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Não tenha Medo de se Destacar: Tenha Medo de se Misturar 


27/01/2021 Raimundo Ribeiro

Nós que vivemos no mundo corporativo, as vezes, parece mais que estamos num campeonato de “mata-mata”. E aí estamos nós os colaboradores, pensando em ficarmos na mediocridade ou pensando se devemos nos diferenciar em um mercado saturado e muitas vezes nem um pouco amigável!

Hoje se destacar está cada vez mais estressante. Vivemos na era da informação, o que equalizou muitos saberes técnicos, colocando a disputa pela melhoria de carreira nos mínimos e “emocionais” detalhes. Sim, as emoções que eram até pouco tempo excluídas do ambiente corporativo hoje é um diferencial competitivo para profissionais que querem imprimir a sua própria marca.

A melhor maneira de passar desapercebido pelos empregadores é marcar-se como um clone anônimo. Resumindo, não funciona muito bem! Quanto mais você se parecer com qualquer outro, pior será a sua experiência.

E aí, tem medo de se destacar?

Síndrome de Solomon: O medo de se destacar

Quando existe uma pressão social para que você não seja capaz de se destacar/diferenciar. Pode ser uma trava psicológica mesmo.

O teste consistia em perguntar, um a um, com qual linha a primeira se parecia: A, B ou C.

Pois foi exatamente isso que aconteceu quando o psicólogo americano Solomon Asch fez o experimento, ainda em 1951, com 123 voluntários que achavam que se tratava de um teste de visão.

Na ocasião, Solomon formou grupos de 8 pessoas, das quais 7 tinham combinado com ele responder sempre a alternativa errada. Enquanto isso, o oitavo integrante respondia por último, depois de ter ouvido a resposta dos demais. Para tornar o teste mais verossímil, um ou dois integrantes podiam escolher uma opção diferente do resto do grupo, desde que ela também estivesse equivocada.

Este exercício foi repetido 18 vezes com cada um dos 123 voluntários e os resultados foram impressionantes: 75% dos indivíduos se deixaram influenciar pela opinião do grupo pelo menos uma vez. As cobaias também responderam errado mais de um terço das vezes apenas para não ir contra o que dizia a maioria.

Finalizado o estudo e revelado o acordo, os participantes disseram que “distinguiam perfeitamente a linha correta, mas que não tinham dito em voz alta por medo de se equivocar, de ser exposto ao ridículo ou de ser o elemento discordante do grupo.”

Conclusão! A experiência serviu de base para o que seria a formulação da Síndrome de Solomon, algo que intriga psicólogos e antropólogos até hoje. A partir do experimento, todos chegaram a uma conclusão unânime: nossas opiniões e aspirações estão muito mais condicionadas do que imaginamos.

Na prática, a síndrome se manifesta em pequenas decisões do dia a dia como a roupa que vamos vestir, até decisões grandiosas como a carreira que queremos seguir pro resto da vida. Segundo Solomon sugere, a maioria das pessoas se deixa influenciar pelo que as outras pessoas pensam dela e tomam decisões de maneira a evitar que elas se destaquem.

Autossabotagem

Esse tipo de comportamento é bastante comum, porém, é raro que alguém perceba que está vivendo essa experiência. O ciclo de autossabotagem acontece exatamente pelo medo de ser feliz, fazendo com que não se enfrente os riscos e as responsabilidades da vida.

Isso acontece pelo fato de uma pessoa não se achar capaz de realizar seus projetos e de não merecer o sucesso, subestimando até sua capacidade de lidar com a vitória. Sabemos que toda mudança exige esforço, então, é bastante comum relacionar a realização de um objetivo tanto à dor quanto ao prazer.

Como identificar esse comportamento?

Tudo parece bastante assustador, mas não se preocupe! Veja a seguir comportamentos que ajudam na identificação da autossabotagem:

Atitudes que atrapalham a carreira

  • Não reconhecer suas conquistas e não assumir responsabilidades
  • Falar muito sobre seus resultados para encontrar senso de merecimento
  • Ter um altíssimo nível de comparação e sensação de inferioridade
  • Focar sempre no que te falta, e não no que você tem
  • Não construir relacionamentos fortes e bajular as pessoas por medo de descobrirem suas falhas e imperfeições
  • Precisar excessivamente de controle e sensação de impotência quando ele falta
  • Cobrar sempre a perfeição em suas tarefas
  • Culpar os outros e justifica em excesso seus erros
  • Permanecer sem foco e objetivos, achando que nunca vai conseguir atingir uma meta

Como superar o medo de crescer? 

Coloque em ação a jornada do crescimento pessoal e profissional:

Pratique o Autoconhecimento

Para conseguir superar suas preocupações, é essencial se conhecer melhor e entender suas emoções, pois, assim, ficará mais fácil identificar padrões de comportamento e saber como reagir melhor às situações do dia a dia;

Tenha Momentos de Reflexão

Essa é uma parte importante para se chegar ao autoconhecimento. É necessário conseguir parar para respirar entre uma tarefa e outra e poder seguir seu dia com mais energia. Uma ótima dica é praticar meditação, pois ela ajuda a relaxar e a lidar melhor com seus pensamentos e emoções negativas;

Desenvolva sua Autoestima

Quando você consegue se entender melhor, fica mais fácil descobrir suas habilidades e o que lhe dá prazer. Além disso, ao conseguir lidar com suas emoções de maneira mais saudável, a segurança sobre suas ações vem de maneira mais natural;

Reconheça seu Potencial

Leve em conta sua experiência e aquilo em que se destaca, pois isso é essencial para sua evolução. Suas habilidades podem — e devem — ser utilizadas na superação de seus pontos fracos;

Com todas essas informações, percebeu que é possível superar todas as suas dificuldades, certo?

Agora vamos lá, quer coisa mais bacana que a diversidade? Não somos e nem queremos ser iguais aos outros! Isso seria chato pacas!

Adaptação para ter sucesso

Saber destacar-se é a parte mais importante de sua carreira.

Inconscientemente, muitos de nós tememos triunfar por medo de que nossas virtudes ofendam os demais, ou que nos tornemos o centro das atenções o que significa estar sujeito a críticas dos demais.

Não tenha medo de mudar sua marca com novas atitudes. Você está ficando mais inteligente e sábio o tempo todo. Essa sabedoria traz confiança com ela – se você estiver disposto a aceitá-la! Não tenha medo de aparecer.

É importante nos diferenciarmos? 

Sim. Acontece que muitos, tentando se diferenciar, acabam destoando muito de certos padrões empresariais e isso pode ser uma enorme vantagem, mas também uma péssima estratégia para sua imagem pessoal.

Enquanto uma maioria de colaboradores se encaixa em padrões de mercado e vivem estagnados, um grupo segue firme e forte em seu objetivo de não perder sua autenticidade, ou seja, serem eles mesmos para se diferenciarem de um trabalhador “comum”.

Você não deve lutar para estar e ser o bonitinho da gôndola, é buscar se separar da multidão em benefício próprio.

O que acontece com certa frequência é ter um entendimento falho sobre ser autêntico. Autenticidade não tem a ver com ser irredutível em suas opiniões, mas sim de colocar sua personalidade em atitudes, postura e principalmente nas relações.

No mundo dos negócios, você pode imprimir sua autenticidade do simples reporte de atividades à mais estruturada estratégia de convencimento de um grupo de pessoas, deixando um rastro de confiança nas relações ao ponto delas não esquecerem de você depois, justamente por ter sido diferente de tudo o que viram, fugindo do trivial e ligando a sua imagem àquela boa atividade.

A linha tênue da autenticidade.

Profissionais querendo imprimir sua autenticidade de forma equivocada vem sendo desligados de postos altos em grandes empresas, eles foram rotulados como pessoas insensíveis, duras e arrogantes. Sendo irredutíveis e tentavam, mesmo quando errados, convencer os outros de o seu jeito era o certo.

Por outro lado, tem outros profissionais subindo rapidamente no organograma sendo e agindo como eles próprios da maneira correta. Estes fizeram de sua autenticidade algo cativante quando tinham razão e souberam recuar quando sua postura poderia atingir o próximo de maneira incorreta ou soberba.

Seja autêntico! Na medida em que você se respeitar, tiver fé em seus valores e crenças pessoais e “agir direito” com as pessoas, estará propenso a agir de maneira que eles consideram autênticas. Basta ter coragem de arriscar de maneira consciente, planejada e com empatia.

Fonte: Artigos: Breno França, Adailton Soares (coaching) e Eberson Terra.

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