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Líder, o problema é você! Porém, a solução está em suas mãos.


06/10/2021 Liliane Aguiar

“As pessoas se demitem dos líderes e não da empresa”. Essa frase faz sentido para você? Ao longo dos meus 23 anos no mundo corporativo, atuando desde estagiária até gerente de departamento, percebi o quanto essa frase faz sentido para mim. Por diversas vezes, me desliguei das empresas por incoerência das atitudes dos líderes, no entanto, estou a mais de 14 anos em umas das organizações, e houve um período em que fui extremamente centralizadora e por pouco não perdi a função e o emprego.

Você sabia que um levantamento recente, feito pela consultoria de recrutamento da Michael Page, identificou que oito em cada dez pessoas saíram dos seus empregos por conta dos líderes? Pasmem, o principal motivo identificado foi o sentimento de que o líder não é inspirador, seguido da falta de perspectiva de crescimento e de feedback para evolução profissional e pessoal.

Já me deparei com muitos líderes que se gabam de serem solucionadores de problemas, que só eles resolvem as questões X, Y, Z, e que a equipe para ele é mero instrumento de trabalho. Porém, liderar equipes é um processo de construção constante e, a cada novo membro e nova situação, é preciso rever conceitos e a aplicabilidade dos mesmos.

Ao longo da minha carreira como líder, foram necessárias muitas revisões, e as brincadeiras, reconhecimentos e até formatos de reuniões que tinham valor para uma equipe, nunca eram iguais para outras. Nesse revisar e desaprender para aprender, passei então a usar o método PEV:

Provocar -> Discussões

Escutar -> Ativamente

Valorizar -> Emocionalmente

O começo de tudo é envolver as pessoas, pois toda e qualquer organização é feita por gente. Nas vezes que faço workshops e palestras, sempre trago para as equipes que pessoas precisam de pessoas, e pessoas só entregam o seu melhor quando enxergam valor no que elas fazem. Só que como utilizar o PEV?

Provocar discussões

Um líder provocativo é aquele que, ao perceber uma dor/problema, incentiva a equipe a pensar em soluções. Assim, todas as vezes que alguém traz um problema até ele, é iniciada uma discussão para diagnosticar as possíveis soluções. As perguntas certas fazem toda a diferença aqui, e a pergunta principal para mim é: ‘como você resolveria essa questão?’ Depois que ela for respondida, você pode colocar outra pergunta: ‘de que outra maneira você resolveria isso?’ Somente depois de ter duas ou três possíveis soluções, é que então será verificada a relevância e aplicabilidade da solução.

Escutar ativamente

Depois de provocar as pessoas a pensarem na solução, é fundamental praticar a escuta ativa, que é simplesmente ouvir atentamente ao outro, não só com o ouvido, mas com todos os sentidos.

É ouvir conectado ao tom, como está sendo falado, ao jeito como o corpo está se movimentando durante a fala e, para isso, você pode e deve, nesse momento, silenciar notificações de celular, notebook ou tablet. Peça às pessoas que não entrem na sala, caso você esteja em uma, e que nem te passem ligações. Enfim, desconecte-se de qualquer outra coisa que possa interromper o diálogo.

Outra sugestão é anotar tudo o que está sendo dito, ou palavras-chave e itens relevantes. Tome nota de tudo, afinal, nossa cabeça não dá conta de guardar tanta informação assim. Agora, aqui, mais uma vez, precisam ser verificados e explicados os motivos de isso ter relevância ou não.

Valorizar emocionalmente

Esqueça o valor racional, a grana, o dindin que, com certeza, é algo que a pessoa precisa ter. Então, para ser um líder inspirador e despertar nas pessoas o desejo de estarem com você, é preciso trabalhar no emocional. A valorização aqui é por meio do reconhecimento e agradecimento à contribuição da pessoa, e isso pode ser feito por alguns meios simples: um convite para almoçar com você, um mimo para o filho(a) da pessoa, um bate papo no café, caso a solução for aplicada, reconhecer ele na frente de todos os colegas, deixando claro que a ideia foi dele, e uma que já usei bastante, bilhete escrito a mão deixado na mesa do colaborador para quando ele chegasse no dia seguinte.

A chave está em você perceber o que emociona cada pessoa da sua equipe e respeitar essa individualidade. Ao reconhecer, de acordo com o que desperta na pessoa, o mais nobre motivo dela estar ali, você ganha o jogo e tem do seu lado alguém leal que vai para a briga contigo, porque você despertou nela o sentimento de dono do negócio, que é um sentimento de ser parte de algo muito maior do que o trabalho em si.

Um líder inspirador busca o melhor das pessoas, aquele ponto crucial que só essa pessoa tem, e potencializa isso ao mesmo tempo que, sutilmente, desenvolve os pontos de dificuldade para que eles não atrapalhem o processo de desenvolvimento e evolução.

Os resultados de uma organização são consequência de um líder que mistura as diferentes habilidades individuais e potencializa cada uma delas, levando a pessoa a fazer o que precisa ser feito, dentro do prazo estipulado, guiado por um sentimento de importância e relevância da sua tarefa para o negócio.

Isso é despertar o sentimento de pertencimento, que nada mais é, segundo o dicionário, em uma crença subjetiva com origem comum que une distintos indivíduos.

Sendo assim, podemos afirmar que os indivíduos pensam em si mesmos como membros de uma coletividade, em que símbolos expressam valores, medos e aspirações, e esse sentimento faz com que se destaquem características culturais e raciais. Finalmente, é por esse motivo que utilizo o PEV há alguns anos e posso dizer que ele transforma totalmente a forma como as pessoas se enxergam no negócio.

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