Diferenciação

Como promover mudanças de forma simples e efetiva


23/03/2022 Veridiano Andrade

Como promover mudanças de forma simples e efetiva:

Estabelecer mudanças em nossas vidas é algo simples, porém, árduo, já que demanda muita disciplina e autocompaixão. Em nossa jornada, iremos ter insucessos e precisaremos recomeçar, não podendo nos autoflagelar por isso. Uma fórmula simples que procuro usar para promover mudanças é a seguinte:

 

  1. Entenda o que quer mudar e crie um sentimento de urgência para isso – o que não quer dizer sair fazendo as coisas sem pensar;
  2. Procure entender se essa mudança está alinhada aos seus valores e propósito, certificando-se se ela faz sentido;
  3. Avalie se você precisará de algo que ainda não tem, ou seja, desenvolver algo em você, alinhando isso a o que deseja. Dessa forma, tomará consciência do que quer mudar.
  4. Desenvolva uma visão do que quer mudar e o que isso lhe trará de benefícios;
  5. Entenda o que você terá que abandonar, ou seja, o que irá perder com a mudança;
  6. Deixe claro para você mesmo como o futuro será diferente, sendo possível torna-lo realizável e melhor;
  7. Faça acontecer e deixe as pessoas importantes impactadas por entenderem o que será essa mudança, para que, assim, elas possam apoiá-lo neste novo caminho. Parece besteira, mas isso fará ter o apoio das pessoas realmente importantes para você;
  8. Entenda o que vai precisar ser feito e não deixe nada que seja indispensável para promover a mudança sendo responsabilidade de outra pessoa que não você. Esta é a sua mudança, então toda responsabilidade de ação deverá ser sua;
  9. Após assumir a responsabilidade, a melhor forma de entender o tamanho dela é planejando as ações que você deverá realizar na busca da mudança. Assim, você saberá o tamanho do esforço e o real tempo necessário para que consiga atingir o seu objetivo

“Esta é a sua mudança, então a responsabilidade de ação deve ser sua.”

 

  1. Estabeleça metas claras, específicas e, independentemente de seu grau de importância, comemore as pequenas conquistas, pois elas o inspirarão a dar o passo seguinte. Comemore a evolução, comparando-a com o dia anterior, e se lembre que devemos dar um passo de cada vez, mantendo o foco no método.
  2. Cuidado com as armadilhas: esteja atento para não se acomodar e se contentar com as conquistas que ainda não geraram a mudança necessária. Cuidado com a sua vontade de não sair da zona de conforto, pois a sua disciplina é que irá dar a consistência e a persistência na busca do próximo passo que levará você ao êxito;
  3. Mantenha os novos comportamentos e certifique-se de que eles serão bem-sucedidos, até que se tornem fortes o suficiente para substituir as antigas tradições, comportamentos ou hábitos.

Pode parecer tudo muito óbvio, mas a mudança não pode ser fruto somente do desejo: ela tem que ser movimentada por uma ambição que fará você agir e buscar comportamentos que evidenciem o caminhar em direção à mudança.

Boa sorte!

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Nunca estenda a mão para quem não te pede


02/02/2022 Cris Jesus

Quando me tornei gerente, esse foi o 1º conselho dado por meu diretor: nunca estenda a
mão para quem não te implora, mesmo que seja seu filho que estiver no fundo do poço. Eu
confesso que fiquei um pouco atordoada com isso e perguntei por que não devemos oferecer
ajuda quando vemos que a pessoa está em situação de necessidade, sendo que a justificativa
mais importante para se ter um negócio é servir aos outros?!
Falando de negócios, é evidente que qualquer empresa nasça para suprir uma necessidade,
sendo assim, sempre pensei que todas as pessoas deveriam focar nesse objetivo de servir e
não tem nada de errado com isso, desde que o líder compreenda que só deve servir quem tem
consciência da necessidade de auxílio. Olhando por essa perspectiva, pude observar nos meus
times de vendas que eu poderia aplicar a teoria de Pareto:
20% do meu time – me imploravam por auxílio e acompanhamento, aproveitavam muito mais
as orientações e atingiam pelo menos 80% do resultado do mês.
80% dele – por mais que eu me dedicasse, não traziam os mesmos efeitos, justamente por
falta dessa consciência da necessidade e, por muitas vezes, sugavam grande parte do meu
tempo e da minha energia.
Ajudar os outros é uma grande premissa para mim, mas hoje completo essa frase: ajudar
quem realmente deseja ser ajudado é que faz uma grande diferença! Aqui, não venho dizer
que não devemos capacitar e encorajar as pessoas do nosso time, acredito que o líder pode e
deve disponibilizar treinamentos, capacitações e acompanhamento para toda a equipe de
forma igual. Sugiro que você, como líder, invista 20% do seu tempo nessa capacitação coletiva
e, dentro disso, identifique aqueles que imploram por uma oportunidade de aprender mais
com você e, daí por diante, ofereça sua mentoria, afinal, eu acredito que o sucesso de um líder
deve ser refletido no sucesso das pessoas que são lideradas por ele.
Pessoas boas precisam e merecem oportunidades e desafios, elas ficam animadas e se
colocam em movimento, assim como pessoas não gratas podem apenas te sugar e parar seu
movimento, te colocando em dúvida sobre a sua capacidade de liderança, te paralisando. Era
sobre isso que meu diretor tanto tentava me explicar, sobre não estender a mão para quem
não pede, pois, essas pessoas, além de não desejarem verdadeiramente sair do fundo do poço,
muitas vezes desejam te colocar lá dentro com elas.
Eu compreendi com isso que o meu papel como líder fundamental é diferenciar a quem
realmente deseja se desenvolver e estabelecer um relacionamento mais próximo dessas
pessoas, para que, juntas, possamos criar movimentos com mais resultados. Observe esses
princípios para desenvolver melhor seu negócio e seu time:
1- Devemos ajudar as pessoas, mas, principalmente, assegurar que elas lutem por sua
própria sobrevivência.
2- Seja um líder que trata bem e encoraja, não compre as desculpas dos seus liderados e
seja parte da solução. Coloque sua energia em ações positivas, as pessoas se sentem
seguras quando sentem a segurança do líder.

3- Não estimule uma atmosfera de rivalidade. Somos todos iguais, então seja um líder
acessível para ouvir seu time.
Seguindo esses 3 princípios, você já conseguirá se destacar como líder e ter maior
colaboração com as ações que deverão ser executadas, sempre lembrando que o melhor líder
é aquele que direciona e desenvolve, e não aquele que faz tudo por todos.

Leia Também: Como ser autêntico sem saber quem eu sou?

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Em um mundo no caos, permita-se ser produtivo sem perder sua humanidade


26/01/2022 Mario Rondon

O mundo mudou? No entanto, ele já não vinha mudando aceleradamente? Como vivenciado por todos, o mundo foi “surpreendido” com a pandemia da COVID-19, e a sua transmissibilidade obrigou os países a se adaptarem rapidamente e de diversas formas, pois o isolamento social, entre outras medidas restritivas, recomendadas pelas autoridades sanitárias para a contenção do vírus, alteraram drasticamente nossa rotina.

Milhões de trabalhadores, da noite para o dia, literalmente tiveram suas atividades profissionais impactadas e se viram obrigados a ajustarem suas vidas a uma nova forma de trabalhar e exercer suas atividades. De acordo com o IBGE-PNADCOVID19, em maio de 2020 eram aproximadamente 8,7 milhões de trabalhadores em atividade remota.

Contudo, sabemos que nenhuma mudança ocorre sem conflitos. Porque, por menores que sejam as mudanças, independentemente de suas causas, quer seja por medo do novo, pela saída da zona de conforto ou necessidade, como no caso da COVID-19, ver a vida profissional e pessoal se entrelaçarem e não conseguirmos equilibrá-las ou, ao menos, manter satisfatório o nível de bem-estar e saúde mental, foi, e continua sendo, um grande desafio no contexto pandêmico.

A despeito de nossas mais positivas expectativas, e de nosso otimismo frente às dificuldades, não é possível mudar o cenário atual, no momento em que o impacto abalou agressivamente nossa forma de trabalhar, estudar e de se relacionar. Porém, é possível se estabelecer uma reflexão acerca da problemática de como propor intervenções que possam ser úteis e saudáveis na intenção de mantermos bons desempenhos, em busca de excelentes resultados, garantindo boa qualidade de vida.

O estresse, a ansiedade e a depressão foram algumas das grandes questões que se apresentaram ao longo das “ondas da COVID-19”, como

descrevem Lima e Rios (2020):

A primeira [onda] trata da pandemia em si, com os adoecimento e mortes pelo vírus. Já a segunda refere-se ao colapso do sistema de saúde, com a superlotação dos hospitais e a incapacidade de atendimento a todos os doentes do novo coronavírus. A terceira está relacionada ao agravamento de outras doenças crônicas pelo não tratamento durante a pandemia, fazendo com que pacientes que deixaram de lado os cuidados e consultas rotineiras em razão do isolamento social piorem o quadro clínico ou até mesmo morram.

Além dessas três ondas, que ocorreram de forma concomitante, tem-se a ocorrência da quarta. Sabe qual é? A das doenças mentais. Triste e verídico, pois as doenças mentais foram as grandes vilãs desse momento, como depressão, transtorno de ansiedade e estresse.

Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 23 estados, “mostra que os casos de depressão aumentaram 90% já no início da pandemia no Brasil”, sendo esta a principal causa de suicídio (LIMA E RIOS, 2020).

Assim, nessa “ realidade imposta”, surgiram desafios que exigiram formas diferentes de pensamento, planejamento, organização e uma reorganização de nossas estratégias em busca de resultados produtivos, nos fazendo, em um jargão aeronáutico, “trocar o pneu do avião com ele voando”.

Fomos obrigdos a aprender a lidar com os desafios das ondas da pandemia, do modo como elas vinham se mostrando, além de termos que recriar a nossa necessidade de apresentar bons resultados e, o mais desafiador, o desejo de serem mantidas equilibradas nossas saúdes física, mental, emocional e espiritual.

Por mais que nos considerássemos prontos, a COVID-19, em muitos momentos, escancarou a nossa dificuldade, para não dizer impotência, em desenvolver um mentalidade produtiva, mantendo níveis satisfatórios de equilíbrio em nossas vidas.

Em vista disso, corroborando com tal fato, em maio de 2021, o Portal de Notícias da Globo exibiu uma reportagem com o título “Produtividade aumenta em home office, mas bem-estar está em queda”. Esse editorial apontou que a inquietação em ser cada vez mais produtivo, para além do vírus, levou as pessoas a estados críticos de adoecimento, não sendo possível equilibrar bons desempenhos no trabalho com o bem-estar pessoal.

De acordo com essa matéria, os profissionais se reconheceram, curiosamente, mais produtivos, ao mesmo tempo em que admitiram dificuldades para equilibrar a vida profissional e pessoal, sentindo-se sobrecarregados, cansados e exaustos.

Bauman (1998, p.33), já muito antes da pandemia de 2020, denominou esse novo momento de “a nova desordem do mundo” e alertou para a ‘grande batalha’ entre dois modelos de pensamento: o da era moderna, que prezava pela certeza e pela segurança das estruturas, na defesa de uma planejamento desenhado para um mundo estável, e o da era pós-moderna, com sua constante e inveitável complexidade, vulnerabildiade, incertezas e ambiguidades.

Então, como propor alternativas para combater os desafios impostos pelas diversas ondas desse momento que passamos? Uma das possibilidades viáveis é o desenho de uma ‘produtividade humanizada’, mas sempre acho estranho usarmos palavras como “humanizada”. Faz-me pensar que, nós, seres humanos, não nos tratamos como tal, pois, pense você: não temos deixado de lado, em diversos momentos, essa grande característica de sermos humanos em detrimento da obrigação de estarmos sempre bem e produzindo? Assim sendo, precisamos cuidar mais de nós.

Tal modelo de produtividade, a humanizada, não retira a importância de resultados efetivos, muito pelo contrário, enfatiza que cada pessoa possui áreas de vida que precisam ser respeitadas e trabalhadas de maneira singular e integrada, com o intuito de garantir saúde física, mental, psicológica, econômica e espiritual, contribuindo para o aumento do engajamento desses profissionais, além de, consequentemente, ótimos resultados para as

organizações.

O foco, portanto, de uma mentalidade humanizada em nossa produtividade, deve ser direcionado para a melhora no desempenho pessoal, cuidando de importantes necessidades do ser humano, além de garantir autonomia, condições de crescimento e reconhecimento das competências individuais, no lugar de tratar as pessoas como meras máquinas.

Porém, ainda assim, abre-se aqui outro questionamento: como gerenciar adequamente, e de forma customizada, ações, tarefas e energia, no intuito de gerir bem o tempo para aprimorar a produtividade e engajamento das equipes em equilíbrio à qualidade de vida das pessoas?

Como defendem Magaldi e Salibi Neto (2020, p. 38), nesse novo ambiente, com mudanças cada vez mais velozes e incertas, e com demandas complexas e imprevisíveis, a essência de uma estratégia, que permita às pessoas um melhor desempenho na gestão de seu tempo e, como consequência direta, melhores resultados, não consiste fundamentalmente que o redesenho seja da empresa, do setor ou dos processos, mas em uma dinâmica comportamental de cada pessoa.

Desse modo, ao se falar de produtividade humanizada, faz-se fundamental um ajuste no modelo de priorização de atividades, tarefas e projetos, com a utilização de métodos adequados para o gerenciamento do tempo, no intuito de promover qualidade de vida às pessoas a despeito de qualquer desafio ou crise existentes. O emprego de uma mentalidade ágil, no sentido de capacidade de adaptação, é primordial para que valores defendidos por esse movimento possam redesenhar a cultura da empresa. Logo, para que seja possível um bom equilíbrio entre qualidade de vida e bom desempenho da equipe, é necessário:

  1. Dar atenção aos indivíduos (clientes internos e externos) e às interações, mais do que para processos e ferramentas;
  2. Ocupar-se em gerar valor de seu serviço ou produto para o cliente, mais do que se ocupar com procedimentos engessados;

Olhar para o seu cliente, colaborar com ele (seja interno ou externo),

  1. mais do que ficar preso a contratos e pensamentos medíocres nos relacionamentos;
  2. Estar apto a responder a mudanças, mais do que estar restrito a planos.

Em resumo, pode-se dizer que o mundo mudou, está mudando e você poder se permitir crescer junto a ele!

Leia Também: O seu poder em liderar está nas relações, por uma liderança relacional forte

 

 

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Como ser autêntico sem saber quem eu sou?


19/01/2022 Fernanda Assis

Como ser autêntico sem saber quem eu sou? Foi com essa provocação que terminei o último artigo “Pare de fazer Marketing e seja autêntico!” Essa é uma frase que deixa a gente com a “pulga atrás da orelha”, se perguntando: “Como assim?”

Saber quem você realmente é não diz respeito apenas ao nome, profissão, filiação, etc. É muito mais! O autoconhecimento é um resgate da nossa história, valores, crenças e, também, do entendimento da nossa missão no mundo. Quem inicia essa jornada, sabe que ela tem começo, mas não tem fim, e a recompensa vem a cada superação de desafios que encontramos no caminho. 

Naquele artigo, defendi que as pessoas se relacionam com outras e não com marcas e que, por isso, as empresas também precisam desenvolver características humanas. Portanto, os negócios devem passar por um processo de autoconhecimento para descobrir quem são, onde estão e como desejam fazer a diferença no mundo.

TESTE DE AUTENTICIDADE

Para isso, proponho um rápido TESTE DE AUTENTICIDADE*, que deve ser respondido com SIM ou NÃO. Seja 100% verdadeiro em suas respostas, combinado? Então, vamos lá!

  1. VOCÊ SENTE QUE ESTÁ LEVANDO A MENSAGEM CERTA PARA A SUA AUDIÊNCIA NAS REDES SOCIAIS?
  2. VOCÊ SENTE QUE ESTÁ SENDO VOCÊ MESMO, AO INVÉS DE SER UM PERSONAGEM PROFISSIONAL?
  3. VOCÊ SE SENTE ORGULHOSO DO SEU POSICIONAMENTO NA INTERNET?
  4. VOCÊ SENTE QUE A SUA MARCA TEM A SUA ESSÊNCIA?
  5. VOCÊ TEM UM PROPÓSITO CLARO PARA O SEU NEGÓCIO?
  6. VOCÊ REALMENTE É APAIXONADO PELOS PRODUTOS/SERVIÇOS QUE VENDE?
  7. VOCÊ EXERCE UMA LIDERANÇA BASEADA EM VALORES QUE ACREDITA?
  8. VOCÊ SENTE QUE SEU NEGÓCIO TE TRAZ FELICIDADE E FAZ SEU OLHO BRILHAR?
  9. VOCÊ FALA A VERDADE PARA OS SEUS CLIENTES, MESMO QUE, COM ISSO, PERCA A SUA VENDA?
  10. VOCÊ SE SENTE UM LÍDER DE VERDADE, DENTRO DO SEU NEGÓCIO?

Resultado

Agora, some quantas perguntas você respondeu “sim” e quantas respondeu “não”.

Você deve ter notado que a resposta ideal para todas as perguntas é “sim”, mas fique calmo se, em algumas perguntas, você tiver respondido “não”. Chegar neste nível de autenticidade leva tempo, e o caminho é o autoconhecimento como expliquei acima.

É preciso dizer: todos nós, pessoas ou empresas, somos fortemente influenciados pelo ambiente em que estamos inseridos. Isso quer dizer que, se o seu negócio faz parte de um mercado extremamente competitivo, você também precisa ser, ou então vai ficar para trás. Ser competitivo não significa abrir mão dos valores e crenças que norteiam a sua existência. Vou dar um exemplo:

Uma empresa varejista compete com seus concorrentes para ter o melhor preço. Então, para reduzir os seus custos, ela reduz a qualidade da matéria-prima, paga mal seus colaboradores e estipula altas metas para os seus vendedores. No entanto, se essa empresa tem como valor o respeito ao cliente e às pessoas, esse comportamento não faz o menor sentido. É possível reduzir custos e aumentar as margens de lucro, tornando os processos mais eficientes, diminuindo perdas, treinando melhor a equipe, etc. Ou seja, empresas autênticas possuem um discurso congruente com suas ações. Então, a dica de hoje é: faça uma reflexão a partir das respostas que você deu no teste acima, esee é o primeiro passo rumo ao Marketing com mais AUTENTICIDADE.

Espero que você tenha ficado bastante pensativo (a) após esta leitura. Isso é o que chamamos de INCÔMODO PRODUTIVO, algo que aprendi durante minha formação como Educadora Executiva. Por fim, é importante mencionar que só avançamos para o próximo nível quando superamos nossa ZONA DE INCOMPETÊNCIA.

No próximo artigo, continuaremos com os próximos passos do Marketing com Autenticidade. Até breve!

*Este teste de autenticidade é de autoria de Pedro Supperti, fundador movimento MKT de Diferenciação e autor de “Ouse Ser Diferente”.

Fernanda Assis é coordenadora geral da Agência Propagare Marketing Digital e Educadora Executiva, com 10 anos de experiência em comunicação e marketing.

Leia Também: Gestão dentro da porteira: a riqueza do Brasil corre sérios riscos

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Gestão dentro da porteira: a riqueza do Brasil corre sérios riscos


12/01/2022 Cristiano Grade

Vamos falar do agro? Do agro dentro da porteira, que são as inúmeras empresas formadas de CPF’s espalhadas pelo Brasil?

Normalmente, quem está distante desse universo, imagina essa atividade como sendo muito tranquila, às vezes até bucólica, simples, em que basta plantar, colher, vender e pronto, mas, para quem está mais perto da atividade ou, literalmente, inserido nela, a vivenciando na pele, no dia a dia, sabe que o setor precisa se reinventar todos os dias, tornando a atividade emocionante, para não dizer outra coisa.

Ao tratar o assunto gestão de riscos no agro, trazemos à tona todos os desafios que o setor enfrenta. Estar em um setor da economia que só cresce e é importante para o país, e mais ainda para o mundo, pois estamos tratando também de alimentos, torna tudo mais complexo e, ao mesmo tempo, apaixonante.

Só que o que é gerenciamento de risco? Alguns conceitos precisam ser bem explicados e, quando falamos em risco, estamos falando de algo que pode gerar alguma consequência. Sabemos que ele existe e suas probabilidades, o que é totalmente diferente de incerteza, que é algo que não conseguimos identificar e não sabemos quais serão os seus resultados, portanto, risco é gerenciável. O que não se conhece e não se mede, não se gerencia.

A gestão de risco consiste em identificar, analisar, planejar, monitorar e controlar o risco, e quais são os principais riscos envolvidos no agro? A seguir, temos alguns deles:

Risco Estratégico: está ligado às questões de planejamento estratégico, ao clima organizacional, sustentabilidade, sucessão e a toda tomada de decisão.

Risco Operacional: diz respeito principalmente à operação em si, no que tange toda a parte agrícola, clima, segurança do trabalho, pragas e todas as pessoas envolvidas na operação.

Risco de Mercado: do que adianta produzir, se não se sabe como vender. A comercialização entra nesta categoria, assim como o mercado futuro e a necessidade de fazer proteção (hedge).

Risco Legal: aspectos jurídicos, legislação trabalhista e ambiental e toda a parte tributária.

Risco Financeiro: traz aqui o enfoque em crédito e liquidez, orçamentos, juros e câmbio.

Dentro de cada categoria, temos facilmente várias subcategorias, divididas pela complexidade do negócio. Isso quer dizer que problemas complexos requerem soluções complexas e, principalmente, criativas, assim é o agro. Todos os riscos têm sua relevância, como, por exemplo, acompanhar a movimentação do mercado é importante, pois essa movimentação está ligada aos preços, o que afeta diretamente a receita. Este risco pode ser mitigado, olhando os cenários e realizando as travas de preço, sendo essa uma medida de controle. O clima pode ser monitorado com o uso de ferramentas de meteorologia, essa também é uma medida de controle, pois afeta no planejamento agrícola e na produtividade.

Só que, quando vamos mais a fundo e colocamos o dedo no risco financeiro, percebe-se que ali tem muito mais com o que se preocupar, pois tudo que envolve esse processo vai além da produtividade e da receita. Estamos falando do resultado operacional (receita menos custos e despesas), que é o indicador que mostra se o negócio tem liquidez e, principalmente, se sustenta (aqui, a gestão ganha um pouco mais de complexidade). Fica claro que buscar um olhar estratégico, baseado em informações, nunca foi tão necessário. O agro é pop, é tech, é tudo, sim, mas requer evolução na gestão. Lembre-se, então, que bons resultados podem mascarar ineficiência e o que não se mede não se gerencia.

Empresários quebram em momentos bons e não nos ruins, pois a consequência nunca vem de imediato, ela aparece no futuro. É necessário entender que o mercado é cíclico e as decisões precisam ser tomadas com um pensamento estratégico e de longo prazo. Os negócios precisam se sustentar e os líderes terão papel fundamental na manutenção da sustentabilidade. Eles precisam criar ambientes onde as pessoas se sintam bem e consigam empregar o seu melhor, além disso, precisam de inteligência para entender todos os contextos e capacidade de liderar em ambientes dinâmicos e, às vezes, turbulentos.

A produção agrícola cresceu, mas a gestão ainda é tratada por muitos como há 20 anos. Já somos digitais, com máquinas que conversam entre si, e a tecnologia auxilia para prever o clima, para gerar economia de água e outros insumos. O mercado é global e as informações são muito acessíveis, no momento em que vivemos um agro de muita inovação, produtividade e competitividade.

Como se resolve isso? Com gestão, alicerçada em três pilares:

Pilar 1 – Pessoas: empresas, inclusive as rurais, são feitas de gente trabalhado com gente para atender gente, logo, são as pessoas o grande diferencial desse negócio. Os líderes terão o grande desafio de criar ambientes favoráveis ao engajamento, que estimule a inovação e a cooperação, e é preciso também desenvolver pessoas para que elas sejam protagonistas com propósitos e que realmente façam a diferença para a empresa e para as suas vidas. Os líderes precisarão ter cada vez mais inteligência emocional e contextual para se adaptar e ter uma visão ampla das coisas, principalmente, para a tomada de decisão.

Pilar 2 – Processos: ter processos definidos é o que determina o futuro da empresa, demonstra maturidade de gestão e a preocupação com a sustentabilidade do negócio. Todo negócio precisa ter processos bem definidos, isso dá agilidade, previsibilidade, acuracidade, facilitando a gestão e a tomada de decisão, tudo baseado em um Planejamento Estratégico, que funciona como uma bússola para dar o norte aos gestores. Uma curiosidade: a palavra processo vem do latim procedere, que é o mesmo que seguir a diante.

Pilar 3 – Tecnologia: a tecnologia já é empregada no agro há muito tempo e isso tem trazido um impacto que vai da qualidade até a competitividade. Estamos muito mais eficientes no campo, produzindo mais com menos, devido ao uso da tecnologia. O grande desafio é, ainda, utilizar a tecnologia para o planejamento e gestão, mas a boa notícia é que ferramentas não faltam. Ter a ferramenta como aliada é bastante necessário à sobrevivência do negócio. Ainda, os controles precisam sair do “caderninho” e os dados transformados em informação, para o auxílio na tomada de decisão.Por fim, não resta dúvida que o agro se destaca, principalmente, pela resiliência, pois consegue driblar todas as dificuldades climáticas, de crédito, de gestão e se reinventa a cada ano, recomeçando cada vez que dá errado, mas é preciso atenção, pois o cenário muda e tudo é cíclico.

O agro é a riqueza do nosso país, porém, sem gestão e sem planejamento de longo prazo, ela fica à mercê da sorte. Vamos juntos mudar isso?

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COMUNICAÇÃO ORAL EFICAZ


08/12/2021 Wanderlei de Brito

 

FALAR E COMUNICAR É A MESMA COISA?

Desde os tempos de acadêmico da comunicação, venho observando como as palavras FALAR e COMUNICAR são usadas como se tivessem o mesmo significado. O que não está errado, pois o dicionário informa que comunicar é sinônimo de falar. Na prática, porém, eu posso falar e não me comunicar, no caso da oralidade. É preciso, então, nesse caso, considerar o que seria a comunicação como processo.

Penso que FALAR está associado à ação de articular sons, emitindo palavras com um significado pré-definido. Esse ato ocorre a partir do nascimento do ser humano, sendo que, por imitação, ouvimos e repetimos sons, dando-lhes sentido. No popular, vamos ter uma pessoa que fala muito ou pouco, dependendo do número de palavras emitidas.

Escola E3: Comunicação Oral

 

Já COMUNICAR vai muito além. Temos, nesse caso, um procedimento complexo. Para sua configuração, precisamos de três elementos: emissor, receptor e mensagem. Ainda, o mais importante – o receptor precisa entender a mensagem. Ou seja, o processo de comunicação precisa de, no mínimo, duas pessoas. O emissor codifica a mensagem de maneira clara e objetiva, e o receptor pratica uma escuta ativa para receber e decodificar essa mensagem. Então, na prática, não dependemos apenas de uma oratória eficaz, mas também de uma escutatória consciente. 

Partindo do pressuposto de que comunicação é a troca de mensagens, pode-se dizer que o processo comunicacional é, antes de tudo, uma práxis objetiva. Trata-se de uma habilidade aprendida, uma habilidade exclusivamente humana, que ocorre a partir da linguagem, que é também uma capacidade que pertence apenas ao ser humano. Assim, como o ser humano é eminentemente social, isso é, incapaz de viver isolado e solitário, decorre daí o fato de esse ser um fenômeno social. Este aspecto social não está restrito, contudo, como muitas vezes reiterada, apenas se apresenta limitado à perspectiva da comunicação de massas. No âmbito pessoal, vai além do falar (comunicação verbal), pois temos mais forte a linguagem corporal e o som da voz (comunicação não-verbal).

Uma pesquisa realizada na Universidade da Pensilvânia indicou que: as palavras representam 7% na comunicação de uma mensagem, sendo que a voz representa 38% e o corpo representa 55% da comunicação. Devemos lembrar que, na comunicação escrita, o leitor imagina aquilo que lê e, na comunicação verbal, é o comunicador o responsável por colocar a emoção e as imagens na mente do ouvinte.

O que precisamos ter claro, contudo, é a existência de uma íntima relação entre os processos comunicacionais e os desenvolvimentos sociais. Isso porque a comunicação, ao permitir o intercâmbio de mensagens, concretiza uma série de funções, e dentre elas, temos: informar, constituir um consenso – ou, ao menos, uma sólida maioria – persuadir ou convencer, prevenir acontecimentos, aconselhar com relação a atitudes e ações, constituir identidades e até mesmo divertir.

Comunicação, portanto, é um processo que exige conhecimentos e práticas de técnicas. Ocorre quando o emissor emite uma mensagem ao receptor, que interpreta e dá um feedback, completando-a. Para Duda Mendonça, “comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende”, e completo dizendo que, na comunicação ORAL, não é só o que você diz, mas como você diz, pois ficará muito mais forte a comunicação não-verbal nesse momento. A diferença entre falar e comunicar é enorme. 

Escola E3: Inclusão Digital

QUAL É A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE COMUNICAÇÃO ORAL E COMUNICAÇÃO ESCRITA?

A comunicação oral é a mais completa, mais cheia de emoção e tem um maior impacto. Por isso, exige mais do emissor. Na comunicação escrita, o receptor está ausente e terá que interpretar o aspecto subjetivo da mensagem. Já na comunicação oral, o emissor será responsável por dar vida à mensagem, pois utilizará, além da comunicação verbal, toda força emocional da comunicação não-verbal. Nosso sistema educacional tradicional não privilegia o desenvolvimento da habilidade de comunicação oral, sendo quase todo desenvolvido com comunicação escrita. Por isso, torna-se necessário buscar esta prática em cursos especiais.

Passadori argumenta que “apesar de todo avanço tecnológico dos meios de comunicação, sobretudo da internet e da disponibilidade de recursos audiovisuais, teleconferências e estrutura de telecomunicações, as pessoas se mantêm em contato direto, se reúnem, discutem, conversam, debatem, falam, ouvem e nunca deixarão de fazer isso”. Ainda, de 16 competências que tornam um profissional relevante em seu ambiente de trabalho, Cláudio Queiroz, mestre em administração de empresas, aponta que a maioria tem relação direta ou indireta com a comunicação. 

Você encontrará, nessa relação, formas mais tradicionais – apesar de nem sempre bem trabalhadas – como a comunicação escrita e falada, mas o tema também aparece em gestão da informação, liderança, negociação, orientação ao cliente, orientação ao resultado, relacionamentos interpessoais (isto é, com os outros) e intrapessoal (consigo mesmo), além de tomada de decisão. Portanto, para todas serem bem exercidas, o domínio da comunicação é necessário, é matéria interdisciplinar, pois facilita a exposição das demais competências (KYRILLOS; JUNG).
Comunicação – do latim – communicare, que tem o significado de: trocar opiniões, partilhar, tornar comum, conferenciar. Pode ser realizada por meio do contato físico (abraços), da expressão corporal (gestos) e sistemas simbólicos. O homem pode se comunicar tanto verbalmente, como não- verbalmente. A comunicação é uma necessidade essencial, pois é percebida a partir do contato entre dois ou mais seres humanos e pode ser descrita pelo termo conversação. A comunicação representa um processo primário, ela é uma forma de interação, com produção de sentido entre os seres humanos. É um processo constituinte da sociedade, ou seja, não é que exista sociedade e depois haja comunicação entre as pessoas, a sociedade passa a existir no processo de comunicação. A própria existência do ser humano, dotado de inteligência, linguagem, consciência, é um produto da comunicação.

Escola E3: Desenvolvendo Comunicação

 

 

COMO DESENVOLVER UMA COMUNICAÇÃO ORAL EFICAZ?

Você já parou para analisar quais são as pessoas que se destacam nos grupos de amigos? Nas empresas? Na família? Quando paramos para fazer essa análise, percebemos que, muitas vezes, destaca-se aquele que se comunica melhor, e não necessariamente quem sabe mais. Uma matéria da BBC Capital, em 2017, revela, a partir de uma pesquisa da Universidade de Chapman, que o medo de falar em público é a maior fobia entre os participantes, sendo que 25% deles tinha medo de falar diante de uma plateia. Na mesma publicação, o famoso bilionário Warren Buffet diz que um curso para aprender a falar em público foi, em parte, responsável pelo seu sucesso (SMEDLEY, 2017).

“Numa época em que as ideias certas, apresentadas de forma certa, podem correr o mundo na velocidade da luz, gerando cópias de si mesmas em milhões de mentes, é extremamente útil criar os melhores meios” (ANDERSON). Para verbalizar seus conhecimentos e opiniões, torna-se necessário desenvolver uma comunicação eficaz, potencializando recursos pessoais e complementares para se expressar com espontaneidade, naturalidade e objetividade.

Dois elementos importantes para um bom comunicador são: naturalidade e entusiasmo. Ser artificial ou imitador baixa o nível de comunicação. Além disso, o envolvimento com o tema torna a comunicação mais eficaz e, as falhas cometidas em outros aspectos da comunicação, tornam-se menos relevantes. O segredo do bom comunicador exige disciplina, trabalho e preparação, e é importante ter algo de concreto a dizer e muito envolvimento com o tema. Trabalhar a objetividade e o ordenamento das suas ideias irá potencializar sua mensagem oral.

No caso da comunicação oral, sempre temos, como figura central, quem está fazendo a exposição com recursos pessoais (linguagem corporal e voz), mas podemos completar e ilustrar essa comunicação com recursos complementares, que podem colaborar com esse processo. Entre os principais, pode-se destacar a eficiência ilustrativa do slide e o bom uso do microfone. Considere também o formato da comunicação: informativa, entretenimento ou persuasiva.

 

A competência comunicativa é uma das características de quem exerce a liderança em qualquer setor: na família, entre amigos, na atividade política, religiosa ou empresarial. Podemos afirmar que os empresários, nas reuniões com os pares, e os estudantes, nas apresentações de trabalhos, têm como ferramenta básica a palavra, cuja utilização adequada auxiliará o sucesso na exposição.

“Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência na comunicação”.

Escola E3: Comunicação Oral

O desafio é conhecer e praticar recursos pessoais e complementares da comunicação oral para que a mensagem chegue sem ruídos. A exemplo do que faz um músico quando prepara uma música nova, o treinamento intenso faz toda diferença na qualidade final, bem como aumenta a desinibição na hora da apresentação, demonstrando, dessa forma, mais naturalidade. Ainda, o significado dessa mensagem vai além dos códigos verbais da comunicação, pois seu maior significado vai estar na comunicação não-verbal.

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As cinco linguagens da valorização pessoal


01/12/2021 Flavia Elita

Qual é a importância da valorização pessoal?

A primeira valorização que de fato precisamos não é das pessoas à nossa volta, mas sim, A NOSSA, pois, quando nos valorizamos verdadeiramente, acabamos nos enxergando de maneira mais positiva. Nem eu, nem você ou qualquer outra pessoa gostaria de dedicar o seu melhor, o seu tempo, conhecimentos, experiências e habilidades e passar em branco a vida, não é mesmo?

Pensando nisso, precisamos reconhecer e listar quais são os nossos talentos, talentos, competências, resultados, esforços e, com isso, conquistarmos a autoconfiança para mostrar o nosso melhor ao mundo. Esse tipo de sentimento pode ser classificado como autorreconhecimento e é fundamental na nossa carreira, se estendendo a todas as áreas da nossa vida.

Só depois dessa autoanálise, precisaremos do reconhecimento das pessoas à nossa volta para nos sentirmos bem, importantes, amados e respeitados. Esse olhar de cuidado pode vir por meio de um elogio de um colega, de um feedback público do seu chefe, liderado ou colaborador, de uma promoção de cargo e/ou salário, ou mesmo de um amigo, parente ou desconhecido.

Em vista disso, essa filosofia pode ganhar grande relevância na empresa em que trabalha. No âmbito pessoal, esse tipo de lógica de pensamento também tem grande destaque, pois, contribui diretamente para melhorar nossa autoestima.

Eu, quando finalizo um atendimento ou uma aula, sempre recebo o reconhecimento de alguém, podendo ser por meio de abraços ou mesmo pelas palavras positivas que as pessoas dirigem a mim verbalmente ou por escrito. Isso não tem preço e não tem nada a ver com ego, mas com propósito e missão, e me faz muito feliz, pois esse é um verdadeiro sinal de que estou indo no caminho certo!

A famosa apresentadora de TV, Oprah Winfrey, fez um lindo discurso durante uma colocação de grau em uma das turmas da Harvard University. Ela disse o seguinte:

“Tenho que dizer que a lição mais importante que aprendi em 25 anos, conversando todos os dias com as pessoas, foi a de que existe um denominador comum em nossa experiência como seres humanos. O denominador comum que encontrei em cada entrevista é que queremos obter aprovação. Precisamos ser compreendidos. Fiz mais de 35 mil entrevistas em minha carreira e, assim que a câmera é desligada, todo mundo se volta para mim e inevitavelmente, cada um do seu jeito, faz a seguinte pergunta: “foi bom? ” Escutei isso do Presidente Bush, escutei isso do Presidente Obama, escutei isso de heróis e de donas de casa, escutei isso de vítimas e de criminosos. Escutei isso até da Beyoncé, de cima de seu salto alto…[Nós] todos queremos saber uma coisa: ‘Foi bom? ’ ‘Você me escutou? ’ ‘Você me viu? ’ ‘O que eu falei fez sentido para você? ’

Neste trecho do discurso da Oprah, o que fica claro é um ponto em comum: a valorização. Quando nós demonstramos que valorizamos alguém (seja um colega de trabalho, um cliente, um gestor, um amigo, um parceiro) estamos mais abertos a confiar e a nos conectarmos uns aos outros.

A seguir, veja algumas dicas práticas sobre como valorizar as pessoas, tanto no âmbito profissional, como no pessoal. Essas são algumas dicas simples, e você pode começar a aplicá-las hoje mesmo:

 

1- Ouvir:

Essencialmente, ponha o celular de lado e esteja presente e converse olhando nos olhos da pessoa. Ouvir é diferente de escutar. É prestar atenção e conduzir uma conversa com empatia, doando o seu tempo para o outro.

2 – Diga às pessoas o que você valoriza nelas:

Quando você deixa claro o que valoriza em um colega de trabalho, isso significa que você tirou tempo para observar e pensar nas qualidades que ele tem. Esse é um presente valioso e pode impactar positivamente em sua relação com a equipe, fortalecendo e criando laços de confiança.

3 –  Veja se as pessoas estão bem:

Pergunte às pessoas se elas estão bem, mas não com aquele diálogo para iniciar a conversa. Pergunte demonstrando interesse de entender qual é o momento que as pessoas da sua equipe estão vivendo e mostre que você realmente se importa em saber como elas estão.

As cinco linguagens da valorização pessoal

Segundo o autor Gary Chapman, o amor se associa com a valorização. Na primeira versão de seu estudo, o famoso livro As 5 Linguagens do Amor, fortemente voltado para casais e diversos tipos de relacionamento, coloca que amar é sinônimo de valorizar.

Ou seja, se eu amo alguém, isso significa que eu quero valorizar essa pessoa e, com isso, fazê-la se sentir especial ou importante em algum aspecto. Seus estudos continuaram com alguns outros focos, mas sempre falando do Amor enquanto Valorização até que Gary escreveu As 5 Linguagens de Valorização Pessoal.

Nessa obra, Chapman propõe uma visão mais equilibrada e, consequentemente, menos romântica a respeito do valor que cada pessoa possui para a outra nos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais. Neste momento, ficou bem mais “tranquilo” trazer este estudo para a contextualização de fenômenos no ambiente de trabalho e, principalmente, na liderança.

As pessoas possuem distintas linguagens de valorização, sendo extremamente importante conhecer qual é o método mais eficaz para valorizar cada pessoa, a fim de que haja um maior efeito do reconhecimento dado em relação ao desejado.

Quando entendemos que cada pessoa vive seus dilemas particulares e tem seu jeito de ver a vida e interpretar as experiências de acordo com o seu repertório, fica mais fácil nos relacionarmos de maneira mais leve. Assim, a forma como nos conectamos uns aos outros é uma das mais poderosas chaves para que isso aconteça.

As obras focam exatamente em como identificar com qual linguagem seremos mais assertivos ao nos conectarmos com as pessoas à nossa volta. Sendo elas: “As 5 Linguagens do Amor” – Um livro voltado ao âmbito dos relacionamentos pessoais, em que a associação da palavra amor possui um sinônimo com a palavra valorização;

“As 5 Linguagens de Valorização Pessoal” – Há uma interpretação menos romântica sobre como cada pessoa se sente valorizada e entrega valor para o outro. Dessa forma, fica um pouco mais fácil levar esse conceito para o mundo organizacional, visto que, aparentemente, temos uma certa dificuldade de falar abertamente sobre essa palavra cheia de significado que é o amor. Isso porque o estresse, a correria e a competição do mundo corporativo acabam influenciando o comportamento e os sentimentos das pessoas para que se sintam mais valorizados e a terem relações gratificantes no ambiente profissional.

Temos consciência de que ficamos mais tempo com os nossos colegas de trabalho do que com a nossa própria família, sendo frustrante passar o dia com pessoas completamente estranhas, sem ter a possibilidade de fazer amizades duradouras e criar vínculos verdadeiros.

Desse modo, as cinco linguagens do amor ou as cinco linguagens de valorização pessoal têm um papel fundamental em nossas vidas, pois, quando usadas adequadamente, viabilizam conexões mais profundas, que geram melhores resultados e integram verdadeiramente as pessoas. Posto isto, entenderemos, a seguir, quais são essas cinco linguagens.

1. Palavras de afirmação

Acredito que você já observou que existem pessoas que se sentem extremamente envaidecidas e valorizadas quando recebem palavras com mensagens positivas e elogios. Estou certa disso?

Então, desde já, posso ser sincera com você. Essa é a minha linguagem do Amor/da Valorização que mais me conecta com as pessoas, pois indica que estamos no caminho certo e que, o que fizemos ou fazemos, têm um propósito, e esse propósito está sendo alcançado.

Falar palavras de afirmação para alguém requer certo nível de empatia, e é por isso que, quando elogiamos ou encorajamos alguém, é importante que essas palavras sejam autênticas.

Exemplo:

  • Estou muito feliz por vocês fazerem parte da nossa equipe.
  • Você está radiante com essa roupa.
  • Você está com um desempenho maravilhoso. Parabéns pelo seu esforço e empenho!

Esse perfil de linguagem de valorização mostra pessoas que se sentem mais reconhecidas e valorizadas quando recebem palavras que emitam mensagens de reforço positivo, encorajamento ou motivação.

No entanto, é EXTREMAMENTE importante salientar que as palavras em si correspondem apenas ao conteúdo literal de uma mensagem. Isto é, é necessário observar o seu tom de voz e expressão facial e corporal, pois eles são canais muito poderosos e que também compõem e transmitem mensagens.

Perceba que, algumas vezes, nossas palavras dizem uma coisa, enquanto o nosso tom de voz afirma outra completamente diferente. Podemos, por esse motivo, enviar mensagens dúbias ou incongruentes, afetando, assim, toda a comunicação. Dessa forma, cabe, ao bom comunicador, alinhar o seu tom de voz e a sua linguagem corporal às palavras que ele verbaliza. Tenha muito cuidado, pois elogiar por elogiar, sem sinceridade, pode ser devastador e influenciar sua conexão com pessoas que tenham perfil.

2. Tempo de qualidade

Podemos observar que hoje, no mundo digital, a linguagem de valorização é a que menos está sendo valorizada nos últimos anos. Esse tipo de linguagem tem a ver com a atenção e o tempo que são dedicados a elas.

Tem a ver com passear juntos, escutar, dividir bons momentos e olhar no olho.

Também tem a ver com conceder a nossa total atenção à pessoa que queremos valorizar.

Por isso, enquanto as palavras de afirmação focalizam o que queremos dizer, o ato de ceder o nosso tempo e atenção para o outro focaliza em nossa disposição para ouvir.

Então, dentro das cinco linguagens do Amor ou cinco linguagens de Valorização Pessoal, o tempo de qualidade está na nossa capacidade de se dedicar a alguém com total atenção, sem interrupções, sem ficar olhando o WhatsApp, o Instagram ou os e-mails, ou atendendo o telefone quando alguém está te pedindo atenção.

É, a partir delas, olhar nos olhos, sem ficar desviando o olhar para prestar atenção na TV ou em algo que está à nossa volta. É uma conversa com uma escuta real.

Além disso, o aspecto do tempo de qualidade implica presença, não só física, como também a presença da conexão. Só que um cuidado muito importante a se ter é quanto à consciência do tempo que você tem e quanto você está realmente dedicando desse tempo às pessoas que deseja ou precisa valorizar.

3. Presentes

Gary Chapman observou que, em todas as culturas, o ato de presentear faz parte do processo de reconhecer e valorizar as pessoas com as quais nos relacionamos.

Na realidade, este processo vem sempre acompanhado do ato de conceder algo (tempo, elogios, carinho), só que, para algumas pessoas, há diferença quando o que é cedido pode ser tocado, não importando, na grande maioria das situações, se é caro ou se é barato. O que importa é o símbolo concreto, visual e palpável dessa ação.

Você muito provavelmente deve ter em sua casa um ou mais presentes que recebeu há muito tempo e que, se os ver ou e os tocar agora, com certeza, despertará em você boas memórias. É experimentada, dessa maneira, a sensação de ver amor /valorização materializado em um objeto.

A grande sacada de quem tem pessoas ao seu redor que gostam de receber presentes é não esperar datas especiais para presentear. Então, sempre que possível, faça uma surpresa para essa pessoa com um mimo ou algo que a faça compreender que você está dando aquele presente porque se lembrou dela.

Exemplo:

  • Traga uma lembrança da viagem que você fez
  • Dê um livro que diz respeito a algo que vocês estavam conversando
    recentemente.
  • Compre um bombom e deixe na mesa dela com um recado, ou até mesmo a
    mensagem por si só fará com que ela se sinta valorizada.

4. Atos e serviços

O ato de ajudar e de servir conta mais no processo de reconhecimento e valorização. Logo, se o seu parceiro ou colega tem essa linguagem como principal, então certamente existem tarefas que ele(a) irá gostar que você realize.

Do mesmo modo, se ele(a) estiver atarefado com alguma coisa e receber uma providencial ajuda sua, muito provavelmente isso suscitará o seguinte pensamento: nossa, como ele(a) se preocupa comigo e com o que eu tenho que fazer; . Portanto, para valorizar alguém com um ato de serviço, basta se preocupar mais com as coisas que ele faz ou tem que fazer e ajudá-lo com tarefas que você, muito provavelmente, sabe que ele gostaria que fizesse.

Mesmo que, neste momento, nós podemos estar simplesmente fazendo algo sem grande importância, elas gostam de receber esse tipo de valorização e têm uma sensação de serem importantes para nós, pois desprendemos o tempo valioso da nossa vida para olharmos para eles e os ajudarmos em suas demandas.

Exemplo:

  • Ajudar a carregar uma sacola.
  • Auxiliar na conclusão de um projeto.
  • Oferecer-se para repartir as atividades.
  • Consertar algo que não está funcionando.
  • Ofereça ajuda para concluir algum trabalho, relatório ou apresentação. Carregue algum material, abra a porta ou se ofereça para repartir as atividades.

5. Toques físicos

Segundo Gary Chapman, inúmeras pesquisas na área de desenvolvimento infantil denotam o quão importante é o toque físico para a comunicação do amor, no processo de valorização e na consequente construção da autoestima da criança.

Estudos comprovam que os bebês que são tomados nos braços, beijados e abraçados desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são deixados durante um longo período de tempo sem contato físico. O toque físico é, portanto, quando apropriado, um poderoso veículo de comunicação que diz o quanto você ama ou valoriza a pessoa ao seu lado.

O toque físico, para algumas pessoas, é algo essencial e que demonstra o carinho, amor e valorização que elas sentem.

É claro que, dentro das 5 linguagens do amor ou 5 linguagens de valorização pessoal, temos que tomar um certo cuidado com os toques para que eles não causem uma dupla interpretação ou se tornem inapropriados, causando constrangimentos e invasão do espaço do outro.

Quer dizer, é importante se atentar quanto ao fator cultural, principalmente no trabalho, no momento em que, em alguns países, é muito importante ter o discernimento para saber se o toque físico é realmente apropriado.

Exemplo:

  • Pessoas que gostam de toque preferem trocar o aperto de mão por um abraço.
  • Nos relacionamentos amorosos, são as pessoas que gostam de estar de mãos dadas, de cafuné, etc.

Para refletir

1) Qual é o maior aprendizado que você teve ao fazer a leitura desse artigo?

2) De que forma você poderá praticar ou aplicar esse aprendizado na realidade do seu dia a dia profissional?

3) Com base no resultado do teste, qual foi a maior percepção/descoberta que você teve a respeito de si mesmo(a)?

4) É necessário desenvolver em si mesmo(a) a habilidade de perceber o valor das demais linguagens? Talvez você não saiba lidar com elogios ou não goste dos presentes que ganha, não aceita (ou não agradece) quando os outros tentam te ajudar, etc. Qual é a linguagem que você pretende desenvolver?

5) Pense em três pessoas que você “reconhece”/”valoriza”, mas não tem tido a oportunidade de demonstrar isso recentemente. O que você gostaria de dizer, como gostaria de agradecer, parabenizar, presentear ou o que gostaria de fazer para demonstrar que valoriza cada uma dessas pessoas? Qual seria a melhor oportunidade para fazer isso? (Realmente faça, vai valer a pena!)

6) Organizando tudo: o que precisa ser feito ao longo dos próximos dias, ou até mesmo hoje, para transformar essas reflexões em ações que gerem mais satisfação e resultados melhores para você, seus colegas e a empresa? Releia suas respostas anteriores e anote: o que você fará? Como? (Até) quando? Seja prático, faça uma relação simples e se comprometa a realizar todas as ações da lista,

Conclusão

Espero fortemente que este artigo tenha oferecido reflexões importantes para o seu autoconhecimento, que você possa fazer bom uso dele e que continue investindo em seu autoconhecimento para ter uma vida mais próspera!

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Disrupção Corporativa


24/11/2021 Aleks Mesquita

Você já deve ter ouvido falar em Disrupção Inovativa, conceito criado por Clayton M. Christensen, que é o fenômeno em que empresas se estabelecem no mercado oferecendo novas alternativas de produtos ou serviços, que tem como exemplo a Netflix, Uber, Spotify, entre outras. No entanto, o que seria a Disrupção Corporativa?

Vamos primeiro definir essas duas palavras, em que disrupção é a interrupção do curso normal de um processo, e corporativa é relativo a uma corporação, conjunto de pessoas com alguma afinidade de profissão, ideias etc., organizadas em associação e sujeitas a um estatuto ou regulamento.

Então, agora imagine que você trabalha ou é dono de uma empresa. Seja qual for o tamanho dela, seja quanto tempo ela tenha de existência, você deve ter passado ou estar passando por isso no último ano. Bem, se não, então, você está falido ou vai falir.

A pandemia do COVID-19 tem sido terrível para a humanidade e, destruindo famílias e empresas, fica quase impossível tentar achar algo positivo nisso tudo, mas há sim e vou te mostrar…

Um belo dia, em março de 2020, eu estava indo trabalhar, quando o governo decretou o lockdown. De repente, eu, aos 43 anos, me vi trabalhando em home office, em uma casa que, na época, tinha uma criança de 4 anos (hoje é uma de 5 anos) e outra de 9 meses. Além disso, eu não tinha empregada doméstica e precisa gerir um grupo de 7 pessoas em uma empresa que havia começado a trabalhar. O que fazer agora?

Só tinha uma coisa a se fazer: me adaptar a essa disrupção. Apesar de tudo, eu tinha algumas facilidades, pois a empresa era de tecnologia e, com isso, ela já usava sistema de comunicação e controle de atividades on-line. O que me pegou foi mais a adaptação ao trabalho remoto, algo que nunca tinha feito em 25 anos.

Só que agora imagine aquela empresa com 100 funcionários ou mais, que tem uma gestão centralizada, além de poucas ferramentas de controle de atividades e gestão on-line, e teve que parar e colocar todos em trabalho remoto e entender como continuar sua operação (ou seja, continuar vendendo). Então, agora, como passar por essa disrupção?

Como eu disse, a pandemia fez o mundo acelerar 10 anos na forma como as empresas se relacionam com a tecnologia e seus clientes, e os clientes, da mesma forma, mudaram sua forma de comprar. Agora, levar o produto ou serviço à casa do cliente não é mais diferencial.

Será que sua empresa entendeu o recado dessa pandemia ou ela acha que já resolveu tudo e pode voltar ao seu funcionamento normal? Não gosto do termo “novo normal”, mas, com certeza, não podemos mais agir como antes em vários aspectos e, nas empresas, não pode ser diferente. Para que não sejam atropeladas por um novo fenômeno, elas precisam vivenciar a Disrupção Corporativa.

É necessário, então, parar a forma de uma empresa pensar e agir, e não fazer isso só uma vez, mas viver assim, questionando se estamos no caminho certo, além de pensar em quem é que vai nos fazer falir, quem é nosso cliente e o que ele realmente está querendo hoje. Cada vez mais, a empresa precisa pensar na personalização do produto para o cliente e não para um média, como fala Walter Longo, em seu livro Fim da idade média e o início da idade mídia.

Vou ser bem direto: se a empresa em que você trabalha, ou é dono, não está pensando assim, então é provável que ela não exista mais em 5 anos. Não vou entrar, nesse momento, em temas sobre ferramentas ou técnicas de como fazer isso, mas uma coisa é certa: você precisa ter uma empresa ágil. Você, gestor, precisa, definitivamente, mudar a sua forma de pensar e começar a aprender e a viver em um ambiente mutável e aderente a riscos. Então, te convido a pensarmos mais sobre o tema e juntos, vamos pensar como fazer a disrupção corporativa na sua empresa.

Seja disruptivo e mantenha-se vivo.

Leia também: Autonomia! Para quê?

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Autonomia! Para quê?


17/11/2021 Marcela Jacob

Todos os dias, milhares de pessoas seguem praticamente o mesmo ritual. Seus despertadores tocam, elas tomam seu banho, seu café, vestem sua roupa e seguem para o trabalho ou trabalham de casa mesmo. Tudo isso parece igual, mas não é! O que as diferencia é o grau de autonomia que cada uma possui.

Kant¹ descreveu, no século XVII, que autonomia é a capacidade da vontade humana de se autodeterminar para realizar algo, seja para si, para o outro ou para o mundo, independentemente de fatores exógenos. Eu diria, simplesmente, que está diretamente relacionada à condição existente entre a necessidade e a livre vontade. Por isso, então, algumas pessoas têm mais facilidade do que outras para executar determinadas tarefas ou realizar outras?

Essa questão é um tanto quanto mais complexa do que só responder sim ou não. De forma prática, diria que, ao longo de suas vidas, as pessoas que executam algumas tarefas de maneira melhor do que outras tarefas ou, ainda, melhor do que outras pessoas, foram mais supridas de ferramentas que as permitissem desenvolver a sua vontade em aprender e a realizar algo para atender a uma determinada necessidade contextual.

Vou dar um exemplo: nunca gostei muito de inglês e passei a vida toda estudando por apenas entender o aprendizado dessa língua era um “mal” necessário. Até hoje, me considero com certa fluência em inglês, e consigo muito bem ler. Dentro das minhas possibilidades, pude fazer um cursinho, além das aulas na escola, mas, se comparo meu grau de fluência com o de outras pessoas com os mesmos recursos, posso encontrar, por vezes, algumas com mais fluência do que eu. No geral, essas pessoas com mais fluência tiveram a vontade despertada em aprender a língua ou a própria necessidade batendo à sua porta.

Eu pude experimentar essas duas coisas juntas: vontade e necessidade. Estava fora do Brasil e sozinha, ou seja, só contava comigo e no momento em que eu me coloquei em uma situação de necessidade do uso da língua, é que pude perceber o quanto eu estava limitada, e uma das coisas que me limitou foi a vontade em aprender, não despertada lá atrás. Naquele momento, usei outros recursos, outras ferramentas, outras habilidades para que eu pudesse recuperar ali a minha autonomia e realizar o que tinha me proposto para aquela viagem. A vontade e a necessidade foram balizadores importantes para que eu entrasse em ação quando precisasse.

Nas empresas, assim como em nossa vida, isso se faz presente quase a todo momento, pois, rotineiramente, temos que tomar decisões, protagonizar soluções, alcançar resultados, organizar processos, entregar com qualidade, engajar as equipes, ser transparentes e produtivos, desempenhar, liderar, treinar, desenvolver, inspirar e colocar em prática tantos outros verbos de ação dos quais precisamos nos apropriar diariamente.

Já parou para pensar que a chave para o seu futuro pode ser a sua autonomia? Ao partir para a ação, precisamos lançar mão de alguns atributos pessoais e, de posse deles, alcançar, com consciência, o que nos propusemos como resultado, meta ou objetivo, seja na vida ou no trabalho. Antes disso, entenda por atributos as características mais próprias e particulares que possuímos ou desenvolvemos e, com as quais transitamos pelo mundo. A partir disso, escolhi três atributos iniciais que considero como princípios básicos da autonomia e que, se associados, podem auxiliar a alcançar os resultados planejados, seja em estados de necessidade ou de livre vontade:

OBSERVAR: observe e entenda como as coisas funcionam e quais são as necessidades daquele contexto ou circunstância. Isso é visão sistêmica;

APRENDER: aprenda com o outro, mas também seja autodidata. Busque por si só adquirir novos aprendizados. Isso é autodesenvolvimento;

REALIZAR: coloque em prática, faça o que tem que ser feito e tome uma iniciativa. Isso é proatividade.

Para adquirir esses atributos, precisamos de algo além, que nasça e cresça dentro de nós e dentro das organizações, a autodeterminação. Pode-se dizer que autodeterminação é a associação entre a vontade “não-livre” e a necessidade de realizar suas escolhas sem intervenção externa. Por ocasião, em ambientes conservadores, é ser a alavancadora da ação quando a autonomia não se faz presente ou foi cerceada. É claro que, se a autodeterminação e a autonomia estiverem em sinergia, presentes nas organizações ou na constância da vida, os resultados ou objetivos traçados serão ainda mais promissores. Ela independe da autonomia, mas depende completamente de uma decisão individual e própria de cada um.

Ainda, tenha uma posse consciente desses atributos, pois, qualquer jornada que você ou sua empresa deseje percorrer, seja por vontade ou por necessidade, será mais rica em conhecimentos, habilidades e atitudes e, certamente, associados à autodeterminação, transformarão qualquer desafio em grandes oportunidades. “Você não é produto das circunstâncias, você é produto das suas decisões.”²

Conte comigo,

Marcela Jacob

Leia também: Pare de fazer Marketing e seja autêntico!

Citações:

¹Immanuel Kant (1724 a 1804): filósofo prussiano, considerado como o principal na era moderna, famoso pela elaboração do denominado Idealismo Transcendental; junto com Laplace, desenvolveu a primeira teoria sobre a formação do Sistema Solar.

²Viktor Frankl (1905 a 1997): neuropsiquiatra austríaco, preso pelo nazismo em um campo de concentração, fundou a terceira escola vienense de Psicoterapia, Logoterapia e Análise Existencial; criou a primeira ciência especializada em sentido da vida no mundo.

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Pare de fazer Marketing e seja autêntico!


10/11/2021 Fernanda Assis

Em um mundo em que nada se cria e tudo se copia, gostos e tendências estão se tornando cada vez mais homogêneos. Ser autêntico em uma sociedade como a nossa não apenas é difícil, é raro! No entanto, guarde essa frase: “O raro é super valorizado!” Seguindo esse pensamento, vamos falar mais sobre isso adiante.

O que é essa tal de Autenticidade?

Ser autêntico é despertar a consciência para a expressão genuína da própria personalidade.

É a garantia de que você é quem diz ser, agindo de forma espontânea e natural nas suas relações. É não ter medo de ser verdadeiro, mesmo que isso não agrade a todos. É aceitar/honrar sua história e vivenciá-la no seu dia a dia. É fazer escolhas e ter atitudes de acordo com seus valores e crenças. Logo, se entendermos que as pessoas se relacionam com outras e não com marcas, precisamos atribuir aos negócios características humanas.

Entenda a diferença entre Marketing Tradicional e Marketing Autenticidade

Toda estratégia de marketing começa com a descrição de uma persona, que é aquele cliente ideal que a empresa deseja impactar com os seus serviços e/ou produtos. Ao imaginar essa persona, pensamos nos seus desejos e necessidades e, a partir daí, tentamos criar um discurso para impressioná-la.

Contudo, você deve estar pensando: o que tem de errado nisso? Nada, desde que a mensagem transmitida seja verdadeira, mas será que oferecemos para os clientes algo realmente único e original?

No marketing tradicional, buscamos despertar o interesse do cliente pelo nosso produto/serviço, entre o mar de opções oferecidas pelo mercado. Já no marketing com autenticidade, despertamos naturalmente seu interesse pela nossa história, pela nossa causa. Assim, é o cliente que nos escolhe e não nós que escolhemos o cliente. Percebe a diferença?

A venda, como fica?

Toda empresa precisa vender para pagar as contas no fim do mês e ninguém pode ignorar isso. Só que fazer marketing com autenticidade não vai trazer retorno imediato para o negócio, porém, a médio e longo prazo seus resultados serão mais consistentes, porque os clientes virão até você por vontade própria. Também eles estarão dispostos a pagar um pouco mais por isso, afinal, o que é raro, é super valorizado. Lembra do que eu disse no início deste artigo?

Vou te dar alguns exemplos de marcas bem conhecidas que, há algum tempo, adotaram o marketing com autenticidade e, hoje, colhem os frutos do seu pioneirismo: Nike, Apple, Reserva, Starbucks, Natura, Cacau Show e, claro, a nossa Escola E3. Entenda, sua história e sua causa não ganharão adeptos da noite para o dia, portanto, é preciso fazer a migração do marketing tradicional para o marketing com autenticidade aos poucos. Essa é uma jornada sem volta e não tem atalhos.

Então, empresas que buscam o caminho mais rápido, tentando replicar nos seus negócios os mesmos feitos da concorrência, estão com os dias contados, pois perceba que os consumidores já estão dando prioridade para produtos/serviços que lhes proporcionem algum significado, conectem-se à suas ideias e faça alguma diferença para o mundo. É preciso ter coragem para seguir neste caminho, mas, se você ainda está em dúvida se deve segui-lo ou não, quero lhe fazer uma pergunta: até onde podemos chegar na sombra dos outros? Os passos rumo a autenticidade serão revelados nos próximos artigos, mas, antes de encerrar, quero fazer mais uma provocação: como ser autêntico, sem saber quem eu sou?

Até breve!

Fernanda Assis é coordenadora geral da Agência Propagare Marketing Digital e Educadora Executiva, com 10 anos de experiência em comunicação e marketing.

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