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As 7 Coisas que Aprendi com Minha Demissão


06/02/2020 Raimundo Ribeiro

Relato: Emoções, Sentimentos e o que Aprendi da Demissão até a Recolocação em 88 dias 

Eu te convido a saber um pouco sobre a minha experiência no processo de demissão do dia 02/07 até o dia 30/09 (88 dias). Que tal permitir-se a ser provocado (a) – Reflexões sobre você, sua vida e sua carreira? Topa? Se sim, vamos lá.

Próximo de completar 10 anos na empresa, no dia 01 de julho de 2019 depois de um dia intenso de trabalho (para variar), por volta das 19 horas fui chamado para uma rápida conversa sobre o meu desligamento.

Confesso que esse horário foi melhor, onde não tinha ninguém no escritório e pude arrumar as minhas coisas e levar para o carro, tranquilamente.

Durante o caminho de casa eu liguei um amigo que recém tinha passado pela mesma experiência e para minha esposa, onde decidimos não comentar com os filhos.

Comparo a tal estabilidade como se estivéssemos sempre segurando numa bexiga e que basta um pequeno alfinete furá-la para cairmos.

Na terça feira dia 02 eu fui devolver carro, crachá e assinar a papelada no RH. Confesso que neste dia foi uma mistura de sentimentos, me sentia envergonhado e, sei lá o porquê, algumas pessoas me viram na empresa e fui convencido a retornar ao meu antigo andar de trabalho para ver e falar com a equipe que estava toda surpresa, neste momento recebi um calor e carinho muito grande, principalmente de algumas pessoas que eu nem esperava e, claro, isso tudo acabou indo para um chororô bem grande.

Na quarta-feira dia 03 eu montei uma mensagem e avisei ao mercado e aos clientes comunicando que não estava mais na empresa. Confesso que fiquei muito surpreso com o retorno de várias mensagens e ligações demonstrando indignação e disposição para me ajudar. Ufa! Neste momento eu percebi algo importantíssimo, que no fim, tudo que possuímos e a nossa reputação.

Somente no sábado dia 06 com a cabeça mais tranquila, decidimos informar para o meu filho Vinicius de 14 anos e a minha filha Giovanna de 7 anos. Claro, fiquei tenso em como falar isso para duas crianças, por isso, decidi ser direto. Acreditem foi o melhor que fiz e fiquei surpreso em ver a maturidade dos meus filhos.

Neste mesmo dia no jantar eu falei com a minha mãe, essa foi a conversa mais difícil para mim, por ela acha que eu deveria me aposentar lá e etc. Ufa! Que dia esse para mim. Acredite, realmente a família é a nossa base.

Estava com uma viagem de férias de julho toda programada desde de março, onde cancelamos tudo e alteramos para o Chile do dia 19 a 26 de julho, aproveitei para realmente descansar e encarei todo o mês de julho como férias com meus filhos e continuar minha disciplinada, de ler livros (média de dois por mês) ir para academia e minhas corridas.

Vamos lá! Mesmo encarando como férias, nestas duas semanas antes da viagem eu tive meus momentos de questionamento que geraram momentos de solidão, ansiedade, insônia, pesadelos, puto comigo, com os outros e as vezes até mesmo questionar a Deus.

– Por que eu?

– Fazer o bem para os outros, realmente compensa, será que vou colher esse bem?

– Como seria o meu futuro e da minha família?

– Questionava minha capacidade como profissional e de recolocação (absurdo isso!)

Fim de férias! Agora é hora de regaçar as mangas na busca por uma nova recolocação. Na segunda-feira dia 29 comecei a fazer o que qualquer pessoa na minha atual situação faz, procurar um novo emprego!

– Atualizei o meu Linkedin

– Listei 110 empresas para acessar o website e cadastrar o meu currículo, porém, priorizei três empresas, colei o logo de cada empresa num local para ser visto por mim todos dias. Já adianto que a empresa que me recoloquei era uma destas três…uhuhuh!

– Ativei minha rede de contatos com o mercado, amigos e colegas

– Listei algumas empresas de recolocação para conhecer melhor esse serviço. Impressionante que escutei de tudo, era cada proposta indecente, perda de tempo e dinheiro com esses aproveitadores neste momento de vulnerabilidade, porém, existe empresas e profissionais sérios, onde destaco a DQueiroz e Stato ambas me deram um prazo médio de 6 meses para a recolocação. Ai meu Deus! E agora?

A partir deste momento percebi na pele, que quem busca recolocação passa o dia e a noite engajado na busca por uma oportunidade, acorda cedo e dorme tarde (quando dorme, tive vários pesadelos), posso dizer que, buscar uma oportunidade é um trabalho árduo, requer muita disciplina, humildade, organização, equilíbrio emocional e empenho diário, como qualquer outra atividade em nossa vida profissional. Saiba! Procurar trabalho dá muito trabalho!

Depois de duas semanas inteiras dedicadas a passar horas na frente do computador, falar com “amigos” e empresas do mercado, encaminhando o currículo para aquela oportunidade que parece descrever minhas experiências e conhecimentos e, nada do tão esperado retorno. 

Somando-se a isso, no fim do dia os jornais e internet só falavam da dificuldade em arrumar emprego depois do 40 e 50 anos e da taxa elevadíssima de desemprego. Comecei me abater com todo esse stress diário na busca sem nenhuma resposta.

Descobri que a situação estava visível quando minha filha de 7 anos, depois do Jornal Nacional sentou no meu colo e me disse “Pai não fique assim, você é o melhor pai do mundo e eu estou pedindo para o papai do céu, arrumar rápido um novo emprego para você”. Imagine isso! 

Imaginou? Então, depois disso, decidi que não podia me entregar ao stress e que tinha que me manter firme no meu pensamento positivo.

Neste momento “vamos dizer de baixa” eu aprendi algo importante sobre demissão, amigos, foco, estudar, resinificar, positivismo, e, principalmente sobre saúde física e mental.

As 7 coisas que eu aprendi com minha demissão

1 – Demissão: 

Afirmo que é um momento de grande estresse e de grande ebulição de sentimentos, preocupações e incertezas na vida. Provocando um aumento significativo do sentimento de impotência, raiva, medo, insegurança, rejeição, vergonha e uma elevação absurda o nível de ansiedade.

2 – Amigos: 

Infelizmente essa é a pior para mim. Só depois de um tempo que fui demitido é que a ficha caiu – aquele cargo nunca havia sido meu, estava emprestado. Assim como um monte de colegas que imaginamos ser nossos amigos, neste momento fica claro os poucos e bons amigos que temos e um monte de colegas (sanguessugas) por conveniência que temos que tomar cuidado até com o desabafo, pois só querem informação.

Confesso que tem a parte boa e consoladora, pessoas que eu nem imaginava apareceram como amigos realmente preocupadas e interessadas em ajudar.

3 – Foco: 

Haverá dias difíceis sim, mas não se deixe abalar por isso, nada é eterno, com dedicação, persistência e um pouquinho de sorte vai dar certo.

4 – Estudar: 

Não é porque, não está trabalhando que não precisa estudar, atualiza-se e adquira novos conhecimentos, isso vai aumentar suas chances. Por exemplo, eu fiz o curso Educador Executivo, onde aprendi o conteúdo e a importância de um consultor para as empresas que o contrata.

5 – Resinificar: 

Quanto mais rápido aceitar a sua perda, melhor será para você, afinal, esse capitulo pertence ao passado, e absolutamente nada vai mudar isso. 

Existe um mundo de possibilidades a ser explorado no período de transição, para isso é importante ter em mente o que busca de verdade.

6 – Cultive o positivismo: 

O pensamento positivo significa, abordar os desafios da vida com uma perspectiva positiva. Isso não significa necessariamente evitar ou ignorar as coisas ruins; em vez disso envolve aproveitar ao máximo as situações potencialmente ruins tentando ver o melhor em outras pessoas, em si mesmo e suas habilidades de forma positiva.

Tenha uma atitude positiva, construtiva e otimista. Afinal, tudo na vida passa, inclusive a perda do emprego.

7 – Saúde: 

A saúde física, mental e espiritual é o nosso bem mais precioso. Cuidar do corpo significa praticar exercícios e alimentar-se bem. Cuidar da mente é mantê-la em atividade permanente com novos conhecimentos e cursos.

Saia de casa, vá passear, vá ao cinema, leia, viaje, procure os amigos de ‘’verdade’’, enfim desafie você mesmo e sua tendência de isolamento. Cuidar do espirito é saber e compreender que assim como o corpo necessita de alimento, a alma e a fé também precisam de meditação e oração.

Nossa! Quanta coisa, aconteceu e para ler! Calma aí, tem só mais um pouquinho.

Depois de trabalhar por 23 anos. Viver uma demissão me fez ter noção de que é preciso cuidar com muito carinho da minha reputação, imagem e marca pessoal. Posso assegurar que isto é essencial para a sua carreira.

Assumi o papel de protagonista do Raimundo S.A e comecei a me mexer. Ah…faça isso você também. No fim, tudo o que possuímos é a nossa reputação!

Se você for mandado embora hoje, o que faria e qual é o seu plano B?

Sim, eu faço esta pergunta para você, pois a partir do momento que um funcionário é desligado, é ele quem assume 100% o protagonismo de sua vida. Você não tem? Está na hora de começar a pensar a respeito e assumir o papel de protagonista da sua vida e carreira. Veja abaixo algumas ideias.

Invista na autogestão: 

Estude, atualiza-se. Estude inglês, fazer uma pós-graduação, um curso de interesse. Você é o responsável por sua carreira.

Projetos substitutos: 

Aquela vontade de empreender, tenha esse projeto desenhado, calculado e se possível trabalhe com o mesmo em paralelo.

O que te move: 

No meu caso, uma paixão genuína de ajudar no desenvolvimento de pessoas, pense como isso pode se tornar uma profissão. Por exemplo, um consultor focado em liderança e desenvolvimento de pessoas. Eu ainda acredito que plantando o bem, vamos colher o bem.

Cultive seu networking: 

Interaja com as pessoas da sua indústria e, de alguma outra que gostaria de trabalhar e tenha um círculo ativo. Preserve bons amigos e uma rede de contato pessoal e profissional, esteja disposto a entender e ajudar os outros.

Cuidado com as crenças limitantes: 

As crenças podem atrapalhar muito o processo de transição de carreira ou para uma nova maneira de trabalho.

Claro que essas são apenas algumas ideias, há muitas outras formas de ter um plano B consistente para os dias difíceis ou para quando você quiser dar uma guinada na sua carreira.

Quando se tem a chance de recomeçar algo na vida, devemos receber isso por mais desafiador que seja, como um inesperado presente e não como uma declaração de fracasso.

Novamente, eu te faço esse convite. Que tal permitir-se a ser provocado (a) – Reflexões sobre você, sua vida e sua carreira?

Espero impactar e que essa reflexão inspire você e a todos os que estão tendo a chance, assim como eu, de recomeçar algo, que recebam essa oportunidade com a tranquilidade de quem sabe que a vida se trata de um campeonato de pontos corridos e não de eliminatórias “mata-mata”.

Tenha paciência e a tranquilidade de que está consciente que não tem nada definido, onde o resultado será a consequência de todas as partidas, então alegria, disposição, entusiasmo e engajamento devem fazer parte da sua preparação, para retornar em grande estilo, assim como eu, para esse campeonato chamado “VIDA”.

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