As obras focam exatamente em como identificar com qual linguagem seremos mais assertivos ao nos conectarmos com as pessoas à nossa volta. Sendo elas: “As 5 Linguagens do Amor” – Um livro voltado ao âmbito dos relacionamentos pessoais, em que a associação da palavra amor possui um sinônimo com a palavra valorização;

“As 5 Linguagens de Valorização Pessoal” – Há uma interpretação menos romântica sobre como cada pessoa se sente valorizada e entrega valor para o outro. Dessa forma, fica um pouco mais fácil levar esse conceito para o mundo organizacional, visto que, aparentemente, temos uma certa dificuldade de falar abertamente sobre essa palavra cheia de significado que é o amor. Isso porque o estresse, a correria e a competição do mundo corporativo acabam influenciando o comportamento e os sentimentos das pessoas para que se sintam mais valorizados e a terem relações gratificantes no ambiente profissional.

Temos consciência de que ficamos mais tempo com os nossos colegas de trabalho do que com a nossa própria família, sendo frustrante passar o dia com pessoas completamente estranhas, sem ter a possibilidade de fazer amizades duradouras e criar vínculos verdadeiros.

Desse modo, as cinco linguagens do amor ou as cinco linguagens de valorização pessoal têm um papel fundamental em nossas vidas, pois, quando usadas adequadamente, viabilizam conexões mais profundas, que geram melhores resultados e integram verdadeiramente as pessoas. Posto isto, entenderemos, a seguir, quais são essas cinco linguagens.

1. Palavras de afirmação

Acredito que você já observou que existem pessoas que se sentem extremamente envaidecidas e valorizadas quando recebem palavras com mensagens positivas e elogios. Estou certa disso?

Então, desde já, posso ser sincera com você. Essa é a minha linguagem do Amor/da Valorização que mais me conecta com as pessoas, pois indica que estamos no caminho certo e que, o que fizemos ou fazemos, têm um propósito, e esse propósito está sendo alcançado.

Falar palavras de afirmação para alguém requer certo nível de empatia, e é por isso que, quando elogiamos ou encorajamos alguém, é importante que essas palavras sejam autênticas.

Exemplo:

  • Estou muito feliz por vocês fazerem parte da nossa equipe.
  • Você está radiante com essa roupa.
  • Você está com um desempenho maravilhoso. Parabéns pelo seu esforço e empenho!

Esse perfil de linguagem de valorização mostra pessoas que se sentem mais reconhecidas e valorizadas quando recebem palavras que emitam mensagens de reforço positivo, encorajamento ou motivação.

No entanto, é EXTREMAMENTE importante salientar que as palavras em si correspondem apenas ao conteúdo literal de uma mensagem. Isto é, é necessário observar o seu tom de voz e expressão facial e corporal, pois eles são canais muito poderosos e que também compõem e transmitem mensagens.

Perceba que, algumas vezes, nossas palavras dizem uma coisa, enquanto o nosso tom de voz afirma outra completamente diferente. Podemos, por esse motivo, enviar mensagens dúbias ou incongruentes, afetando, assim, toda a comunicação. Dessa forma, cabe, ao bom comunicador, alinhar o seu tom de voz e a sua linguagem corporal às palavras que ele verbaliza. Tenha muito cuidado, pois elogiar por elogiar, sem sinceridade, pode ser devastador e influenciar sua conexão com pessoas que tenham perfil.

2. Tempo de qualidade

Podemos observar que hoje, no mundo digital, a linguagem de valorização é a que menos está sendo valorizada nos últimos anos. Esse tipo de linguagem tem a ver com a atenção e o tempo que são dedicados a elas.

Tem a ver com passear juntos, escutar, dividir bons momentos e olhar no olho.

Também tem a ver com conceder a nossa total atenção à pessoa que queremos valorizar.

Por isso, enquanto as palavras de afirmação focalizam o que queremos dizer, o ato de ceder o nosso tempo e atenção para o outro focaliza em nossa disposição para ouvir.

Então, dentro das cinco linguagens do Amor ou cinco linguagens de Valorização Pessoal, o tempo de qualidade está na nossa capacidade de se dedicar a alguém com total atenção, sem interrupções, sem ficar olhando o WhatsApp, o Instagram ou os e-mails, ou atendendo o telefone quando alguém está te pedindo atenção.

É, a partir delas, olhar nos olhos, sem ficar desviando o olhar para prestar atenção na TV ou em algo que está à nossa volta. É uma conversa com uma escuta real.

Além disso, o aspecto do tempo de qualidade implica presença, não só física, como também a presença da conexão. Só que um cuidado muito importante a se ter é quanto à consciência do tempo que você tem e quanto você está realmente dedicando desse tempo às pessoas que deseja ou precisa valorizar.

3. Presentes

Gary Chapman observou que, em todas as culturas, o ato de presentear faz parte do processo de reconhecer e valorizar as pessoas com as quais nos relacionamos.

Na realidade, este processo vem sempre acompanhado do ato de conceder algo (tempo, elogios, carinho), só que, para algumas pessoas, há diferença quando o que é cedido pode ser tocado, não importando, na grande maioria das situações, se é caro ou se é barato. O que importa é o símbolo concreto, visual e palpável dessa ação.

Você muito provavelmente deve ter em sua casa um ou mais presentes que recebeu há muito tempo e que, se os ver ou e os tocar agora, com certeza, despertará em você boas memórias. É experimentada, dessa maneira, a sensação de ver amor /valorização materializado em um objeto.

A grande sacada de quem tem pessoas ao seu redor que gostam de receber presentes é não esperar datas especiais para presentear. Então, sempre que possível, faça uma surpresa para essa pessoa com um mimo ou algo que a faça compreender que você está dando aquele presente porque se lembrou dela.

Exemplo:

  • Traga uma lembrança da viagem que você fez
  • Dê um livro que diz respeito a algo que vocês estavam conversando
    recentemente.
  • Compre um bombom e deixe na mesa dela com um recado, ou até mesmo a
    mensagem por si só fará com que ela se sinta valorizada.

4. Atos e serviços

O ato de ajudar e de servir conta mais no processo de reconhecimento e valorização. Logo, se o seu parceiro ou colega tem essa linguagem como principal, então certamente existem tarefas que ele(a) irá gostar que você realize.

Do mesmo modo, se ele(a) estiver atarefado com alguma coisa e receber uma providencial ajuda sua, muito provavelmente isso suscitará o seguinte pensamento: nossa, como ele(a) se preocupa comigo e com o que eu tenho que fazer; . Portanto, para valorizar alguém com um ato de serviço, basta se preocupar mais com as coisas que ele faz ou tem que fazer e ajudá-lo com tarefas que você, muito provavelmente, sabe que ele gostaria que fizesse.

Mesmo que, neste momento, nós podemos estar simplesmente fazendo algo sem grande importância, elas gostam de receber esse tipo de valorização e têm uma sensação de serem importantes para nós, pois desprendemos o tempo valioso da nossa vida para olharmos para eles e os ajudarmos em suas demandas.

Exemplo:

  • Ajudar a carregar uma sacola.
  • Auxiliar na conclusão de um projeto.
  • Oferecer-se para repartir as atividades.
  • Consertar algo que não está funcionando.
  • Ofereça ajuda para concluir algum trabalho, relatório ou apresentação. Carregue algum material, abra a porta ou se ofereça para repartir as atividades.

5. Toques físicos

Segundo Gary Chapman, inúmeras pesquisas na área de desenvolvimento infantil denotam o quão importante é o toque físico para a comunicação do amor, no processo de valorização e na consequente construção da autoestima da criança.

Estudos comprovam que os bebês que são tomados nos braços, beijados e abraçados desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são deixados durante um longo período de tempo sem contato físico. O toque físico é, portanto, quando apropriado, um poderoso veículo de comunicação que diz o quanto você ama ou valoriza a pessoa ao seu lado.

O toque físico, para algumas pessoas, é algo essencial e que demonstra o carinho, amor e valorização que elas sentem.

É claro que, dentro das 5 linguagens do amor ou 5 linguagens de valorização pessoal, temos que tomar um certo cuidado com os toques para que eles não causem uma dupla interpretação ou se tornem inapropriados, causando constrangimentos e invasão do espaço do outro.

Quer dizer, é importante se atentar quanto ao fator cultural, principalmente no trabalho, no momento em que, em alguns países, é muito importante ter o discernimento para saber se o toque físico é realmente apropriado.

Exemplo:

  • Pessoas que gostam de toque preferem trocar o aperto de mão por um abraço.
  • Nos relacionamentos amorosos, são as pessoas que gostam de estar de mãos dadas, de cafuné, etc.

Para refletir

1) Qual é o maior aprendizado que você teve ao fazer a leitura desse artigo?

2) De que forma você poderá praticar ou aplicar esse aprendizado na realidade do seu dia a dia profissional?

3) Com base no resultado do teste, qual foi a maior percepção/descoberta que você teve a respeito de si mesmo(a)?

4) É necessário desenvolver em si mesmo(a) a habilidade de perceber o valor das demais linguagens? Talvez você não saiba lidar com elogios ou não goste dos presentes que ganha, não aceita (ou não agradece) quando os outros tentam te ajudar, etc. Qual é a linguagem que você pretende desenvolver?

5) Pense em três pessoas que você “reconhece”/”valoriza”, mas não tem tido a oportunidade de demonstrar isso recentemente. O que você gostaria de dizer, como gostaria de agradecer, parabenizar, presentear ou o que gostaria de fazer para demonstrar que valoriza cada uma dessas pessoas? Qual seria a melhor oportunidade para fazer isso? (Realmente faça, vai valer a pena!)

6) Organizando tudo: o que precisa ser feito ao longo dos próximos dias, ou até mesmo hoje, para transformar essas reflexões em ações que gerem mais satisfação e resultados melhores para você, seus colegas e a empresa? Releia suas respostas anteriores e anote: o que você fará? Como? (Até) quando? Seja prático, faça uma relação simples e se comprometa a realizar todas as ações da lista,

Conclusão

Espero fortemente que este artigo tenha oferecido reflexões importantes para o seu autoconhecimento, que você possa fazer bom uso dele e que continue investindo em seu autoconhecimento para ter uma vida mais próspera!

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Disrupção Corporativa


24/11/2021 Aleks Mesquita

Você já deve ter ouvido falar em Disrupção Inovativa, conceito criado por Clayton M. Christensen, que é o fenômeno em que empresas se estabelecem no mercado oferecendo novas alternativas de produtos ou serviços, que tem como exemplo a Netflix, Uber, Spotify, entre outras. No entanto, o que seria a Disrupção Corporativa?

Vamos primeiro definir essas duas palavras, em que disrupção é a interrupção do curso normal de um processo, e corporativa é relativo a uma corporação, conjunto de pessoas com alguma afinidade de profissão, ideias etc., organizadas em associação e sujeitas a um estatuto ou regulamento.

Então, agora imagine que você trabalha ou é dono de uma empresa. Seja qual for o tamanho dela, seja quanto tempo ela tenha de existência, você deve ter passado ou estar passando por isso no último ano. Bem, se não, então, você está falido ou vai falir.

A pandemia do COVID-19 tem sido terrível para a humanidade e, destruindo famílias e empresas, fica quase impossível tentar achar algo positivo nisso tudo, mas há sim e vou te mostrar…

Um belo dia, em março de 2020, eu estava indo trabalhar, quando o governo decretou o lockdown. De repente, eu, aos 43 anos, me vi trabalhando em home office, em uma casa que, na época, tinha uma criança de 4 anos (hoje é uma de 5 anos) e outra de 9 meses. Além disso, eu não tinha empregada doméstica e precisa gerir um grupo de 7 pessoas em uma empresa que havia começado a trabalhar. O que fazer agora?

Só tinha uma coisa a se fazer: me adaptar a essa disrupção. Apesar de tudo, eu tinha algumas facilidades, pois a empresa era de tecnologia e, com isso, ela já usava sistema de comunicação e controle de atividades on-line. O que me pegou foi mais a adaptação ao trabalho remoto, algo que nunca tinha feito em 25 anos.

Só que agora imagine aquela empresa com 100 funcionários ou mais, que tem uma gestão centralizada, além de poucas ferramentas de controle de atividades e gestão on-line, e teve que parar e colocar todos em trabalho remoto e entender como continuar sua operação (ou seja, continuar vendendo). Então, agora, como passar por essa disrupção?

Como eu disse, a pandemia fez o mundo acelerar 10 anos na forma como as empresas se relacionam com a tecnologia e seus clientes, e os clientes, da mesma forma, mudaram sua forma de comprar. Agora, levar o produto ou serviço à casa do cliente não é mais diferencial.

Será que sua empresa entendeu o recado dessa pandemia ou ela acha que já resolveu tudo e pode voltar ao seu funcionamento normal? Não gosto do termo “novo normal”, mas, com certeza, não podemos mais agir como antes em vários aspectos e, nas empresas, não pode ser diferente. Para que não sejam atropeladas por um novo fenômeno, elas precisam vivenciar a Disrupção Corporativa.

É necessário, então, parar a forma de uma empresa pensar e agir, e não fazer isso só uma vez, mas viver assim, questionando se estamos no caminho certo, além de pensar em quem é que vai nos fazer falir, quem é nosso cliente e o que ele realmente está querendo hoje. Cada vez mais, a empresa precisa pensar na personalização do produto para o cliente e não para um média, como fala Walter Longo, em seu livro Fim da idade média e o início da idade mídia.

Vou ser bem direto: se a empresa em que você trabalha, ou é dono, não está pensando assim, então é provável que ela não exista mais em 5 anos. Não vou entrar, nesse momento, em temas sobre ferramentas ou técnicas de como fazer isso, mas uma coisa é certa: você precisa ter uma empresa ágil. Você, gestor, precisa, definitivamente, mudar a sua forma de pensar e começar a aprender e a viver em um ambiente mutável e aderente a riscos. Então, te convido a pensarmos mais sobre o tema e juntos, vamos pensar como fazer a disrupção corporativa na sua empresa.

Seja disruptivo e mantenha-se vivo.

Leia também: Autonomia! Para quê?

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Autonomia! Para quê?


17/11/2021 Marcela Jacob

Todos os dias, milhares de pessoas seguem praticamente o mesmo ritual. Seus despertadores tocam, elas tomam seu banho, seu café, vestem sua roupa e seguem para o trabalho ou trabalham de casa mesmo. Tudo isso parece igual, mas não é! O que as diferencia é o grau de autonomia que cada uma possui.

Kant¹ descreveu, no século XVII, que autonomia é a capacidade da vontade humana de se autodeterminar para realizar algo, seja para si, para o outro ou para o mundo, independentemente de fatores exógenos. Eu diria, simplesmente, que está diretamente relacionada à condição existente entre a necessidade e a livre vontade. Por isso, então, algumas pessoas têm mais facilidade do que outras para executar determinadas tarefas ou realizar outras?

Essa questão é um tanto quanto mais complexa do que só responder sim ou não. De forma prática, diria que, ao longo de suas vidas, as pessoas que executam algumas tarefas de maneira melhor do que outras tarefas ou, ainda, melhor do que outras pessoas, foram mais supridas de ferramentas que as permitissem desenvolver a sua vontade em aprender e a realizar algo para atender a uma determinada necessidade contextual.

Vou dar um exemplo: nunca gostei muito de inglês e passei a vida toda estudando por apenas entender o aprendizado dessa língua era um “mal” necessário. Até hoje, me considero com certa fluência em inglês, e consigo muito bem ler. Dentro das minhas possibilidades, pude fazer um cursinho, além das aulas na escola, mas, se comparo meu grau de fluência com o de outras pessoas com os mesmos recursos, posso encontrar, por vezes, algumas com mais fluência do que eu. No geral, essas pessoas com mais fluência tiveram a vontade despertada em aprender a língua ou a própria necessidade batendo à sua porta.

Eu pude experimentar essas duas coisas juntas: vontade e necessidade. Estava fora do Brasil e sozinha, ou seja, só contava comigo e no momento em que eu me coloquei em uma situação de necessidade do uso da língua, é que pude perceber o quanto eu estava limitada, e uma das coisas que me limitou foi a vontade em aprender, não despertada lá atrás. Naquele momento, usei outros recursos, outras ferramentas, outras habilidades para que eu pudesse recuperar ali a minha autonomia e realizar o que tinha me proposto para aquela viagem. A vontade e a necessidade foram balizadores importantes para que eu entrasse em ação quando precisasse.

Nas empresas, assim como em nossa vida, isso se faz presente quase a todo momento, pois, rotineiramente, temos que tomar decisões, protagonizar soluções, alcançar resultados, organizar processos, entregar com qualidade, engajar as equipes, ser transparentes e produtivos, desempenhar, liderar, treinar, desenvolver, inspirar e colocar em prática tantos outros verbos de ação dos quais precisamos nos apropriar diariamente.

Já parou para pensar que a chave para o seu futuro pode ser a sua autonomia? Ao partir para a ação, precisamos lançar mão de alguns atributos pessoais e, de posse deles, alcançar, com consciência, o que nos propusemos como resultado, meta ou objetivo, seja na vida ou no trabalho. Antes disso, entenda por atributos as características mais próprias e particulares que possuímos ou desenvolvemos e, com as quais transitamos pelo mundo. A partir disso, escolhi três atributos iniciais que considero como princípios básicos da autonomia e que, se associados, podem auxiliar a alcançar os resultados planejados, seja em estados de necessidade ou de livre vontade:

OBSERVAR: observe e entenda como as coisas funcionam e quais são as necessidades daquele contexto ou circunstância. Isso é visão sistêmica;

APRENDER: aprenda com o outro, mas também seja autodidata. Busque por si só adquirir novos aprendizados. Isso é autodesenvolvimento;

REALIZAR: coloque em prática, faça o que tem que ser feito e tome uma iniciativa. Isso é proatividade.

Para adquirir esses atributos, precisamos de algo além, que nasça e cresça dentro de nós e dentro das organizações, a autodeterminação. Pode-se dizer que autodeterminação é a associação entre a vontade “não-livre” e a necessidade de realizar suas escolhas sem intervenção externa. Por ocasião, em ambientes conservadores, é ser a alavancadora da ação quando a autonomia não se faz presente ou foi cerceada. É claro que, se a autodeterminação e a autonomia estiverem em sinergia, presentes nas organizações ou na constância da vida, os resultados ou objetivos traçados serão ainda mais promissores. Ela independe da autonomia, mas depende completamente de uma decisão individual e própria de cada um.

Ainda, tenha uma posse consciente desses atributos, pois, qualquer jornada que você ou sua empresa deseje percorrer, seja por vontade ou por necessidade, será mais rica em conhecimentos, habilidades e atitudes e, certamente, associados à autodeterminação, transformarão qualquer desafio em grandes oportunidades. “Você não é produto das circunstâncias, você é produto das suas decisões.”²

Conte comigo,

Marcela Jacob

Leia também: Pare de fazer Marketing e seja autêntico!

Citações:

¹Immanuel Kant (1724 a 1804): filósofo prussiano, considerado como o principal na era moderna, famoso pela elaboração do denominado Idealismo Transcendental; junto com Laplace, desenvolveu a primeira teoria sobre a formação do Sistema Solar.

²Viktor Frankl (1905 a 1997): neuropsiquiatra austríaco, preso pelo nazismo em um campo de concentração, fundou a terceira escola vienense de Psicoterapia, Logoterapia e Análise Existencial; criou a primeira ciência especializada em sentido da vida no mundo.

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Pare de fazer Marketing e seja autêntico!


10/11/2021 Fernanda Assis

Em um mundo em que nada se cria e tudo se copia, gostos e tendências estão se tornando cada vez mais homogêneos. Ser autêntico em uma sociedade como a nossa não apenas é difícil, é raro! No entanto, guarde essa frase: “O raro é super valorizado!” Seguindo esse pensamento, vamos falar mais sobre isso adiante.

O que é essa tal de Autenticidade?

Ser autêntico é despertar a consciência para a expressão genuína da própria personalidade.

É a garantia de que você é quem diz ser, agindo de forma espontânea e natural nas suas relações. É não ter medo de ser verdadeiro, mesmo que isso não agrade a todos. É aceitar/honrar sua história e vivenciá-la no seu dia a dia. É fazer escolhas e ter atitudes de acordo com seus valores e crenças. Logo, se entendermos que as pessoas se relacionam com outras e não com marcas, precisamos atribuir aos negócios características humanas.

Entenda a diferença entre Marketing Tradicional e Marketing Autenticidade

Toda estratégia de marketing começa com a descrição de uma persona, que é aquele cliente ideal que a empresa deseja impactar com os seus serviços e/ou produtos. Ao imaginar essa persona, pensamos nos seus desejos e necessidades e, a partir daí, tentamos criar um discurso para impressioná-la.

Contudo, você deve estar pensando: o que tem de errado nisso? Nada, desde que a mensagem transmitida seja verdadeira, mas será que oferecemos para os clientes algo realmente único e original?

No marketing tradicional, buscamos despertar o interesse do cliente pelo nosso produto/serviço, entre o mar de opções oferecidas pelo mercado. Já no marketing com autenticidade, despertamos naturalmente seu interesse pela nossa história, pela nossa causa. Assim, é o cliente que nos escolhe e não nós que escolhemos o cliente. Percebe a diferença?

A venda, como fica?

Toda empresa precisa vender para pagar as contas no fim do mês e ninguém pode ignorar isso. Só que fazer marketing com autenticidade não vai trazer retorno imediato para o negócio, porém, a médio e longo prazo seus resultados serão mais consistentes, porque os clientes virão até você por vontade própria. Também eles estarão dispostos a pagar um pouco mais por isso, afinal, o que é raro, é super valorizado. Lembra do que eu disse no início deste artigo?

Vou te dar alguns exemplos de marcas bem conhecidas que, há algum tempo, adotaram o marketing com autenticidade e, hoje, colhem os frutos do seu pioneirismo: Nike, Apple, Reserva, Starbucks, Natura, Cacau Show e, claro, a nossa Escola E3. Entenda, sua história e sua causa não ganharão adeptos da noite para o dia, portanto, é preciso fazer a migração do marketing tradicional para o marketing com autenticidade aos poucos. Essa é uma jornada sem volta e não tem atalhos.

Então, empresas que buscam o caminho mais rápido, tentando replicar nos seus negócios os mesmos feitos da concorrência, estão com os dias contados, pois perceba que os consumidores já estão dando prioridade para produtos/serviços que lhes proporcionem algum significado, conectem-se à suas ideias e faça alguma diferença para o mundo. É preciso ter coragem para seguir neste caminho, mas, se você ainda está em dúvida se deve segui-lo ou não, quero lhe fazer uma pergunta: até onde podemos chegar na sombra dos outros? Os passos rumo a autenticidade serão revelados nos próximos artigos, mas, antes de encerrar, quero fazer mais uma provocação: como ser autêntico, sem saber quem eu sou?

Até breve!

Fernanda Assis é coordenadora geral da Agência Propagare Marketing Digital e Educadora Executiva, com 10 anos de experiência em comunicação e marketing.

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Como Construir um Legado?


31/03/2021 Raimundo Ribeiro

Para construir um legado, lembre-se sempre de que você é VOCÊ e NÃO é o seu cargo. 

Desde muito cedo nos perguntam: o que você vai ser quando crescer? Então crescemos com as expectativas dos nossos pais e da sociedade sobre quão importantes devemos ser em nossas profissões, não é mesmo? 

Claro que eu, você e muitos que conhecemos já passaram e/ou vão passar por essa questão.

Engraçado que passei isso com filho e agora estou passando como pai (agora sei o que eles sentiram e passaram). O que meu filho será e o como ele irá ganhar dinheiro, muito dinheiro com o que ele quer fazer?

Com o mercado de trabalho mudando cada vez mais rápido, como tudo neste mundo, fico pensando como ser feliz fazendo o que se faz, pois ainda há muitas projeções em cima dos títulos e cargos que podemos ocupar, ao invés das famílias, escolas e mercado de trabalho se atentarem ao que de fato faz feliz cada indivíduo.

Temos que ter em mente que realização está intimamente ligada ao fato de amar o que se faz. O sucesso vem de você ser você. Comportando-se de uma maneira que o deixa orgulhoso. Quando você coloca a cabeça no travesseiro à noite e pode dizer “hoje eu tenho certeza que fiz o que tinha que fazer para continuar alinhado com meu proposito”.

Lembre-se sempre de que você é VOCÊ e NÃO é o seu cargo.

Não confunda jamais, cargo com carreira. Muitos acreditam que uma carreira de sucesso é pautada pelo título que se ocupa e pelo salário que se conquista. Mas é algo muito além disso. Uma verdadeira carreira de sucesso é uma carreira que deixa um legadoTalvez você se pergunte, o que é um legado?

O legado é um registro da sua jornada humana, é como você é e será lembrado. As memórias, inclusive afetivas, que você deixará como recordação. 

Um legado é construído todos os dias. Através do seu cuidado e empatia nas suas relações. Na sua força de coragem, renovação e evolução, inspirando o seu entorno. Na sua vontade de inovar e contribuir com os quais se relaciona. Para sermos lembrados precisamos ser impactantes e relevantes, mesmo que seja em um pequeno círculo de pessoas.

Onde você está é resultado de quem você era, mas para onde você vai depende inteiramente de quem você escolhe ser

Hal Elrod

Como construir um legado?

Em tempos de tanta turbulência social, política, econômica e tecnológica, pensar na construção de uma vida é um tremendo desafio. Todavia, segue alguns passos que podem auxiliar você nessa tarefa:

  • Faça e conserve as verdadeiras amizades;
  • Defina o que lhe é necessário e, ao obter, faça bom uso dessa conquista;
  • Olhar para o futuro e verificar a congruência das atitudes;
  • Realize sempre alguma coisa diferente, todos os dias, para não cair na rotina;
  • Mantenha o foco em seu propósito de vida;
  • Pratique o autoconhecimento para identificar seus valores e corrigir suas deficiências.

O que você representa?

Essa é a pergunta mais importante que você pode fazer a si mesmo. Obtenha clareza sobre o que você representa e o que é importante para você. Sua resposta a essa pergunta será de valores e características humanas decentes e, identificando-os e deixando claro que eles são o que você precisa cumprir, permitirá que você seja mais feliz.

Qual é o seu propósito?

Todos nós temos um propósito, nosso próprio objetivo pessoal. Anote o seu e lembre-se disso todos os dias, para que este seja o seu foco para todos os dias.

Não tem nada a ver com o que os outros pensam que você deveria fazer ou ser porque é seu. E, do jeito que você defende, isso o motivará a ser a melhor versão de si mesmo e trabalhar em prol de seu próprio objetivo, lhe dará a liberdade de pensamento necessária para corresponder ao que você deseja.

É preciso ser você mesmo e fazer com o coração aquilo que está destinado a fazer. Sim, isso está diretamente relacionado ao seu propósito, a sua vontade de realizar ou alcançar alguma coisa. É aquele gás para enfrentar o dia a dia. Isso lhe torna extremamente singular e poderoso.

Todas as vezes que o seu propósito for colocado em movimento você estará deixando uma marca no mundo. Uma marca genuína e pura, pois vem de dentro, vem do coração.

Que tal esse exercício para verificar se você está alinhado com seu proposito e na construção do seu legado. Faça um resumo da sua própria história em 10 minutos.

Agora convido você para uma reflexão, onde você perceba que a sua jornada pessoal e profissional não deve ser automatizada, seguida por movimentos mecânicos de apenas acordar, ir para o trabalho e etc… Sua vida e carreira tem muito valor. Elas podem ser uma importante inspiração, basta você acreditar no seu potencial e fazer acontecer.

Pelo que e como você acredita que quem te conhece se lembrará de você? Que legado você já construiu e como você pode melhorar isso daqui em diante?

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As 7 Coisas que Aprendi com Minha Demissão


03/03/2021 Raimundo Ribeiro

Relato: Emoções, Sentimentos e o que Aprendi da Demissão até a Recolocação em 88 dias 

Eu te convido a saber um pouco sobre a minha experiência no processo de demissão do dia 02/07 até o dia 30/09 (88 dias). Que tal permitir-se a ser provocado (a) – Reflexões sobre você, sua vida e sua carreira? Topa? Se sim, vamos lá.

Próximo de completar 10 anos na empresa, no dia 01 de julho de 2019 depois de um dia intenso de trabalho (para variar), por volta das 19 horas fui chamado para uma rápida conversa sobre o meu desligamento.

Confesso que esse horário foi melhor, onde não tinha ninguém no escritório e pude arrumar as minhas coisas e levar para o carro, tranquilamente.

Durante o caminho de casa eu liguei um amigo que recém tinha passado pela mesma experiência e para minha esposa, onde decidimos não comentar com os filhos.

Comparo a tal estabilidade como se estivéssemos sempre segurando numa bexiga e que basta um pequeno alfinete furá-la para cairmos.

Na terça feira dia 02 eu fui devolver carro, crachá e assinar a papelada no RH. Confesso que neste dia foi uma mistura de sentimentos, me sentia envergonhado e, sei lá o porquê, algumas pessoas me viram na empresa e fui convencido a retornar ao meu antigo andar de trabalho para ver e falar com a equipe que estava toda surpresa, neste momento recebi um calor e carinho muito grande, principalmente de algumas pessoas que eu nem esperava e, claro, isso tudo acabou indo para um chororô bem grande.

Na quarta-feira dia 03 eu montei uma mensagem e avisei ao mercado e aos clientes comunicando que não estava mais na empresa. Confesso que fiquei muito surpreso com o retorno de várias mensagens e ligações demonstrando indignação e disposição para me ajudar. Ufa! Neste momento eu percebi algo importantíssimo, que no fim, tudo que possuímos e a nossa reputação.

Somente no sábado dia 06 com a cabeça mais tranquila, decidimos informar para o meu filho Vinicius de 14 anos e a minha filha Giovanna de 7 anos. Claro, fiquei tenso em como falar isso para duas crianças, por isso, decidi ser direto. Acreditem foi o melhor que fiz e fiquei surpreso em ver a maturidade dos meus filhos.

Neste mesmo dia no jantar eu falei com a minha mãe, essa foi a conversa mais difícil para mim, por ela acha que eu deveria me aposentar lá e etc. Ufa! Que dia esse para mim. Acredite, realmente a família é a nossa base.

Estava com uma viagem de férias de julho toda programada desde de março, onde cancelamos tudo e alteramos para o Chile do dia 19 a 26 de julho, aproveitei para realmente descansar e encarei todo o mês de julho como férias com meus filhos e continuar minha disciplinada, de ler livros (média de dois por mês) ir para academia e minhas corridas.

Vamos lá! Mesmo encarando como férias, nestas duas semanas antes da viagem eu tive meus momentos de questionamento que geraram momentos de solidão, ansiedade, insônia, pesadelos, puto comigo, com os outros e as vezes até mesmo questionar a Deus.

– Por que eu?

– Fazer o bem para os outros, realmente compensa, será que vou colher esse bem?

– Como seria o meu futuro e da minha família?

– Questionava minha capacidade como profissional e de recolocação (absurdo isso!)

Fim de férias! Agora é hora de regaçar as mangas na busca por uma nova recolocação. Na segunda-feira dia 29 comecei a fazer o que qualquer pessoa na minha atual situação faz, procurar um novo emprego!

– Atualizei o meu Linkedin

– Listei 110 empresas para acessar o website e cadastrar o meu currículo, porém, priorizei três empresas, colei o logo de cada empresa num local para ser visto por mim todos dias. Já adianto que a empresa que me recoloquei era uma destas três…uhuhuh!

– Ativei minha rede de contatos com o mercado, amigos e colegas

– Listei algumas empresas de recolocação para conhecer melhor esse serviço. Impressionante que escutei de tudo, era cada proposta indecente, perda de tempo e dinheiro com esses aproveitadores neste momento de vulnerabilidade, porém, existe empresas e profissionais sérios, onde destaco a DQueiroz e Stato ambas me deram um prazo médio de 6 meses para a recolocação. Ai meu Deus! E agora?

A partir deste momento percebi na pele, que quem busca recolocação passa o dia e a noite engajado na busca por uma oportunidade, acorda cedo e dorme tarde (quando dorme, tive vários pesadelos), posso dizer que, buscar uma oportunidade é um trabalho árduo, requer muita disciplina, humildade, organização, equilíbrio emocional e empenho diário, como qualquer outra atividade em nossa vida profissional. Saiba! Procurar trabalho dá muito trabalho!

Depois de duas semanas inteiras dedicadas a passar horas na frente do computador, falar com “amigos” e empresas do mercado, encaminhando o currículo para aquela oportunidade que parece descrever minhas experiências e conhecimentos e, nada do tão esperado retorno. 

Somando-se a isso, no fim do dia os jornais e internet só falavam da dificuldade em arrumar emprego depois do 40 e 50 anos e da taxa elevadíssima de desemprego. Comecei me abater com todo esse stress diário na busca sem nenhuma resposta.

Descobri que a situação estava visível quando minha filha de 7 anos, depois do Jornal Nacional sentou no meu colo e me disse “Pai não fique assim, você é o melhor pai do mundo e eu estou pedindo para o papai do céu, arrumar rápido um novo emprego para você”. Imagine isso! 

Imaginou? Então, depois disso, decidi que não podia me entregar ao stress e que tinha que me manter firme no meu pensamento positivo.

Neste momento “vamos dizer de baixa” eu aprendi algo importante sobre demissão, amigos, foco, estudar, resinificar, positivismo, e, principalmente sobre saúde física e mental.

As 7 coisas que eu aprendi com minha demissão

1 – Demissão: 

Afirmo que é um momento de grande estresse e de grande ebulição de sentimentos, preocupações e incertezas na vida. Provocando um aumento significativo do sentimento de impotência, raiva, medo, insegurança, rejeição, vergonha e uma elevação absurda o nível de ansiedade.

2 – Amigos: 

Infelizmente essa é a pior para mim. Só depois de um tempo que fui demitido é que a ficha caiu – aquele cargo nunca havia sido meu, estava emprestado. Assim como um monte de colegas que imaginamos ser nossos amigos, neste momento fica claro os poucos e bons amigos que temos e um monte de colegas (sanguessugas) por conveniência que temos que tomar cuidado até com o desabafo, pois só querem informação.

Confesso que tem a parte boa e consoladora, pessoas que eu nem imaginava apareceram como amigos realmente preocupadas e interessadas em ajudar.

3 – Foco: 

Haverá dias difíceis sim, mas não se deixe abalar por isso, nada é eterno, com dedicação, persistência e um pouquinho de sorte vai dar certo.

4 – Estudar: 

Não é porque, não está trabalhando que não precisa estudar, atualiza-se e adquira novos conhecimentos, isso vai aumentar suas chances. Por exemplo, eu fiz o curso Educador Executivo, onde aprendi o conteúdo e a importância de um consultor para as empresas que o contrata.

5 – Resinificar: 

Quanto mais rápido aceitar a sua perda, melhor será para você, afinal, esse capitulo pertence ao passado, e absolutamente nada vai mudar isso. 

Existe um mundo de possibilidades a ser explorado no período de transição, para isso é importante ter em mente o que busca de verdade.

6 – Cultive o positivismo: 

O pensamento positivo significa, abordar os desafios da vida com uma perspectiva positiva. Isso não significa necessariamente evitar ou ignorar as coisas ruins; em vez disso envolve aproveitar ao máximo as situações potencialmente ruins tentando ver o melhor em outras pessoas, em si mesmo e suas habilidades de forma positiva.

Tenha uma atitude positiva, construtiva e otimista. Afinal, tudo na vida passa, inclusive a perda do emprego.

7 – Saúde: 

A saúde física, mental e espiritual é o nosso bem mais precioso. Cuidar do corpo significa praticar exercícios e alimentar-se bem. Cuidar da mente é mantê-la em atividade permanente com novos conhecimentos e cursos.

Saia de casa, vá passear, vá ao cinema, leia, viaje, procure os amigos de ‘’verdade’’, enfim desafie você mesmo e sua tendência de isolamento. Cuidar do espirito é saber e compreender que assim como o corpo necessita de alimento, a alma e a fé também precisam de meditação e oração.

Nossa! Quanta coisa, aconteceu e para ler! Calma aí, tem só mais um pouquinho.

Depois de trabalhar por 23 anos. Viver uma demissão me fez ter noção de que é preciso cuidar com muito carinho da minha reputação, imagem e marca pessoal. Posso assegurar que isto é essencial para a sua carreira.

Assumi o papel de protagonista do Raimundo S.A e comecei a me mexer. Ah…faça isso você também. No fim, tudo o que possuímos é a nossa reputação!

Se você for mandado embora hoje, o que faria e qual é o seu plano B?

Sim, eu faço esta pergunta para você, pois a partir do momento que um funcionário é desligado, é ele quem assume 100% o protagonismo de sua vida. Você não tem? Está na hora de começar a pensar a respeito e assumir o papel de protagonista da sua vida e carreira. Veja abaixo algumas ideias.

Invista na autogestão: 

Estude, atualiza-se. Estude inglês, fazer uma pós-graduação, um curso de interesse. Você é o responsável por sua carreira.

Projetos substitutos: 

Aquela vontade de empreender, tenha esse projeto desenhado, calculado e se possível trabalhe com o mesmo em paralelo.

O que te move: 

No meu caso, uma paixão genuína de ajudar no desenvolvimento de pessoas, pense como isso pode se tornar uma profissão. Por exemplo, um consultor focado em liderança e desenvolvimento de pessoas. Eu ainda acredito que plantando o bem, vamos colher o bem.

Cultive seu networking: 

Interaja com as pessoas da sua indústria e, de alguma outra que gostaria de trabalhar e tenha um círculo ativo. Preserve bons amigos e uma rede de contato pessoal e profissional, esteja disposto a entender e ajudar os outros.

Cuidado com as crenças limitantes: 

As crenças podem atrapalhar muito o processo de transição de carreira ou para uma nova maneira de trabalho.

Claro que essas são apenas algumas ideias, há muitas outras formas de ter um plano B consistente para os dias difíceis ou para quando você quiser dar uma guinada na sua carreira.

Quando se tem a chance de recomeçar algo na vida, devemos receber isso por mais desafiador que seja, como um inesperado presente e não como uma declaração de fracasso.

Novamente, eu te faço esse convite. Que tal permitir-se a ser provocado (a) – Reflexões sobre você, sua vida e sua carreira?

Espero impactar e que essa reflexão inspire você e a todos os que estão tendo a chance, assim como eu, de recomeçar algo, que recebam essa oportunidade com a tranquilidade de quem sabe que a vida se trata de um campeonato de pontos corridos e não de eliminatórias “mata-mata”.

Tenha paciência e a tranquilidade de que está consciente que não tem nada definido, onde o resultado será a consequência de todas as partidas, então alegria, disposição, entusiasmo e engajamento devem fazer parte da sua preparação, para retornar em grande estilo, assim como eu, para esse campeonato chamado “VIDA”.

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Sucesso ou Felicidade: Qual é mais Importante?


17/03/2021 Raimundo Ribeiro

Você não precisa ter Sucesso para ser Feliz, mas precisa ser Feliz para ter Sucesso. 

Se você começar a observar as pessoas ao seu redor, perceberá que a maioria segue uma fórmula que foi sutilmente – ou não tão sutilmente – ensinada nas escolas, nas empresas, pelos pais ou pela sociedade. Ou seja: se você se empenhar, terá sucesso e só depois de ter sucesso é que poderá ser feliz. Essa crença explica o que costuma nos motivar na vida.

Por exemplo: Pensamos se ao menos eu conseguisse aquele aumento de salário, atingisse a próxima metas de vendas ou conseguisse emagrecer, finalmente seria feliz.

Sucesso antes, felicidade depois. O único problema é que essa fórmula é incorreta.

Você sabia que a felicidade precede o sucesso?

Os cursos mais populares da Universidade Harvard não ensinam medicina ou direito, mas felicidade. Da mesma forma como a sua atitude mental em relação ao trabalho afeta o seu desempenho, o mesmo acontece com a sua atitude mental em relação à sua própria capacidade.

O que quero dizer com isso é que, quanto mais você acredita na própria capacidade de sucesso, maiores são as chances de atingir esse sucesso. Isso pode soar com uma grande besteira puramente motivacional (e, na verdade, a ideia de fato foi divulgada por algumas fontes pouco confiáveis ao longo dos anos). Mas as últimas décadas testemunharam uma explosão de estudos científicos sérios e rigorosos sustentando esse conceito.

Com mais uma década de pesquisas revolucionárias nos campos da psicologia positiva e da neurociência comprovaram, sem sombra de dúvida, que a relação entre sucesso e felicidade é, na verdade, o contrário do que se costuma acreditar. Graças a essa ciência de vanguarda, agora sabemos que a felicidade precede o sucesso.

Os sete princípios do benefício da felicidade

1 – O Benefício da Felicidade:

Como o cérebro positivo possui uma vantagem biológica em relação ao cérebro neutro ou negativo, este princípio nos ensina como retreinar o cérebro para capitalizar a atitude positiva e melhorar nossa produtividade.

Quando estamos felizes – quando a nossa atitude e estado de espírito são positivos – somos mais inteligentes, mais produtivos, mais motivados e, em consequência, temos mais sucesso. A felicidade é o centro, e o sucesso é que gira em torno dela. Estudos com mais de 275 mil participantes revelou que a felicidade leva ao sucesso em praticamente todos os âmbitos da nossa vida.

2 – O Ponto de apoio e a Alavanca:

A maneira como vivenciamos o mundo, e a nossa capacidade de prosperar nele, muda constantemente a partir da nossa atitude mental. Este princípio nos ensina como podemos ajustar nossa atitude mental (nosso ponto de apoio) de maneira a nos dar o poder (a alavanca) para atingirmos a realização e o sucesso.

Pense em uma ocasião na qual você se viu em circunstâncias similares e apresentou um bom desempenho. Anos de pesquisas demonstram que um foco específico e sistemático nos seus pontos fortes durante uma tarefa difícil produz melhores resultados.

3 – O Efeito Tetris:

Quando o cérebro fica preso a um padrão que foca o estresse, a negatividade e o insucesso, nos condicionamos ao fracasso. Este princípio nos ensina como retreinar o cérebro para que identifique padrões de possibilidade, de forma que possamos perceber – e aproveitar – as oportunidades que encontramos pelo caminho.

Ao elaborar uma lista das ‘’três coisas boas’’ que aconteceram durante o dia, o seu cérebro será forçado a rever as últimas 24 horas em busca de elementos positivos potenciais – coisas que levaram a pequenas ou grandes risadas, sentimentos de realização no trabalho, o estreitamento de laços com a família.

Em apenas cinco minutos por dia, esse exercício treina o cérebro a perceber e se focar melhor nas possibilidades de crescimento pessoal e profissional e a aproveitar oportunidades de concretizar essas possibilidades.

4 – Encontre Oportunidades na Adversidade:

Diante da derrota, do estresse e da crise, o cérebro mapeia diferentes caminhos para nos ajudar a sobrevier às adversidades. Este princípio diz respeito a encontrar o caminho mental que não só nos tira do fracasso ou do sofrimento, mas também no ensina a sermos mais felizes e mais bem-sucedidos graças a ele.

Pessoas com um explanatório otimista interpretam a adversidade como algo pontual e temporário (algo como: A situação não é tão ruim assim e vai melhorar) enquanto aquelas com o explanatório pessimista veem os mesmos eventos como mais globais e permanentes (algo como: A situação é terrível e nunca vai mudar).

Em consequência, suas crenças afetam diretamente suas ações. Aqueles que acreditam na última afirmação mergulham no desamparo e param de tentar, enquanto aqueles que acreditam na primeira afirmação são impelidos a melhorar o desempenho.

5 – Círculo do Zorro:

Quando nos vemos em dificuldades e nos sentimos sobrecarregados, nossa lógica cerebral pode ser dominada pelas emoções. Este princípio nos ensina a retomar o controle concentrando-nos primeiro em metas pequenas e factíveis e só depois expandindo gradativamente o nosso círculo para atingir metas cada vez maiores.

Sentir que estamos no controle, que somos os mestres do nosso próprio destino no trabalho e na vida, é um dos maiores propulsores tanto do bem-estar quanto do desempenho.

6 – A Regra dos 20 segundos: 

Muitas vezes sentimos ser impossível manter uma mudança por muito tempo porque nossa força de vontade é limitada. E quando nossa força de vontade falha, voltamos aos nossos velhos hábitos e sucumbimos ao caminho da menor resistência, é possível redirecionar o padrão da menor resistência e substituir maus hábitos por bons.

7 – Investimento Social:

Diante de dificuldades e estresse, algumas pessoas escolhem se isolar e se retirar para dentro de si mesmas. Mas as pessoas mais bem-sucedidas investem nos amigos, colegas e parentes para continuar avançando. Este princípio nos ensina como investir mais em um dos mais importantes fatores preditores de sucesso e excelência – nossa rede social de apoio.

Quando temos uma comunidade de pessoas com as quais podemos contar – um parceiro na vida, parentes, amigos e colegas, multiplicamos nossos recursos emocionais, intelectuais e físicos. Nos recuperamos mais rapidamente de contratempos, realizamos mais e temo um maior senso de propósito.

Nossas atitudes e comportamentos não só afetam as pessoas com as quais interagimos diretamente – como nossos colegas, amigos e parentes, como influência de cada pessoa parece de fato se estender às pessoas em três graus de influência.

Então, quando você usa esses princípios para realizar mudanças positivas na sua própria vida, está inconscientemente alterando o comportamento de um número maior de pessoas.

Então, que tal espalhar o benefício da felicidade em casa, no trabalho e por toda parte?

Fonte: Livro o Jeito Harvard de ser Feliz

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