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LIDERANÇA SITUACIONAL


16/02/2022 Flavia Elita

Como ser um líder assertivo na evolução do seu time

 Ser um líder situacional consiste na liderança que é moldada de acordo com a variação das situações apresentadas por cada um do seu time. Ou seja, o líder tem a capacidade de adequar-se ao momento, conduzindo, de forma efetiva, seus colaboradores para que eles reajam positivamente, dando o seu melhor e alcançando os resultados esperados, de acordo com o contexto vivido.

A teoria da liderança situacional foi desenvolvida em 1969 por Paul Hersey e Ken Blanchard. Segundo esses autores, um bom líder é capaz de adaptar seu comportamento conforme o nível de maturidade profissional de cada um dos seus subordinados. Além disso, o estilo de liderança que funciona com um colaborador pode não funcionar com outro. Este tipo de liderança é chamado de situacional porque é condicionado a uma situação.

No contexto de uma empresa, que tem pessoas trabalhando com pessoas para atender pessoas, de acordo com seus recursos e processos, qualquer que seja a área do gestor, ele, necessariamente, precisa se acostumar a lidar com diferentes situações. Por exemplo, um projeto pode ter grande importância ou ser apenas um experimento, e um colaborador pode ser altamente especializado ou iniciante, maduro ou imaturo. Por serem situações distintas, elas não devem ser encaradas, pelo líder, da mesma maneira, correto? Então, a seguir, vamos entender melhor quais são esses estilos e os níveis de maturidade e como devemos agir.

Os estilos de Liderança Situacional

Há a capacidade de se tratar, de forma diversa, pessoas com capacidades, conhecimentos e competências distintas, afinal, cada profissional está em um nível de maturidade.

Estilo 1 – Direção

O nível de maturidade do colaborador é considerado BAIXA. Normalmente, estão motivados, mas não têm as competências para executar a atividade, por isso, possuem pouca autoconfiança.

Diante desse nível de maturidade do colaborador, o comportamento do líder é determinar, focar nas tarefas e relacionamentos, estabelecer uma rotina de diálogo para acompanhar a rotina desse colaborador. Além disso, engloba descrever, ao colaborado, como se deve realizar as tarefas para que ele ganhe confiança e consiga construir, de forma efetiva, a melhor maneira para se auto gerenciar.

O líder precisa dar o direcionamento aos seus subordinados, mostrando a eles o que fazer e como fazer. Nesse estágio, o liderado ainda está aprendendo suas tarefas e possui baixa competência e alto comprometimento e possíveis sentimentos de insegurança. O líder deve oferecer instruções claras e acompanhamento regular, é importante também celebrar resultados positivos e oferecer sugestões e ações corretivas para resultados menos satisfatórios.

Estilo 2 – Orientação

O nível de maturidade do colaborador é considerado Nível 1 se ele tem condições de executar a tarefa, mas não possui todo o conhecimento e habilidades necessárias.

Diante desse nível de maturidade do colaborador, o comportamento do líder é persuadir, focar nas tarefas, realizar mais treinamentos com foco nas atividades, além de criar situações estimulantes para o colaborador exercer seu papel. O colaborador, nessa fase, tem a necessidade de que o gestor sugira algumas ideias, oriente a execução, supervisione e o apoie de forma contínua.

O liderado não está totalmente confiante de suas habilidades, mas está chegando lá, desse modo, o líder deve supervisionar sua equipe constantemente, oferecendo feedback contínuo. Além disso, cabe a ele coletar sugestões de melhoria e novas ideias capazes de contribuir para o desempenho da equipe ou de algum projeto específico. No final, é sempre o líder que bate o martelo, porém, a equipe se envolve mais no processo decisório.

Estilo 3 – Apoio

O nível de maturidade do colaborador é considerado Nível 2 quando ele possui as competências necessárias, mas não tem disposição de assumir as responsabilidades. Diante desse nível de maturidade do colaborador, o comportamento do líder é compartilhar, focar nos relacionamentos e ter mais diálogo. Conquistar a confiança, essa é a fase em que as maiores necessidades são as de aumentar o aprendizado e a confiança.

O líder deixa um pouco de lado o seu papel de supervisor e dá uma dose a mais de autonomia ao seu liderado e, dessa forma, o colaborador passa a ter mais respaldo para executar suas atividades. O apoio se dirige ao liderado, que agora é competente no trabalho, mas permanece um pouco inconsistente e ainda não está totalmente comprometido. O líder deve estar presente e apoiar seu subordinado, ele não precisa mais fornecer instruções detalhadas, nem fazer acompanhamento com frequência, mas deve continuar monitorando o liderado para garantir que o trabalho seja executado no nível exigido. Esse é um estágio em que o líder deve estar muito focado no relacionamento com os colaboradores.

Estilo 4 – Delegação

O nível de maturidade do colaborador é considerado alto e eles são competentes, estão motivados e dispostos a assumir as responsabilidades. Diante desse nível de maturidade do colaborador, o comportamento do líder é delegar, transmitir a responsabilidade, podendo haver um possível candidato à promoção. O líder assume uma postura mais afastada e, os colaboradores, caracterizados como altamente competentes e comprometidos, agora tomam decisões e assumem a responsabilidade pelo que acontecer, com supervisão mínima.

Nesse estágio, os liderados já possuem mais maturidade e sabem muito bem o que o líder espera deles. Como líder, agora você pode delegar tarefas para seus colaboradores e os observar com um acompanhamento mínimo, sabendo que bons resultados (ou até mesmo excelentes) serão alcançados.

Benefícios da Liderança Situacional

Colaboração

Essa forma de liderar incentiva a colaboração entre os membros da equipe. A presença de colaboração aumenta a sua produtividade e envolvimento.

Líderes que usam a abordagem de Liderança Situacional influenciam seus liderados, a fim de alcançarem a força ideal da equipe. Quando a equipe é otimizada, a colaboração se torna um meio para que ela se torne criativa coletivamente, gerando inovações valiosas que são benéficas para qualquer negócio.

Flexibilidade

 A Liderança Situacional é considerada uma abordagem flexível, pois o líder não faz uso de um único estilo de liderança para toda a equipe. Na verdade, o líder se adapta às necessidades de seus liderados e às especificidades da situação.

Produtividade

Como sinalizado anteriormente, a Liderança Situacional também contribui para que a equipe se torne mais produtiva. Quando os funcionários recebem o devido apoio e feedback de seus superiores, eles são constantemente lembrados de seus objetivos.

Os colaboradores tornam-se mais comprometidos com suas tarefas e mais confiantes em seus líderes, aumentando seu envolvimento no local de trabalho e, com efeito, sua produtividade.

Motivação

Quando os líderes decidem capacitar seus funcionários, delegando tarefas, confiando-lhes responsabilidades para que desenvolvam suas habilidades, além de fornecer suporte durante todo o processo para alcançar seus objetivos, o resultado é uma equipe fortemente motivada.

Controle

Com a Liderança Situacional, você consegue ter maior controle sobre os resultados da sua equipe. Isso porque, nessa abordagem, o líder é capaz de influenciar efetivamente seus liderados, pois está mais presente em todas as etapas do projeto e sabe bem do que a sua equipe é capaz de entregar.

Dicas para implementar e fortalecer a sua relação com os seus liderados

Conheça as individualidades da sua equipe

Procure conhecer quem são os membros da sua equipe, além de suas individualidades, forças, fragilidades, habilidades específicas e preferências. Não subestime o fator humano, compreenda que seus colaboradores não são robôs padronizados e programados para apenas executar tarefas. A VERDADEIRA LIDERANÇA É CARACTERIZADA POR ADAPTABILIDADE!

Não existe LIDERANÇA sem RELACIONAMENTO. Quando essa verdade é negligenciada, o preço pago é muito alto. Eu acredito que a forma mais equilibrada e produtiva de liderar e gerar alta performance, com toda a sua equipe para o crescimento em conjunto com a empresa e pessoa, é aquela que respeita os 5 pilares: ANÁLISE COMPORTAMENTAL, ESTILO DE LIDERANÇA, ENGAJAMENTO, FEEDBACKS ESTRATÉGICOS e DELEGAÇÃO CONSCIENTE.

Defina expectativas claras

Comunique as metas e o processo gerencial a toda sua equipe para que ela entenda como as suas próprias tarefas e objetivos se conectam ao quadro geral.

Defina as expectativas individuais de seus membros sobre qual deve ser o resultado.

Crie rotinas de acompanhamento com a sua equipe e, mais que criar, se faça perpetuar independentemente da sua presença ou não.

Ajuste seu estilo de liderança

Um bom líder precisa ser capaz de avaliar determinada situação e os níveis de maturidade dos seus liderados, com o objetivo de determinar qual estilo é mais adequado e será mais eficaz para cada caso.

Agora que você já sabe tudo sobre Liderança Situacional, que tal colocar essa forma de liderar em prática na sua gestão? Faça isso e veja seus resultados melhorarem de maneira significativa.

Lembre-se, todo ser humano é único e exclusivo, logo, temos desejos, comportamentos e limitações diferentes, portanto, se faz necessária essa análise. A frase “trate as pessoas como você gostaria de ser tratado” é balela, trate as pessoas como elas merecem e gostariam de ser tratadas, assim, sem dúvida, seu relacionamento com os seus liderados terá bons frutos. Por fim, busque orientar todos os membros do time a tomar um caminho assertivo, com base nos níveis de maturidade.

Leia Também: Por que treinamentos de liderança falham?

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